Lixo: Gigante da moda H&M lança prêmio de € 1 milhão para reciclagem

A gigante H&M, segunda maior varejista de moda do mundo, lançou o prêmio Desafio Global, de € 1 milhão (R$ 3,99 milhões), para encontrar abordagens que protejam os recursos naturais na indústria da moda. A ideia é captar projetos que proponham novas maneiras de conceber, produzir, enviar, comprar, utilizar e reciclar o vestuário.

Metade do prêmio será dividida igualmente entre os cinco projetos vencedores, que poderão participar de um workshop de inovação em Estocolmo (Suécia) para testar suas ideias. Uma votação on-line está prevista para destinar o restante do prêmio. O resultado deve ser anunciado em fevereiro de 2016.

Rebecca Earley, professora da Universidade de Artes de Londres e integrante do júri do novo prêmio, disse ao jornal britânico “The Guardian” que a moda precisa de ideias radicais agora para enfrentar os desafios da poluição, dos resíduos e das demandas do mercado nos próximos dez anos.

A indústria têxtil é considerada vilã da ecologia. Consome muita água nos seus processos de tintura e lavagem. Muitas grandes empresas sofrem constantemente denúncias de poluição ambiental. Também são comuns processos por superexploração de mão de obra.

http://folha.com/no1674713

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Design de Ruy Ohtake ganha mais autonomia com o tempo

Não apenas 20 anos separam as duas fornadas de móveis criados por Ruy Ohtake que fazem parte da singela exposição “Imprevisibilidades, Desenho e Mobiliário”, em cartaz até 6 de setembro no Instituto Tomie Ohtake, também desenhado por ele.

No conjunto, é possível ver nos objetos uma passagem dos planos às linhas.

Na safra mais antiga, de 1995, predominam as chapas ou fitas de aço mais largas, encurvadas ou dobradas –como as que compõem a simpática “Namoradeira”, a convidativa poltrona “Triângulo”, a sintética banqueta “Onda”, a mesa redonda “Origami” e o aparador “Filipelli”.

Nos projetos recentes, de 2015, sobretudo nas cadeiras “Uma Volta” e “Duas Voltas”, é visível um desenho mais autônomo em relação à arquitetura, com formas mais leves e menos apoios.

É como se as peças mais novas tivessem liberdade para circular em diversos tipos de espaço, de forma independente, como protagonistas.

Ohtake, um dos arquitetos mais importantes em atividade no país, por muito tempo criou mobília especificamente para as casas de sua autoria, sem demanda de mercado, mas como detalhamento ou complemento da sua concepção espacial da moradia.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/229831-design-de-ruy-ohtake-ganha-mais-autonomia-com-o-tempo.shtml

Lixo: Entidades vão propor alteração da Lei de Resíduos Sólidos

Empresas que atuam na limpeza pública urbana desenham uma alternativa ao projeto aprovado pelo Senado (PL 2.289/15) para a alteração da Lei de Resíduos Sólidos. Elas preparam um substitutivo para apresentar às lideranças partidárias antes que o projeto de lei seja votado na Câmara Federal.

Entre os pontos fundamentais do substitutivo estão a instituição de uma contribuição para o saneamento urbano e a mudança de critério de escalonamento de prazos para o cumprimento da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos). O texto que está sendo preparado deve condicionar o aumento dos prazos à aprovação da nova fonte de recursos.

O novo tributo seria criado nos moldes da Cosip (Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública), para garantir aos municípios recursos para que se adequem às determinações da PNRS, como a elaboração de planos de gestão de resíduos, a organização e a implantação da coleta seletiva e a destinação correta dos rejeitos aos aterros sanitários.

http://folha.com/no1668498

Ninhos de Lina Bardi são vendidos pela 1ª vez no Brasil

Ler, pensar, deitar, dormir e se aninhar. Eram os usos indicados pela projetista para a sua peça. O ano era 1951.

Uma época de intensa atividade criativa e de afirmar sua escolha pelo território, construindo seu primeiro projeto arquitetônico, a Casa de Vidro, e naturalizando-se na terra escolhida, o Brasil, “país inimaginável, onde tudo era possível”.

A criadora era Lina Bo Bardi (1914-1992), arquiteta, urbanista, designer e apaixonada pela cultura brasileira.

Em 1953, aninhada na sua cadeira “Bowl”, em diferentes posições, ela posou para a revista “Interiors”, em fotos que se tornaram emblemáticas de seu espírito livre e irreverente. No artigo, intitulado “Bowls, Baskets and Bags” (“Tigelas, Cestas e Sacos”), a revista comparava o projeto da “Bowl” a cadeiras de designers como Eero Saarinen.

Mas Lina não chegou a ver produzidos comercialmente os seus ninhos, que só passaram a ser fabricados neste século, pela empresa italiana Arper. E quase 65 anos depois de serem desenhadas, as Bowl importadas chegam ao mercado brasileiro, comercializadas pela Dpot.

De uma tiragem de 500 exemplares, autorizada pelo Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, que detém os direitos sobre os projetos da arquiteta, cem cadeiras são destinadas às vendas no Brasil. Os preços são em torno de R$ 39 mil.

“O que é novo nessa peça de mobiliário, o que é absolutamente novo, é o fato de a cadeira poder se movimentar para todos os lados, sem precisar de nenhum mecanismo mecânico, tudo acontece apenas por sua forma esférica. Não há outras peças de mobiliário como essa”, escreveu.

A “Bowl” é uma concha encaixada sem fixação sobre um aro tubular com quatro pés. É feita artesanalmente na Itália e tem uma edição com revestimento de couro preto e uma versão em tecido, com sete cores diferentes.

As almofadas podem ser da mesma cor da concha ou em dois tons diferentes. O lançamento está marcado para ocorrer na Design Weekend, na loja Dpot (al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.250, Jardins).

http://classificados.folha.uol.com.br/imoveis/2015/08/1666224-apelidadas-de-ninhos-cadeiras-de-lina-sao-vendidos-pela-1-vez-no-brasil.shtml

Mostra reúne cerâmica de indígenas, artesãos, designers e artistas

O material mais antigo produzido pelo homem continua sendo fabricado por toda parte: em ateliês de artistas, oficinas, indústrias e laboratórios de impressão de alta tecnologia.

Do grego “kéramos” (“terra queimada” ), a cerâmica deve ter se originado no Japão, há mais de 8.000 anos. No Brasil, onde os mais antigos registros encontrados foram na Ilha de Marajó (PA), ela é hoje produzida em todos os Estados.

“Nesse momento de retorno ao primordial, a cerâmica está sendo revalorizada no mundo todo”, diz a crítica Adélia Borges, curadora da mostra “Cerâmicas do Brasil”, que, a partir do dia 12, traz itens criados por indígenas, artesãos, artistas e designers ao museu A Casa, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

“Colocar no mesmo espaço peças tão diversas permite que uma ilumine a outra; mostra como os limites entre artesanato, design e arte perderam a rigidez”, afirma Borges.

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/08/1665279-mostra-reune-ceramica-de-indigenas-artesaos-designers-e-artistas.shtml

 

Lixo: Lixólogo ganha pós em BH

Em quase todas as listas de profissões do futuro, você vai encontrar aquelas ligadas ao tratamento de resíduos. Designer de lixo, lixólogo, técnico em reciclagem, especialista em “upcycling” são alguns nomes. Esses profissionais seriam especializados em propor soluções para cidades, associações e empresas, visando a segurança sanitária e ambiental e o reaproveitamento de resíduos, na cadeia produtiva ou na geração de formas limpas de energia.

No Brasil, esse futuro já é. A falta de técnicos em gestão ambiental atuando nas prefeituras é um dos entraves para o avanço na gestão de resíduos. A constatação é de especialistas da área de saneamento e limpeza pública e também de prefeitos, principalmente das cidades menos populosas e com menos arrecadação: a grande maioria.

http://folha.com/no1665594