Bike e transporte público são focos das cidades mais habitáveis

As dez cidades mais habitáveis do mundo investem em infraestrutura para bicicletas e na modernização de transportes públicos para melhorar a qualidade de vida de seus moradores, atingir metas de redução de emissões de carbono e combater as mudanças climáticas. Vão fugindo da cultura do carro para se tornarem cidades mais humanas.

Usei como ponto de partida o ranking mais recente da revista norte-americana “Metropolis”, publicada no último 13 de setembro, que dá o seguinte ranking: Copenhage, Berlim, Helsinque, Cingapura, Viena, Tóquio, Oslo, Melbourne, Toronto e Portland. Essas são as mais habitáveis do planeta, de acordo com os avaliadores, que levaram em conta habitação, transporte, sustentabilidade e cultura.

Analisando os projetos recentes dessas cidades, dá para ver a tendência de apostar na melhoria da mobilidade urbana, em diversos tipos de iniciativa, com grande destaque para o transporte público e as ciclovias.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/09/1818343-bike-e-transporte-publico-sao-focos-das-cidades-mais-habitaveis.shtml

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SOS Mata Atlântica faz 30 anos e quer engajar contra desmatamento

Colocar a Mata Atlântica no vocabulário comum, na Constituição, nos mapas, nas leis municipais e sob monitoramento sistemático e transparente. Todas essas ações importantes tiveram a participação fundamental da SOS Mata Atlântica, fundação que completou 30 anos na última quarta-feira (21). De abrangência global, a defesa desse bioma com seus rios e áreas verdes tem bases na política municipal, que renova seus quadros em poucos dias.

A Mata Atlântica toma a costa do país e atinge também áreas da Argentina e do Paraguai.  Originalmente abrangia 1.309.736 km² no território brasileiro —o país tem 8.516.000 km². Restam 8,5 % de remanescentes florestais acima de 100 hectares. Somados os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, existem atualmente 12,5% do território original. A Mata Atlântica é um dos 34 pontos críticos mundiais para conservação da biodiversidade e parte de sua área é considerada reserva da biosfera
pela Unesco.

Em números, os programas de restauração florestal da SOS plantaram nos seus 30 anos de atuação 36 milhões de mudas de espécies nativas, com a recuperação de 21 mil hectares, ou 210 km², o que equivale à área da cidade de Recife (PE). A Fundação apoia 500 reservas particulares e 38 unidades de conservação, que atuam na proteção de 2 milhões de hectares em zonas marinhas e costeiras, e mobiliza mais de 4,5 mil voluntários em suas ações.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/09/1816034-sos-mata-atlantica-faz-30-anos-e-quer-engajar-contra-desmatamento.shtml

Campanha, projeto de lei e novo grupo defendem segurança hídrica

A mobilização pela preservação e recuperação dos rios e pela boa gestão dos recursos hídricos ganhou força esta semana. A Aliança pela Água iniciou, dia 12, a campanha nacional #VotePelaÁgua e tornou pública uma proposta de projeto de lei para que os municípios estejam preparados para garantir a segurança hídrica de seus habitantes e para orientar a sua ação diante de crises. Na última quarta (14), o grupo Vamos Limpar o Rio? se apresentou e lançou seu convite à participação.

A campanha #VotePelaÁgua quer inserir a água na pauta das próximas eleições, buscando que cada eleitor verifique o compromisso dos candidatos com uma agenda municipal ligada ao tema.

Apesar de ausente nas propagandas eleitorais, a água é sim da alçada municipal –na real, de responsabilidade de todas as instâncias de governo. Em 2007, foi aprovada a Lei Nacional de Saneamento Básico que define que o saneamento é composto por quatro tipos de serviços públicos: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e resíduos sólidos. A lei define que os municípios são os titulares desses serviços, que podem ser prestados diretamente ou por concessão para empresas estaduais ou privadas.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/09/1813855-campanha-projeto-de-lei-e-novo-grupo-defendem-seguranca-hidrica.shtml

Fórum para combater agrotóxicos é fundado em São Paulo

No início da semana, foi criado em audiência pública na cidade o Fórum Paulista de Combate ao Impacto dos Agrotóxicos e Transgênicos. Seu objetivo principal é fomentar o debate sobre o uso de agrotóxicos, analisar seus impactos, estabelecer estratégias de fiscalização e atuação institucional no combate ao uso inadequado dessas substâncias.

Grupos de defesa do consumidor, representantes da Defensoria Pública do Estado, da Defensoria da União, do Ministério Público Federal, pesquisadores, organizações sociais como a Aliança pela Água e sindicais como a CUT integram o fórum.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/09/1809450-forum-para-combater-agrotoxicos-e-fundado-em-sao-paulo.shtml