Municípios têm de usar os orgânicos em compostagem e biodigestão

A maior parte dos municípios brasileiros tem menos de 50 mil habitantes. Das 5.570 cidades, 3.915 estão nessa faixa. Os cinturões verdes, áreas ao redor dos centros urbanos formadas de pequenos sítios, chácaras, reservas, pomares são de grande importância para a manutenção da qualidade de vida dos cidadãos. Usar os resíduos orgânicos dessas cidades na agricultura ou na geração e energia ou combustível é a melhor solução.

Além de manterem o microclima regional, nos cinturões verdes são em geral cultivados frutas e hortaliças, para abastecer os mercados urbanos e evitar grandes viagens desses produtos de caminhão, o que significa economia de combustível, diminuição da poluição e melhor condição de consumo –produtos mais frescos na mesa do consumidor.

Pois esses mesmos municípios, os menores, são os que têm mais dificuldades para construir aterros sanitários e conseguir destinar corretamente seus resíduos. A falta de aterros adequados faz com que muitas prefeituras tenham de exportar lixo para outros municípios vizinhos, criando uma rota rodoviária completamente nefasta. Viagens e viagens de resíduos cruzando o país.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/04/1620557-municipios-tem-de-usar-os-organicos-em-compostagem-e-biodigestao.shtml

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Lixo: Aumenta número de cidades que proíbem embalagens de isopor para comida

A cidade de Oxford se tornou a primeira no Reino Unido a banir embalagens de poliestireno expandido (EPS, o isopor) para alimentos. Elas são o principal resíduo gerado pelas vans e carrinhos de comida que se espalham pela cidade e pelas cadeias de fast food.

Os vendedores ambulantes vão ser obrigados a usar recipientes biodegradáveis. A iniciativa tenta reduzir a quantidade de isopor que a cidade envia para os aterros sanitários. Em entrevista ao jornal “The Independent”, um dos líderes do Partido Trabalhista local, Bob Price, disse que a mudança é significativa para a melhoria do ambiente das ruas. Ele acredita que outras cidades vão seguir o mesmo rumo.

Em janeiro, Nova York (EUA) também decidiu banir as embalagens de EPS em restaurantes, cantinas de escolas e também na comida de rua. Mas a proibição só começa a valer em julho. Ela entra em vigor por um período de carência de seis meses, durante o qual as empresas não serão ainda multadas, e depois começa a valer o sistema de multas.

Com a medida, a cidade espera deixar de depositar em aterros, ruas e vias navegáveis cerca de 30 mil toneladas desse tipo de resíduo. Mais de 70 cidades nos Estados Unidos, incluindo Washington, San Francisco e Seattle já baniram esse tipo de embalagem.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/04/1617751-lixo-aumenta-numero-de-cidades-que-proibe-embalagens-de-isopor-para-comida.shtml

Análise: Cobrança das sacolas deixa evidente o custo de gerar lixo MARA GAMA

A disponibilização de sacolinhas de material ecológico para a separação doméstica de lixo em duas frações é um avanço. Ela pode alavancar a reciclagem, alimentando o fluxo das duas centrais mecanizadas de tratamento inauguradas em 2014 na cidade e que têm capacidade de processamento de 500 toneladas/dia.

A cobrança dessas sacolas por alguns supermercados pode ser indevida, como sustentou o prefeito Fernando Haddad (PT). Ou ser justificável, como defende a associação dos supermercados, ao afirmar que o custo delas não está embutido nos preços dos produtos à venda.

De qualquer modo, é improvável que a cobrança, caso persista, represente um retrocesso. Ela pode até ter um efeito positivo, ao deixar transparente ao consumidor que gerar lixo tem preço.

Renato Cymbalista, professor de história do urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e presidente do instituto Pólis, é a favor da cobrança: “Temos de aprender a incluir no preço do que compramos o custo ambiental e de reciclagem. Conforme um bem fica mais caro, tendemos a usá-lo com mais racionalidade”, diz.

Cymbalista considera, porém, que o lucro com as sacolas deveria ser direcionado a um fundo destinado à reciclagem. Ele acha que o preço pode reduzir o consumo de sacolas plásticas. “A redução de sacolas e embalagens é importante, pois reciclar, mesmo no caso das latinhas, que são completamente aproveitáveis, implica gasto energético e dano ambiental.”

Como bom exemplo de redução de embalagens, ele cita a prática de supermercados em Berlim, na Alemanha. “Depois de passar pelo caixa, você pode tirar os produtos das embalagens e deixá-las no supermercado, que se encarrega da reciclagem. Essa responsabilidade faz com que os supermercados se esforçem para buscar mercadorias com embalagens menores ou sem elas”, diz.

Cymbalista também acredita que a venda produtos a granel é tendência. “Num futuro próximo, iremos ao mercado com potes para encher de mantimentos”, diz.

Portanto, se você acha um abuso pagar por sacolinhas plásticas, reabilite bolsas de pano ou use um carrinho de feira. De vez em quando, você pode se esquecer de levar seus recipientes e terá de comprar novas sacolas. Pois saiba que elas são mais baratas que os sacos de lixo. E se quiser gastar menos, não exagere: acondicione as suas compras em poucas sacolas.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1615526-analise-cobranca-das-sacolas-deixa-evidente-o-custo-de-gerar-lixo.shtml

Lixo: Aproveite a mudança para reduzir o uso das sacolas plásticas

Desde domingo (5), os estabelecimentos comerciais de São Paulo têm de disponibilizar um novo tipo de sacola para os consumidores, em duas cores. Verde para recicláveis e cinza para o resto do lixo. É proibido jogar lixo orgânico na sacola verde, feita para papel, metal, vidro e plástico. A multa cobrada no caso de reincidência vai de R$ 50 a R$ 500.

As sacolas novas apresentam ao menos quatro vantagens sobre as velhas. Elas são maiores e mais resistentes que as antigas; o preço médio é menor que o dos sacos de lixo comum, conforme apontou reportagem da Folha; elas poluem menos, pois são fabricadas com bioplástico; e proporcionam a separação do lixo, o que é condição básica para a melhoria das condições sanitárias da cidade.

Argumentando que as sacolas biodegradáveis são mais caras, alguns supermercados decidiram cobrar por elas. A cobrança desagradou muitos consumidores. Na quinta-feira (9), o prefeito da cidade, Fernando Haddad, considerou a cobrança incoerente e cobrou responsabilidade ecológica dos empresários, que deveriam “promover a sustentabilidade e não colocar obstáculos para que ela possa se tornar realidade”.

Mais em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/04/1614748-lixo-aproveite-a-mudanca-parareduzir- o-uso-das-sacolas-plasticas.shtml

Lixo: Projeto de limpeza do oceano é finalista em prêmio Design of the Year

A produção mundial de plástico é estimada em 288 milhões de toneladas por ano, sendo que 10% disso deve acabar no mar. O projeto The Ocean Cleanup, que quer retirar o lixo plástico do mar através de barreiras flutuantes, está na final do Design of the Year, um dos mais prestigiosos concursos de design do mundo.

Torre fixa e barreiras flutuantes do projeto The Ocean Cleanup  Torre fixa e barreiras flutuantes do projeto The Ocean Cleanup ---- para texto da colunista Mara Gama.

 

 

 

Organizado pelo Design Museum britânico, o prêmio está em sua oitava edição e exibe os projetos finalistas das seis categorias até agosto, quando sai o resultado, em Londres.

A grande sacada do projeto, do holandês Boyan Slat, de 20 anos, é a ideia de um sistema passivo de limpeza, que é muito mais barato, mais rápido, não traz riscos para os animais marinhos e é expansível.

Os oceanos estão em constante movimento, por causa da rotação da Terra e dos ventos. Os vértices desses movimentos são chamados giros, e existem cinco grandes nos mares do mundo: no Oceano Índico, no Atlântico Norte, no Pacífico Norte, no Atlântico Sul e no Pacífico Sul. Essas regiões têm acúmulo de lixo plástico formando verdadeiras ilhas móveis compostas de partículas.

O projeto propõe instalar longas barreiras flutuantes que, conectadas a uma plataforma central fixada no fundo mar, podem apanhar os detritos que fluem continuamente nas correntes naturais do oceano.

O movimento da água empurraria os plásticos para a plataforma, onde eles seriam extraídos. Uma esteira movida por energia solar puxaria esse plástico acumulado para um depósito. A cada 45 dias, um navio recolheria o material. Os detritos poderiam ser então usados para produção de energia ou novos materiais, o que ajudaria a cobrir os custos de toda a implantação do sistema.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/04/1612097-lixo-projeto-de-limpeza-do-oceano-e-finalista-em-premio-design-of-the-year.shtml