Arnaldo traz `Ninguém’ ao Sesc Pompéia

MARA GAMA
EDITORA-ADJUNTA DA ILUSTRADA

“Ninguém” chega amanhã a São Paulo. É o show que apresenta o segundo disco do poeta, cantor e compositor Arnaldo Antunes, lançado em abril. O show tem a mesma banda que acompanha Arnaldo desde o show “Nome”, primeiro da era pós-Titãs. “Ninguém” tem curta temporada no Sesc Pompéia, até dia 4.

O show estreou para público restrito, em 18 de maio, no Jazzmania, no Rio. Por falta de espaço, estava desfalcado dos cenários. Em São Paulo, “Ninguém” vem embalado na cenografia criada pelo artista plástico Nuno Ramos e por Gualter Pupo, com a iluminação de Margot Rodrigues. O mesmo trio que criou o ambiente instigante de “Nome”, estrelado por fantasmagóricas camisas brancas gigantes.

Unidade

O novo show reflete a unidade conquistada pela banda e já mostrada no disco. Paulo Tatit (baixo e violão), Edgard Scandurra (guitarra e violão), Peter Price (percussão), Pedro Ito (bateria) e Zaba Moreau (teclados e voz) estão, segundo Arnaldo, juntos na pesquisa e na experimentação sonoras que fogem do rock pasteurizado. Sambas, funkinhos e baladas bem tocados podem comprovar esta diversidade.

A guitarra suja de Edgard, a bateria e a percussão de Peter Price -que incorpora tanques de motocicletas, galões de plástico, entre outras quinquilharias- são a base do som. A este mix básico se somam os violões e baixos limpos de Paulo Tatit e os samplers e teclados de Zaba Moreau.

Repertório

No repertório de “Ninguém”, estão músicas já apresentadas no primeiro show, entre as quais a recriação de “Judiaria”, de Lupicínio Rodrigues, e a versão de Arnaldo para o poema de Augusto dos Anjos “Budismo Moderno”.

Entre as novidades, estão “Consciência” e “No Fundo”, parcerias com Edgard, “Seu Olhar”, com Paulo Tatit, e “Ninguém no Carnaval”, com Liminha. A surpresa prometida para o público de São Paulo é a recriação de Arnaldo para a música de Itamar Assumpção “Ciúme do Perfume”.

Para Arnaldo, “Ninguém” tem espírito de show de rock sem ser. Aposta na “diversidade e na exploração de timbres diferentes, incorporando os ruídos”.

Desta vez, o poeta abandona o recurso do vídeo que acompanhou e desdobrou o show “Nome” para se centrar na música. A afinação da banda, nascida do disco anterior, preenche todo o espaço do show. Mais música e menos cena.

Arnaldo espera vida mais longa para este show. “Nome”, o primeiro solo, com produção bem mais cara, só foi apresentado em São Paulo, Rio, Curitiba e Florianópolis.

“Ninguém” já tem agendadas datas em Belo Horizonte, Brasília e algumas cidades do sul.

Show: Ninguém
Artista: Arnaldo Antunes
Banda: Paulo Tatit (baixo e violão); Peter Price (percussão); Edgard Scandurra (baixo); Pedro Ito (bateria); Zaba Moreau (teclados e voz)
Quando: de amanhã a 4 de junho
Horário: de quinta a sábado, às 21h, domingo, às 20h
Onde: Sesc Pompéia (r. Clélia, 93, zona oeste, tel. 011/864-8544)
Quanto: R$ 16 e R$ 8 (comerciários e estudantes)

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