Guia traz mais de 800 “alternativos”

MARA GAMA
EDITORA-ADJUNTA DA ILUSTRADA

O que têm em comum Madonna, Tom Zé, Echo and The Bunnymen, ABBA e Sonic Youth? Cabem todos no rótulo de “alternativo”.

A classificação, bastante ampla, foi feita por uma dupla de jornalistas da revista americana “Spin” que organizou e editou o livro “Alternative Record Guide”, lançado no mês de outubro nos Estados Unidos.

O volume, de 486 páginas, traz fotos de capas de discos, discografia com datas, gravadoras, nota de 1 a 10 atribuída pelo resenhista e um pequeno histórico de mais de 800 grupos e artistas.

O painel vai de Karlheinz Stockhausen (na rubrica dedicada à música eletrônica e concreta) ao grupo Fugazi, do superalternativo Ian Mackaye (que se recusa a gravar clipes e não admite nem dar entrevistas à MTV).

World music

Talvez o melhor do guia seja mesmo o fato de alargar o conceito de “alternativo”.

A seleção mergulha na variedade do punk, da new wave, do grunge, da música eletrônica, do hip hop e do som “étnico” que ficou mais conhecido depois da onda da “world music” nos anos 80.

É por essa via que entram tanto o paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, que grava pelo selo de Peter Gabriel, quanto os brasileiros Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé, “descobertos” por David Byrne.

Gil, Caetano e Tom Zé estão no verbete “Tropicália”, em que Will Hermes, colaborador da “Spin” e do “Village Voice”, conta resumidamente a história do “pop de vanguarda do Terceiro Mundo”.

Hermes é um dos 64 nomes que assinam as resenhas do livro. A equipe tem jornalistas especializados em música, comportamento e moda de publicações como “Vibe”, “Mojo”, “Details”, “Entertainment Weekly”, “The Face”, “Vanity Fair”, “Rolling Stone”, “Village Voice” e “The New York Times”.

“Spin Alternative Record Guide” começa com um texto em que um dos editores, Eric Weisbard, tenta responder o que é rock alternativo e aproveita para contar toda a história do rock avesso à massificação, dos anos 60 até hoje.

Listas

O disco “Ramones” encabeça a lista dos cem melhores álbuns de todos os tempos. Em seguida, vêm “It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back”, do Public Enemy, e “The Velvet Underground & Nico”.

Se você não concorda, não há problema. Como não poderia deixar de ser numa publicação sobre música pop, há vários “top ten” espalhados pelo livro.

Alguns são feitos pelos próprios resenhistas, adeptos de tendências variadas. Os artistas resenhados também foram convidados a eleger suas paradas.

Alguns dos destaques da parada de Courtney Love, do Hole: “Heaven Up Here”, de Echo and The Bunnymen; “Nevermind”, do Nirvana; “Surfer Rosa”, dos Pixies e “Songs From a Room”, de Leonard Cohen.

“Spin Alternative Record Guide” pode ser encomendado na Livraria Cultura.

Livro: Spin Alternative Record Guide
Páginas: 486
Preço: R$ 29
Encomendas: Livraria Cultura (av. Paulista, 2.073, Conjunto Nacional, tel. 285-4033, São Paulo)

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