Grupo faz redesign com doações de lojas e confecções

A indústria da moda é uma das grandes vilãs do meio ambiente, pelo altíssimo consumo de água, pela geração de poluição por causa da química pesada e exploração de mão de obra em condições de trabalho inadequadas.

Além disso, a alta quantidade de excedente na produção massificada é um desperdício enorme de energia, material e força de trabalho. Em alguns países, grande parte dos resíduos têxteis é incinerada, gerando mais poluição. No Brasil, o excedente acaba nos aterros e lixões. Nada chique.

Uma iniciativa que está saindo do forno uniu a empresária e joalheira Patricia Centurion, a publicitária Maria Antonia Teixeira e a estilista Ana Bento para correr por fora desse ciclo. A ideia é reaproveitar tecidos, retalhos, catálogos de coleções de marca de estações passadas e estoques parados para criar produtos duráveis e desejáveis, empregando cooperativas de gente que sabe costurar bem e que precisa de oportunidade de trabalho.

A We-did começou a atuar há um mês, em São Paulo, após dois anos de pesquisa e entrevistas do trio com empresários, fabricantes, gestores de estoque e cooperativas de costureiras para verificar as necessidades de cada parte do processo e desenhar um modelo de atuação e fluxos possíveis de material e trabalho.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/03/1608525-grupo-faz-redesign-com-doacoes-de-lojas-e-confeccoes.shtml

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Cidade canadense faz horta orgânica em aterro

A pequena e gelada cidade de Fort McMurray, com 60 mil habitantes, na região canadense de Alberta, ficou conhecida por seus graves problemas ambientais, decorrentes da exploração de petróleo. Agora, um programa que está em fase de teste cultiva verduras e legumes em um contêiner de transporte transformado em estufa, no aterro sanitário da cidade. Ele faz parte do projeto municipal lixo zero.

Próxima ao rio Athabasca, o maior depósito de areias betuminosas do mundo, Fort McMurray teve sua primeira mina comercial perfurada no fim dos anos 1960, pela empresa Great Canadian Oil Sands, hoje Suncor. Apesar das reservas enormes de petróleo nas areias, a cidade quer mudar de perfil e se tornar mais verde. Distante de grandes centros de produção de alimentos, ela paga caro por legumes, peixes e carnes que compra dos vizinhos e tem de transportar. O projeto da horta de resíduos pretende amenizar a dependência de outras cidades.

Nessa fase de testes do projeto dos contêineres, a fotossíntese das plantas é garantida por iluminação artificial. O cultivo é hidropônico (sem terra), como na maior parte das fazendas verticais japonesas, americanas e europeias.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/03/1605542-lixo-cidade-canadense-testa-horta-organica-em-aterro.shtml

Cortar 50% do desperdício de comida pode economizar US$ 300 bi/ano

Um terço dos alimentos produzidos no mundo vai para o lixo. O custo total do desperdício pode chegar a US$ 400 milhões por ano. A comida descartada nos países ricos seria suficiente para sustentar os 870 milhões de pessoas com fome no planeta, se houvesse uma maneira de distribuição eficaz desses alimentos.

De acordo com a organização britância Wrap (Waste & Resources Action Programme), o problema tende a piorar devido à expansão global das classes médias. O mais recente relatório da Wrap indica que, em 2030, o desperdício de alimentos pode custar cerca de US$ 600 bilhões/ano.

Além do problema social, em geral, o alimento não consumido vai para aterros sanitários, onde se decompõe e gera gás metano. De acordo com a Wrap, 7% das emissões globais de gases do efeito de estufa (GEE) são decorrentes desse ciclo. O índice coloca os aterros em terceiro lugar entre os maiores emissores, atrás da China e dos Estados Unidos.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/03/1602243-cortar-50-do-desperdicio-de-comida-pode-economizar-us-300-biano.shtml

Lixo: Ação para redução de poluentes pode acelerar compostagem

Um programa de redução de emissão de poluentes financiado pelo Coalizão para o Clima e Ar Limpo (CCAC), que tem apoio do Programa do Ambiente da ONU, pode antecipar para este ano o aproveitamento dos resíduos orgânicos em São Paulo.

Diariamente são geradas 10.500 toneladas de resíduos domiciliares na cidade. A fração orgânica corresponde a 51%. Depositado nos aterros sanitários, esse material se decompõe e é responsável pela geração de metano, poluente de vida curta e um dos gases do efeito estufa que contribui para as mudanças climáticas.

Se, em vez de ser depositada em aterros, a parte orgânica tiver manejo adequado e for reaproveitada, evita-se a produção de metano e a vida útil desses locais é prolongada.

Técnicos ligados à área de planejamento e resíduos da prefeitura da capital prepararam, de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, um diagnóstico sobre emissões de metano e possíveis ações para sua redução. Com o auxílio de especialistas da Associação Internacional de Gestão de Resíduos Sólidos (ISWA) eles agora elaboram um plano de ações para a implantação da coleta específica, as estratégias para buscar a adesão da população e o estabelecimento das rotas tecnológicas (formas de tratamento) adequadas.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/03/1599001-lixo-acao-para-reducao-de-poluentes-pode-acelerar-compostagem-em-sp.shtml