MAM reabre como museu ‘interativo’

MARA GAMA
EDITORA-ADJUNTA DA ILUSTRADA

Depois de uma reforma de quatro meses, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) reabre dia 24 de outubro como museu interativo -com sistema multimídia de acesso a banco de dados eletrônico e ateliês abertos ao público.

Com uma autorização especial da Prefeitura de São Paulo, as obras de reforma do museu, que começaram em 20 de junho e já estouraram o primeiro prazo de entrega -10 de outubro- estão sendo tocadas dia e noite desde 6 de agosto.

Reformado com o cuidado de preservar o projeto de 1982 de Lina Bo Bardi, o MAM terá aumentado o espaço de uso da marquise do Ibirapuera com um novo ateliê. Foi criada também uma bolha de vidro sobre o café do museu para garantir iluminação natural nessa área.

Com sala, auditório e sistemas de iluminação e segurança novos, o MAM inaugura em outubro a versão 95 de seu tradicional “Panorama da Arte Brasileira”, com 25 artistas e a curadoria do historiador Ivo Mesquita, abre uma minimostra do acervo do museu em uma nova sala e conta sua história em livro (leia texto nesta página).

“Queremos ter um museu que possa ser usado pelas pessoas que frequentam o parque Ibirapuera. O sistema de multimídia permite que o acervo seja pesquisado pelos usuários”, diz Milu Vilella, presidente do MAM.

Um terminal vai ligar o museu ao banco de dados do Instituto Cultural Itaú, que tem informações sobre fotografia, pintura e literatura brasileira.

“O novo MAM vai melhorar sua competitividade no conjunto dos museus da América Latina”, afirma Vilella. Competitividade, no caso, quer dizer estar dentro dos padrões internacionais de segurança e conservação das obras.

“Com um sistema interno de TV, melhoramos nossa segurança, que é um fator importante para que os curadores de mostras internacionais permitam que seus acervos venham ao país. O museu fica apto a receber grandes mostras”, diz.

A primeira grande mostra internacional do museu é a de óleos e desenhos de Miró, que passa primeiro pelo Rio e chega a São Paulo em janeiro de 1996.

“O museu passou por uma reforma física e outra de mentalidade”, diz Vilella. Na “reforma física” foram consumidos R$ 2,5 milhões, obtidos com doações de empresas.

“Resolvemos problemas de infiltração na laje de concreto, a queima excessiva de lâmpadas e, principalmente, o problema da reserva técnica do museu, com a criação de uma sala para depósito”, diz Vilella.

O museu terá aumentado o espaço de exposições e um novo auditório com 182 lugares, com capacidade de abrigar uma pequeno grupo de câmara.

O auditório vai ter equipamento para projeção de filmes em 35 mm, videolaser, vídeo com equipamento de reprodução de fitas em formato beta e VHS e telões. O projeto de áudio e vídeo custou R$ 300 mil.

A “reforma de mentalidade” do museu, segundo sua presidente, se refere ao novo sistema de captação de recursos.

O MAM é administrado por uma sociedade sem fins lucrativos. A partir da reforma, se espera que entrem recursos com o aluguel do auditório, arrendamento do café do museu, porcentagem em eventos que usem o espaço de exposições, cursos para empresas e workshops. O próprio MAM vai passar a gerir a lojinha do museu, que terá objetos com a grife MAM, artesanato e design brasileiros e vai revender objetos de papelaria do MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York.

O sistema de filiação também muda. As taxas mensais para ser “amigo” do museu vão variar entre R$ 50 e R$ 100. Os conselheiros passam a contribuir com mensalidades de R$ 100 a R$ 300.

Um ateliê com janelões para a marquise do Ibirapuera será aberto aos visitantes do parque. É a “interatividade” não-eletrônica do museu.

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Livro mostra acervo e história tortuosa

MARA GAMA
DA REDAÇÃO

Mudança de sede, extinção e perda de acervo fazem parte da trajetória conturbada do MAM de São Paulo, desde sua fundação, em 1948.

Ao longo dessa história, o museu foi responsável pelo surgimento da Bienal Internacional (em 1951) e da Cinemateca Brasileira (em 1956), frutos da iniciativa de popularizar a arte moderna.

Era esse o lema do grupo de intelectuais e artistas que participou da gênese da idéia do museu e que ora enfrentou e ora usufruiu do personalismo do criador do MAM, Francisco Matarazzo Sobrinho (1898-1977), o Cicillo.

O livro “Museu de Arte Moderna”, da pesquisadora Vera D’Horta (editora DBA, preço ainda não definido, 168 págs.), que será lançado no dia 24 de outubro, relata como o museu, fundado sob inspiração e com o auxílio do Museu de Arte Moderna de Nova York, foi tomando forma e adquirindo uma “vocação didática”.

Com tiragem de 5 mil exemplares, o livro traz reproduções coloridas das obras do acervo.

O livro conta também como, por insistência do consultor Carleton Spregue Smith, do MoMA, o MAM se constituiu como sociedade civil com a participação de artistas, intelectuais e empresários, numa clara tentativa de salvar o museu dos humores de Cicillo.

Iniciativa que se mostraria visionária, mas não eficaz: Cicillo conseguiria extinguir o museu, em 1963, depois de garantir a autonomia da Fundação Bienal.

Depois de passar por várias sedes e perder seu acervo para a Universidade de São Paulo -ato decorrente da extinção de 1963- o MAM voltou ao Ibirapuera em 1969, ano em que aconteceu o primeiro Panorama da Arte Atual Brasileira.

Atualmente, o MAM tem cerca de 2 mil peças em seu acervo, com obras que vão dos anos 20 até hoje. Uma exposição com os destaques do acervo acompanha o lançamento do livro.

Toledo relança seus ‘discos’ tropicalistas

MARA GAMA
EDITORA-ADJUNTA DA ILUSTRADA

Lançamento: Moving Fields
Artista: Amélia Toledo
Quando: amanhã, a partir das 21h
Onde: Galeria São Paulo (r. Estados Unidos, 1.454, Jardins)

É impossível não querer brincar. O convite ao toque é a primeira qualidade dos coloridos “moving fields” que a artista plástica Amélia Toledo relança amanhã, na Galeria São Paulo, a partir das 21h.

Nascidos na década de 60 em formato de discos, os “moving fields” são hoje produzidos em duas formas -oval e circular- com a mesma estrutura: placas feitas em pvc flexível, com um lado branco e outro transparente e uma espuma líquida por dentro. Doze cores estão em produção.

Com a pressão dos dedos, o líquido se movimenta dentro da almofada plástica e as pequenas bolhas da espuma formam imagens que sugerem um rendilhado.

A “razão social” dos “moving fields” é servir de jogo americano ou porta-copos. Mas Amélia confere a eles mais que utilidade. “É preciso que as pessoas aprendam a brincar. Nos discos, como em outras produções, quero fornecer fontes e campos de energia”, diz. “Os ‘moving fields’ são objetos sem ironia. São alegres.”

Foi a exposição “Caminhos para Olhar”, comemorativa aos seus 40 anos de arte, no Masp, em 1993, que mostrou à artista a atualidade de seus “discos táteis”. Começou a nascer a idéia de produzi-los novamente.

Com a formação da Tria -sociedade com o filho Moacyr e a nora Ana Lucia Guimarães- Amélia resolveu pôr em prática a idéia.

Pesquisando novas cores e redimensionando os discos para adaptá-los ao padrão de tamanho das mesas atuais, a Tria chegou aos novos “moving fields” ovais.

A produção inicial dessa nova safra é de 5 mil exemplares. O pvc é mais flexível que o dos discos antigos. Amélia não revela a composição da espuma líquida que aperfeiçoou, mas garante que suportam pratos quentes.

Cada placa oval vai custar cerca de R$ 25 nas lojas e o jogo com seis porta-copos sairá por R$ 30.

Os “moving fields” foram gerados lentamente. O primeiro “sinal” ocorreu à Amélia em 1967, no meio de um congestionamento na rua Augusta.

“Estávamos em plena ditadura, e eu já estava cansada da pressão, do aspecto destrutivo do engajamento político. Foi quando vi um homem vendendo bolhas de sabão numa esquina e pensei em usá-las para propor uma atitude mais positiva, que incorporasse a idéia da brincadeira”.

No táxi, Amélia começou a imaginar o que seria depois o “Glu Glu” -um objeto formado por duas esferas de vidro com uma espuma líquida vermelha dentro.

O “Glu Glu” não foi produzido em larga escala. Mas sua idéia central foi utilizada nos “moving fields”, que viraram múltiplos -objetos de arte reproduzidos em escala industrial.

Multiplicar um objeto lúdico que entre no cotidiano e lentamente alargue a sensibilidade artística das pessoas é o objetivo de Amélia com os seus objetos coloridos.

“Em 1968, eu ouvia ‘Alegria Alegria’, de Caetano, e me identificava com o desprendimento do tropicalismo. A bolha de sabão é a imagem disso. Ainda hoje, as pessoas têm mais é que fazer bolhas de sabão, aprender a brincar”.

ONDE ENCONTRAR: Interdesign (al. Lorena, 1.647, Jardins); Benedix (pça Benedito Calixto, 100, Pinheiros); Augôsto Augusta (r. Augusta, 2.161, Jardins) e Sign (shopping D & D)

Bowie ‘purifica’ violência em novo clipe

MARA GAMA
EDITORA-ADJUNTA DA ILUSTRADA

Chega hoje às emissoras de TV no Brasil o clipe novo de David Bowie. “The Hearts Filthy Lesson” (algo como A Lição Suja dos Corações) é o primeiro clipe do álbum “Outside”, que chega às lojas no dia 5 de outubro.

O clipe já vem com duas versões -uma integral e outra sem as partes mais “pesadas”.

O clipe encena a criação de um corpo, que depois se descobre ser o de um minotauro (ser mitológico formado por um corpo de homem e uma cabeça de touro).

Os criadores são carecas tatuados e cheios de “piercings” (brincos e alfinetes espetados por todo o corpo). Passam o clipe construindo um corpo com resina, faixas, penas, banhos de leite e sangue. E um coração mecânico.

Com seus aventais enormes, os construtores podem ser artistas plásticos ou açougueiros. Ou as duas coisas. Na verdade, se parecem com os integrantes do grupo catalão de teatro Fura Del Baus, que já foi definido como cultuador do teatro da violência.

Mas Bowie está ali e imprime pureza ao cenário arruinado.

O clipe é bem-produzido. Dirigido por Samuel Bayer, o mesmo dos clipes “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, e “Zombie”, de Cranberries, evita as fusões (sobreposição de imagens que “mascara” os cortes entre cenas) e tem iluminação precisa.

A música não é o arraso que se podia esperar do primeiro clipe do disco que reúne novamente David Bowie e Brian Eno, dupla que fez os sucessos dos álbuns “Low”, “Heroes” e “Lodger”.

A gravação do disco “Outside”, que começou em março de 1994, foi definida por Bowie como um “workshop” contínuo.

O resultado não se resume a um CD. “The Nathan Adler Diaries”, que virá encartada no disco, é a história de um professor que investiga um assassinato. Foi escrita por Bowie com o auxílio de um programa de computador que mistura aleatoriamente frases.

O colunista José Simão está em férias até 25 de setembro.

Mostra traz desenhos da arquitetura de SP

MARA GAMA
DA REDAÇÃO

Mostra: Os Desenhos da Arquitetura
Onde: A.S. Studio (al. Santos, 1.787, térreo, tel. 253-3233)
Quando: de hoje (abertura às 19h) a 14 de outubro
Horário: das 14h às 19h (de segunda a sexta) e das 10h às 14h (sábado)
Quanto: entrada franca

Muito antes do sucesso dos “making of” (documentários sobre filmagens) de cinema, croquis, plantas e esboços de projetos já encantavam estudantes e apreciadores da arquitetura.

A exposição “Os Desenhos da Arquitetura”, que começa hoje, mostra ao público aquilo que geralmente só é visto dentro do circuito do planejamento e da construção.

É uma coletiva de “visões de arquitetura”. São 16 desenhos, feitos entre as décadas de 20 e 70, que revelam aspectos diversos do processo de criação e concepção das obras. Há desde esboços iniciais, primeira idealização do projeto, até perspectivas com a implantação de prédios na cidade, em desenhos já feitos para “vender” a construção do ponto de vista imobiliário.

É difícil destacar um projeto na exposição: estão ali alguns dos desenhos que originaram o Museu de Arte de São Paulo, de Lina Bo Bardi (1914-1992), a perspectiva refinada de uma ponte sobre o rio Tietê, de Elisário Bahiana (1891-1980), e o projeto preciso da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, de Vilanova Artigas (1915-1985).

Não se trata de uma exposição de arte. A mostra faz uma espécie de arqueologia da criação arquitetônica. Coordenada por Estela Sahn, “Os Desenhos da Arquitetura” tem curadoria de Carlos Martins, Fernando Vazquez e Renato Anelli, grupo de arquitetos da USP de São Carlos.

Portoghesi disseca a harmonia de Ouro Preto

MARA GAMA
ENVIADA ESPECIAL A OURO PRETO

“Ouro Preto tem o melhor sintoma da beleza: a unidade na multiplicidade.” Assim, o arquiteto e historiador italiano Paolo Portoghesi definiu a “harmonia arquitetônica” da cidade mineira tombada como patrimônio histórico da humanidade em 1980.

Portoghesi, 64, que abriu no último dia 30 de agosto uma exposição de fotos e objetos, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, conseguiu, na última sexta-feira, o que mais queria com sua viagem ao Brasil: conhecer e fotografar Ouro Preto.

Surpreso com o que considerou bom estado de conservação da cidade, o arquiteto indicou: “Um dos seus segredos de harmonia é que os seus edifícios monumentais estão ‘culminando’ a natureza, colocados em posições estratégicas”.

Crítico da arquitetura com vários estudos sobre o período barroco (estilo iniciado na Itália por volta de 1600 que se caracteriza por formas curvas exuberantes e realistas), Portoghesi viu com admiração a “integridade” da cidade. “Tive a sensação de visitar Siena (na Itália), que tem extraordinária riqueza de elementos urbanos.”

Segundo o arquiteto, apesar das múltiplas influências que sofreu em sua formação, Ouro Preto conseguiu misturar tudo e escapar do pastiche, por causa da simplicidade. “Há aqui uma linguagem bem precisa: poucos tipos de fachadas e janelas, combinados com originalidade, e pequenas variações na altura das suas molduras”.

Para Portoghesi, Ouro Preto reafirma uma tese sua: “os antigos tinham cidades boas e sociedades ruins. Nós temos sociedades um pouco melhores e cidades péssimas”.

Segundo a mesma tese, o urbanismo tinha um caráter “quase religioso”, que foi perdido na cidade moderna. “Mesmo com sociedades escravocratas e injustas, as cidades exprimiam harmonia porque havia uma linguagem comum. A cidade era um valor. No encontro de duas ruas, por exemplo, se criava um ambiente, uma fonte. Havia conjunto.” Hoje, as cidades não prestam: “avançamos alguma coisa na justiça social, mas as cidades não têm valor. Nós aceitamos que sejam um diagrama fiel das desigualdades”, disse.

Aleijadinho

Portoghesi não se surpreendeu com as obras de Aleijadinho (1738-1814). “Já esperava gostar”. Na observação da igreja de São Francisco de Assis, no entanto, “descobriu” a originalidade do mais importante arquiteto e escultor do barroco brasileiro. “A coisa mais fascinante de suas obras é o contraste do fundo branco dos edifícios com a escultura na pedra local. Ele cria o máximo de tensão plástica. É quase uma abstração -o intervalo branco e depois uma explosão de formas. É isso que o faz tão original”, disse.

Portoghesi associa Aleijadinho ao italiano Francesco Borromini (1599-1667), primeiro e mais inventivo arquiteto barroco romano, também escultor e entalhador.

“Aleijadinho é a fase conclusiva da ‘Parábola de Borromini’: quando na Europa um certo classicismo já tinha vencido o barroco, aqui no Brasil ele continuava a florescer em suas obras originais”.

São Paulo

O contraste maior foi conhecer São Paulo e Ouro Preto na mesma viagem. Para Portoghesi, que deixou o país no sábado, as casas de São Paulo “parecem pertencer a gente vinda de outros planetas, tamanho o conflito de gostos e cores”.

“Uma pessoa de fora pode conhecer pelo menos duas cidades. Uma de boa qualidade de vida com os bairros ricos, cheios de verde, e outra, à margem desta, que é o caos, a degradação. A degradação é o sintoma de sofrimento de uma cidade”, disse.

Mas há alguma coisa que dá “caráter” à São Paulo, na visão do arquiteto. “A avenida Paulista é uma das avenidas mais belas do mundo, porque foi aproveitado o desenho do terreno para o cenário dos edifícios”.

CD-ROM apresenta história e cultura do sushi

MARA GAMA
EDITORA-ADJUNTA DA ILUSTRADA

Quem gosta de comida japonesa ou quer se aventurar a fazer sushi já tem um professor: um CD-ROM que ensina a história, os tipos, os ingredientes, como fazer e como comer o tradicional bolinho de arroz e peixe cru.

“The Beauty of Japan Through the Art of Sushi” (as belezas do Japão através da arte do sushi), em dois CDs, foi lançado na Europa em agosto e deve estar disponível nas lojas brasileiras que importam CD-ROMs a partir de outubro.

No CD-ROM se aprende que o sushi não nasceu no Japão. Evidências históricas mostram que o avô do sushi apareceu no sudeste asiático, por volta do século 8 a.C., decorrente do processo de conservação do peixe.

O arroz era usado, junto com o sal, para conservar peixes inteiros em caixotes de madeira. O ácido lático produzido pela fermentação do arroz mantinha o peixe por longo tempo. Na hora de comer, se jogava fora o arroz e se comia só o peixe, então fermentado.

O uso do peixe cru data do século 2 a.C. na China. Os chineses teriam levado a comida para o Japão no ano 300 da era cristã.

Apesar de não ter nascido japonês, foi no Japão que o sushi virou comida padrão. A produção dominante de arroz e a riqueza de peixes da baía de Tóquio podem ter determinado sua permanência na culinária japonesa.

Além desse aspecto natural, uma crença que relaciona os ingredientes do sushi e a saúde do corpo mostra a consagração do alimento no Japão.

Segundo essa crença, o sushi é um alimento completo porque tem todos os sabores: azedo, amargo, doce, “quente” e salgado. Cada um desses sabores, respectivamente, ajudaria o trabalho de um órgão do corpo humano: fígado, coração, baço, rins e pulmão.

O CD-ROM tem também um glossário de termos e uma tipologia do sushi. Para quem quer prática, imagens ensinam como comer o sushi. Duas regras: é preferível comer com a mão, mas se admite o uso dos pauzinhos; molha-se no shoyu (molho à base de soja) somente a parte do peixe.

Outra lição com imagens de vídeo é sobre o corte do peixe e os demais ingredientes que ornamentam o prato de sushi.

Quem escolhe se embrenhar na rubrica “Japão” terá textos sobre geografia, história, agricultura, clima, religião e “cultura” do peixe -onde são mostradas fazendas de cultivo de ostras, camarões e algas. Há ainda capítulos sobre Ikebana (arte dos arranjos florais) e cerimônia do chá.

Título: “The Beauty of Japan Through the Art of Sushi”
Língua: inglês
Preço: 40 libras (cerca de R$ 56)