A Casa anuncia premiados do Objeto Brasileiro

A Casa – Museu do Objeto Brasileiro – anuncia nesta quinta, 25 de setembro, os vencedores da primeira edição do prêmio Objeto Brasileiro.

O prêmio é estruturado nas categorias Objeto de Produção Autoral; Objeto de Produção Coletiva; Ação Sócio-Ambiental e Novos Projetos.

A Casa pretende destacar a produção que resulta da união do design com a produção artesanal e valoriza ações que promovem a consciência ambiental e a geração de renda para os artesãos.

A exposição com os 61 projetos selecionados ficará aberta até 28 de novembro de 2008. Segundo a organização, foram mais de mil objetos inscritos, vindos de 20 Estados brasileiros. A lista dos selecionados você pode ver aqui.

A Casa fica na rua Cunha Gago, 807, em Pinheiros, São Paulo. O horário de visitação da exposição é de segunda a sexta, das 10h às 19h.

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Brasiliana da USP

Imagem da vista da prédio da Brasiliana USP

A Folha hoje traz reportagem sobre a Biblioteca de José Mindlin, em processo de doação para a Universidade de São Paulo (USP).

Um novo prédio está sendo construído na USP para abrigar o projeto Brasiliana, que soma o acervo da biblioteca de Mindlin à Biblioteca do Instituto de Estudos Brasileiros, o IEB.

Os Arcos da Lapa na pintura de Henry Chamberlain (1796-1843), do acerdo da biblioteca do IEB da USP

Corte transversal do projeto de Eduardo Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb

O projeto é de Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb e vai abrigar, em alas diferentes, as duas grandes bibliotecas – a do IEB, construída desde 1962, com 140 mil volumes, e a Biblioteca Guita e José Mindlin, com 40 mil volumes, e que era a maior biblioteca privada do brasil até a sua doação para a USP.

Acima, duas visões internas do prédio da Brasiliana da USP

O prédio será também a base da Biblioteca Brasiliana Digital, que segundo o site do projeto, já se filia a três dos principais documentos  internacionais, em formato de acordos, protocolos e declarações de princípios, para as instituições do gênero.

Conheça os 10 princípios da Brasiliana Digital:

1. Uma biblioteca digital como instrumento de uma política nacional de produção de conteúdos para a rede mundial de computadores, contribuindo para a redefinição positiva da presença da língua portuguesa e da cultura nacional.
2. Compromisso com a formação e preservação de uma brasiliana para o Brasil;
3. Uma coleção em crescimento: na dimensão particular da Brasiliana USP, a conservação da memória da cultura brasileira articula-se, necessariamente, a uma política de expansão do acervo e a rejeição de um modelo custodial de biblioteca;
4. Uma biblioteca digital para a difusão de uma coleção original de objetos documentais: preservação do acervo / acesso aos originais / reprodutibilidade;
5. Uma biblioteca digital concebida como instrumento da cultura nacional: a formação do acervo digital deve estar orientada por uma política de acesso universal (orientação para o contexto-usuário). O usuário (e pensamos em termos polissêmicos) tem centralidade na construção deste acervo digital;
6. Uma biblioteca digital como instrumento da educação nacional: compromisso com a produção de materiais didáticos, com a formação de quadros em todos os níveis, desde o ensino fundamental até a pesquisa avançada;
7. Uma biblioteca digital pública: difusão do acervo, acesso universal (preservados os direitos do autor) e democratização da cultura. Compromisso com a democratização de nossa experiência: cursos de treinamento, assessoria a outros projetos, convênios e parcerias.
8. Adesão à Declaração de Berlim sobre o Acesso Livre ao Conhecimento nas Ciências e Humanidades (Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities), de 2003: “acesso livre significa a livre disponibilização na Internet de literatura de caráter científico, permitindo a qualquer utilizador pesquisar, consultar, descarregar, imprimir, copiar e distribuir, o texto integral de artigos e outras fontes de informação científica”;
9. Adesão aos protocolos da Iniciativa Open Archives (OAI-PMH – Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting) – protocolo desenvolvido para permitir que os metadados sejam acessíveis por diversos serviços de busca e compartilhados pelos arquivos digitais; garantia de interoperabilidade (protocolo Z39.50);
10. Adesão aos princípios do software livre (open source).

Fino: Pura moleza

por MARA GAMA

Precursor da poltrona mais famosa do design brasileiro, o sofá Mole foi batizado há 50 anos, no mar do Leblon

A maré subiu e Sergio Rodrigues tentou proteger o sofá das ondas do mar na praia do Leblon. Atrás da câmera, com os pés na areia, o fotógrafo Otto Stupakoff ajustava as lentes. Não deu tempo. Uma onda rasteira veio e empapou o sofá, diante de um público de curiosos que assistia à primeira sessão de fotos para a divulgação do sofá Mole, projeto do qual mais tarde derivaria na poltrona Mole. A idéia inusitada -na época- das fotos na praia foi de Rodrigues. “Vai ficar bem brasileiro”, concordou Stupakoff.

O ano era 1958. Reportagem publicada no “Correio da Manhã”, segundo Rodrigues, fazia troça com a sessão de fotos e trazia um comentário de uma senhora que estava passando no local: “Grã-finos agora estão jogando móveis ao mar para Iemanjá, é?”

“No fim foi uma promoção muito boa. Estávamos inaugurando uma mostra na loja no dia seguinte e acabamos colocando o móvel molhado mesmo. Foi um sucesso a exposição”, lembra Rodrigues.

Pela primeira vez o sofá Mole era exposto ao público. Criado um ano antes, em 1957, a pedido de Stupakoff, que queria um móvel confortável para seu estúdio, o sofá, construído artesanalmente, amargou quase um ano na loja sem vender nada.

“As dondocas olhavam a vitrine e lamentavam-se de que a loja Oca tinha começado bem, mas que, agora, estava com aquela coisa gorda, que, diziam, não dava nem para cachorro”, lembra Rodrigues.

E foi um cachorro mesmo que experimentou o móvel, antes da sessão de fotos na praia. “Num dia de manhã, o marceneiro da fábrica Taba, Antonio Viana, me ligou dizendo que o Duque tinha tirado o selo da Mole. Não entendi. Quando cheguei à fábrica, vi que Duque era o cachorro e que ele tinha dormido no sofá. Achei engraçada a frase. Por que Mole? É todo molengo, disse Viana”. Sergio assentiu. Sofá Mole.

Em 1961, o então governador da Guanabara Carlos Lacerda sugeriu que Rodrigues inscrevesse a poltrona Mole no concurso italiano da Bienal de Cantu, na Itália. Entre mais de 400 inscritos, a Mole ganhou o primeiro lugar.

Para a filósofa e historiadora do design Maria Cecília Loschiavo dos Santos, Sergio Rodrigues forma, com Joaquim Tenreiro e José Zanine Caldas, o trio que funda o design brasileiro. “Suas cadeiras romperam com o sentar bem-comportado e anteciparam as demandas pela informalidade dos interiores dos jovens de classe média intelectualizada nos anos 1980, quando os almofadões se espalhavam pelo chão”, escreve a crítica de design Adélia Borges no livro sobre Rodrigues publicado pela coleção Arquitetura e Design, editada pela Viana & Mosley.

À MÃO LIVRE

Com mais de 1500 modelos de objetos e móveis e cerca de 200 casas projetadas, Sergio Rodrigues, aos 81 anos, continua na ativa. Desenha, avalia a produção atual de seus móveis, estuda novos projetos de arquitetura.

No escritório do bairro carioca de Botafogo, a 300 metros da casa onde mora com a mulher, Vera Beatriz, aloja-se no andar superior e mantém distância desinteressada do computador. “Continuo desenhando à mão livre. Herdei isso do meu pai. Ele era ilustrador”, conta.

Depois de passarem pelos anos 1970 e 1980 num sumiço quase absoluto, seus móveis voltaram a ser procurados pelo público, viraram tema de reportagens e passaram a freqüentar editoriais de moda e decoração.

Nascido em 1927, Sergio é neto do jornalista Mário Rodrigues, criador do jornal “A Crítica”, sobrinho do dramaturgo Nelson Rodrigues e do jornalista Mario Rodrigues Filho e filho do artista plástico e ilustrador Roberto Rodrigues, assassinado na redação de “A Crítica” com um tiro que era para o pai de Roberto, avô de Sergio.

O designer recebeu Serafina em seu ateliê, no Rio. A seguir, trechos da conversa.

O que é brasileiro na sua obra?

É curioso. Uma vez, numa reunião no Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo, o pessoal começou a falar que entre os designers só eu procurava a brasilidade. Eu fiquei bem quieto. Aí se levantou o Michel Arnoult, grande designer, grande amigo, e disse que eles estavam todos enganados: “O móvel de Sergio Rodrigues não é brasileiro. É de Sergio Rodrigues”. Eu diria que a minha procura era por matérias que caracterizam a brasilidade. ?As madeiras nobres, a palhinha, que vem da Índia, mas que depois passa pela Europa. Acho que ficou alguma coisa característica. A Mole, por exemplo, segundo o Odilon Coutinho, tem muito de brasileiro. Não só a estrutura, não só o almofadão, não só as correias, como se fossem uns catres. Mas também algo como que vindo da senzala, a luxúria, pela maneira que o pessoal se jogava, a informalidade. Antes da Mole não tinha nada assim no Brasil.

Que grau de consciência você tinha sobre a mudança que estava criando?

Foi absolutamente inconsciente. Quando era garoto, eu freqüentava o ateliê do meu tio -que não era marceneiro, era rico- e fazia experiências de móveis com dois marceneiros portugueses de alto nível. Eu gostava daquilo. Minha casa era uma construção antiga, de meados do século 19, e tinha móveis de diversas origens. Copiados e também originais. Sempre me interessou ajeitar as coisas, tenho desde sempre essa procura pelo conforto. Como o camarada ia ler sem luz? Como é que vai colocar duas poltronas lado a lado? E para as pessoas conversarem? Mas a Bauhaus estabeleceu essa pureza incrível. Os móveis eram colocados paralelos, perpendiculares, em posições exatas, forçando um modo de vida estranho. Toda vez que chega uma pessoa você tem de virar as cadeiras…

E a arquitetura?

De 60 para cá fiz cerca de 200 casas com o sistema de pré-fabricação que eu criei e também pelo sistema tradicional. Fiz a casa do Francis Hime, da Regina Casé. Eu estudo muito o interior. Como a pessoa vai viver. Não é só um jogo de tantos banheiros, quartos e tal. É a vida que acontece lá ?dentro que me interessa.

Veneza anuncia premiados

"Blobwall", de Greg Lynn; arquiteto receberu o Leão de Ouro por melhor instalação na Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza

A 11ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza anunciou no sábado, 13 de setembro, os seus Leões de ouro e prata de instalação, melhor projeto de representação nacional e jovem arquiteto emergente.

O júri do prêmio foi composto por Jeffrey Kipnis (EUA), crítico e docente da Universidade de Ohio, Paola Antonelli (EUA-Itália), curadora da área de Arquitetura e Design do Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York, Max Hollein (Áustria), diretor do Städelsches Kunstinstitut e do Schirn Kunsthalle, de Frankfurt, Farshid Moussavi (Irã), fundadora do Foreign Office Architecture de Londres e docente da Harvard University Graduate School of Design, e Luigi Prestinenza Puglisi (Itália), crítico, historiador e docente de História da Arquitetura Contemporânea da Universidade da Sapienza de Roma.

O Leão de ouro para o conjunto da obra é de Frank O. Gehry, conforme já havia sido anunciado em 27 de junho. Segundo o júri, o caráter experimental da obra de Gehry foi responsável pela premiação.

“Frank Gehry transformou a arquitetura moderna. Libertou-a dos confins da caixa e dos limites das práticas construtivas comuns. Do ponto de vista experimental e artístico, a sua obra é modelo para a arquitetura que está por ser construída”, disse o curador da mostra, Aaron Betsky. Gehry projetou para a cidade de Veneza a estação que liga a ilha ao aeroporto.

O especialista em arquitetura do Renascimento James Ackerman recebeu um Leão de Ouro especial. Autor de obras seminais obre Michelângelo e Andrea Palladio, Ackerman recebe a premiação no ano em se comemora os 500 anos de nascimento de Palladio. Também este prêmio já tinha sido anunciado em 27 de junho.

O júri da mostra considerou “Recycled Toys Furniture” como Melhor Projeto de Instalação. Greg Lynn (EUA) recebeu Leão de Ouro em Veneza.

Segundo comunicado do júri, a experiência proposta pela “provocação” de Lynn coloca a pesquisa digital em novo nível. Além de envolver a problemática tradicional da pesquisa arquitetônica, propõe novos e urgentes temas de urgência na reciclagem e proteção do ambiente.

O grupo chileno Elemental recebeu o Leão de Prata destinado aos jovens arquitetos emergentes. O júri atribuiu ao projeto do grupo pela inteligência no tocante aos aspectos econômicos, construtivos e projetuais e a sensibilidade de tratar o contexto, por produzir obra de baixo custo.

O Leão de Ouro pela melhor participação nacional foi para a Polônia, com o projeto do Hotel Polônia – “The Afterlife of Buildings”, de Nicolas Grospierre e Kobas Laksa. Segundo o júri, o projeto traz uma combinação “de argúcia, tecnologia e inteligência”, ao destacar o ciclo de vida dos edifícios no interior das cidades contemporâneas, “oscilando entre arte e manifesto de arquitetura”.

Triptyque no pavilhão da França em Veneza

acima, prédio de escritórios da Triptyque na rua Harmonia, em São Paulo

Instalado no Brasil desde 2000 e formado por arquitetos vindos da Escola de Belas Artes de Paris, o escritório Triptyque vai expor dois projetos no pavilhão da França (cujo nome brinca com generosidade, gênero e cidade, “GénéroCité”), durante a 11ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza.

A curadoria do pavilhão “GénéroCité” ficou a cargo do coletivo French Touch, que diz ter orientado sua seleção por projetos que privilegiam “o generoso sobre a genérico”. Entre os arquitetos com projetos no pavihão estão Renzo Piano, Richard Rogers, Oscar Niemeyer, Christian De Portzamparc, Jean Nouvel & Jean-Marc Ibos, Massimiliano Fuksas, Dominique Perrault e Zaha Hadid.

acima, fachada com as janelas abertas do prédio de escritórios da Triptyque na rua Harmonia

Os projetos são de prédios em construção. Um deles é de um edifício residencial (na rua Fidalga) e outro de escritórios, na rua Harmonia, com paredes irrigadas por água reciclada.

acima, sistema de irrigação da parede verde, que usa água recolhida das chuvas, no prédio de escritórios da rua Harmonia

Fazem parte do Triptyque os arquitetos Greg Bousquet, Carolina Bueno, Guillaume Sibaud e Olivier Raffaelli. Em São Paulo, já fizeram, entre outros projetos, os da sede da agência Loducca e da loja MiCasa, nos jardins.

acima, fachada em ondas da agência de publicidade criada pela Triptyque

Se quiser mais informações sobre o projeto da rua Harmonia, leia “Lá em casa no escritório”, reportagem que publiquei em 31/08/2007 na Folha.

 

“Em casa” no mundo – Novas utopias da Arquitetura em Veneza

Começa no domingo, 14 de setembro, a 11ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. A mostra quer encorajar a experimentação, através da exposição de estruturas efêmeras. Em pauta, a invenção de novas utopias.

“Out There: Architecture Beyond Building” é dirigida por Aaron Betsky, diretor do Instituto Holandês de Arquitetura de Roterdã (Netherlands Architecture Institute – NAI) e do Museu de Arte de Cincinnati (EUA).

A mostra terá instalações realizadas especialmente para o local (site specific), manifestos de intenções, cenários utópicos, trabalhos esperimentais de jovens arquitetos e de cinco “Mestres da Experimentação”: Frank Gehry, Herzog & de Meuron, Morphosis, Madelon Vriesendorp, Zaha Hadid e Coop Himmelb(l)au.

Além da mostra principial, há 56 representações nacionais com areas expositivas, entre elas a do Brasil.

Segundo o Betsky, a mostra pretende revelar que a arquitetura não é apenas o ato de construir, mas o modo de pensar e falar sobre os edifícios, representá-los e realizá-los, dar forma e oferecer alternativas críticas para o ambiente humano.

“Na verdade, os edifícios não são o bastante. São o túmulo da arquitetura, o que resta do desejo de construir um outro mundo, melhor e aberto a outras possibilidades diferentes das cotidianas. Concretamente, a arquitetura é aquilo que nos permite sentir ‘em casa’ no mundo”, disse Betsky, na Aula Magna que lançou a 11ª Mostra na Universidade La Sapienza, de Roma.

Segundo Betsky, a mostra “não quer apresentar edifícios já existentes ou propor soluções abstratas para problemas sociais, mas quer ver se a arquitetura, experimenando na e sobre a realidade, pode oferecer formas concretas e imagens sedutoras”.

No sábado, 13, serão entregues quatro Leões de Ouro:  melhor projeto da mostra “Out There”, melhor projeto para arquiteto jovem da mostra “out There”, melhor projeto nas participações nacionais e um Leão de Ouro para conjunto da obra.

Mar de Arquitetura

O prestigioso AAA (American Architecture Awards) premia anualmente escritórios de arquitetura sediados nos EUA. Um dos 66 premiados deste ano, anunciados no último dia 31 de agosto, foi o escritório Smith-miller + Hawkinson, com o projeto do novo Aquário de Nova York.

Projetado para Coney Island, tem formas orgânicas e sinuosas e uma estrutura que combina vários programas de uso público.

Inspirado na paisagem “vernacular” de praia, o projeto se divide em duas grandes estruturas: Sandscape (uma duna artificial)  e Wavefence (muro ou muralha de onda, em tradução livre).

A duna artificial será composta de uma combinação de areia e material reciclado.

Nas suas margens ficará uma grande passarela que conecta o aquário ao metrô, à praia, ao mar e a um futuro terminal de ferry boat já planejado.

Numa das fendas da duna ficará uma área para transmissões online e projeções de imagens captadas no próprio aquário.

A Wavefence cria uma unidade visual entre o aquário e seus arredores. Ao longo de sua forma ondulada, abriga nichos com espaços para usos diversos, como um jardim vertical e um mirante para ver o interior do aquário.

A promessa, digamos, poética, do projeto é a iluminação. À noite, dispositivos fotoluminosos que captaram a energia solar durante o dia criarão uma atmosfera imersiva, dando a ilusão de que se está em alto mar.