Manual ensina a implantar compostagem na escola

Uma experiência monitorada em uma dezena de escolas municipais de São Paulo no primeiro semestre de 2016 virou cartilha. E pode servir de exemplo para expandir a prática de compostagem e horta nesses locais, com a ativa participação de alunos de 3 a 14 anos, em todas as fases do processo.

Disponível para download em português e inglês, o “Manual para Gestão de Resíduos Orgânicos nas Escolas” ensina quais as diferenças entre compostagem aeróbia e a compostagem com minhocas (vermicompostagem), para que serve o composto e como utilizá-lo, como montar uma “sala de aula verde”, como separar os resíduos de comida e de jardins.

Partindo de uma contextualização sobre a geração de resíduos orgânicos na cidade, mostra também os impactos positivos da reciclagem deles para a mitigação dos gases de efeito estufa. O público-alvo são professores e há sugestões de como integrar o estudo da compostagem com os conteúdos de outras disciplinas.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/12/1845706-manual-ensina-a-implantar-compostagem-na-escola.shtml

Anúncios

Parede verde deve cair fora da compensação ambiental em São Paulo

Telhados e paredes verdes não servem para compensação ambiental. Essa foi uma das conclusões da CPI da Câmara Municipal para analisar termos de compromisso ambiental, com relatório final de 29 de novembro de 2016. Indicado pelo próximo prefeito, o novo secretário do Verde e do Meio Ambiente, vereador Gilberto Natalini (PV), foi o relator da CPI e se comprometeu a apresentar projeto de lei em 2017 para seguir essa diretriz.

A compensação é um instrumento que pretende contrabalançar os impactos ambientais ocorridos ou previstos no processo de licenciamento ambiental. Em São Paulo, um decreto municipal de março de 2015 havia modificado o Termo de Compromisso Ambiental (TCA), permitindo que empresas e pessoas físicas que interferissem na vegetação para construir pudessem compensar a perda da área verde com paredes e telhados verdes. É a regra que vale hoje, mas, segundo o relatório final da CPI, esses dois modelos de plantio não são adequados para esse fim.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/12/1843999-parede-verde-deve-cair-fora-da-compensacao-ambiental-em-sao-paulo.shtml

São Paulo livre de agrotóxicos e com apoio às hortas comunitárias

Duas iniciativas importantes para a agroecologia avançaram nos últimos dias na cidade de São Paulo. No último dia 8, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei 891/2013, que proíbe o uso e comercialização de agrotóxicos que contenham princípios ativos nocivos ou organoclorados que tenham sido banidos em seus países de origem. De autoria do vereador Toninho Vespoli (PSOL), e com a participação de outros vereadores, o PL 891 está na fila para a sanção do prefeito Fernando Haddad.

No dia 12, o vereador Nabil Bonduki (PT) protocolou o Projeto de Lei 582/2016, o VAI na Horta – Valorizaçao de Iniciativas de Agricultura Urbana e Periurbana, para apoiar ações socioambientais e culturais relacionadas à agroecologia.

Apesar do pouco tempo que resta da atual gestão, Vespoli espera que o prefeito Haddad sancione o projeto contra os agrotóxicos, pelos compromissos com a causa da agroecologia que tem assumido. “Além do benefício para as áreas de cultivo de agricultura familiar na cidade, a proibição desses agrotóxicos em São Paulo teria impacto nacional. Seria uma força importante no movimento que defende o direito que as pessoas têm de ter uma alimentação saudável” diz.

Segundo pesquisa Ibope encomendada pelo Greenpeace, 81% da população brasileira considera a quantidade de agrotóxicos nas lavouras de “alta” a “muito alta”.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/12/1841942-sao-paulo-livre-de-agrotoxicos-e-com-apoio-as-hortas-comunitarias.shtml

Prêmio Bloomberg coroa política de Haddad para agroecologia

Bem estruturada, a agroecologia pode alavancar novos negócios, baratear e melhorar a qualidade dos orgânicos, incentivando a alimentação mais saudável da população, gerar empregos, aumentar a renda média dos produtores e, ao mesmo tempo, proteger os mananciais de São Paulo contra a poluição e a especulação.

Esse é o cenário imaginado pelo projeto Ligue os Pontos, que deu o prêmio Mayors Challenge 2016, da Bloomberg Philanthropies, à Prefeitura de São Paulo. O prefeito Fernando Haddad foi recebê-lo na última quarta (30) no México. Com o prêmio, o projeto recebe um aporte de US$ 5 milhões para ser colocado em prática.

A mudança da gestão municipal não deve comprometer a implementação, segundo Ciro Biderman, economista urbano e diretor de inovação da SP Negócios. A empresa municipal, que se ocupa de cuidar de interfaces com o setor privado, desenhando parcerias público-privadas e concessões, foi responsável, na gestão Haddad, pela PPP da iluminação pública e pela Zona Azul digital, entre outros projetos.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/12/1837747-premio-bloomberg-coroa-politica-de-haddad-para-agroecologia.shtml