Lixo: Paris quer tirar de vez bitucas de cigarro das ruas

Sujar a cidade com bituca de cigarro vai dar multa de R$ 300 em Paris (€ 68) a partir de outubro. O aumento das multas é uma das etapas da batalha que a capital francesa vem travando contra o lixo jogado no chão.

A multa vale também para chiclete, cocô de cachorro ou xixi, mas a guerra pesada é mesmo contra as bitucas. A cruzada incluiu a instalação de 30 mil novos cinzeiros acoplados às lixeiras de rua, para que os fumantes possam apagar seus cigarros antes de jogá-los na lata de lixo. Essa parte da empreitada começou em 2012 e terminou em julho passado.

Também foi planejada a distribuição de 15 mil cinzeiros de bolso gratuitos em universidades, restaurantes, hotéis, bares e tabacarias. Um grupo de 500 agentes policiais foi encarregado de distribuir advertências e folhetos explicativos sobre a ação pela limpeza.

Por ano, são descartadas nas ruas de Paris 350 toneladas de cigarros. Calcula-se que cada bituca contamine seis litros de água e leve de 4 a 12 anos para se decompor. Durante esse tempo, suas substâncias tóxicas poluem a água e, por consequência, a flora e a fauna.

http://folha.com/no1686242

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Descarte ilegal e falta de informação brecam reciclagem de entulho de obra

O procedimento mais comum continua sendo o de jogar fora em algum lugar, longe dos olhos e da fiscalização. Assim, apesar de o Brasil contar com 310 usinas recicladoras com capacidade de movimentar milhões de toneladas de material, a maior parte do entulho de construções, reformas e demolições acaba indo para pontos irregulares de descarte, como vazadouros, terrenos baldios e lixões.

A disposição irregular nas ruas causa entupimento de galerias de esgotamento, assoreamento de canais, poluição e aumenta de custos da administração pública. A destinação para os aterros sobrecarrega esses locais, diminuindo sua vida útil.

Os vilões não são apenas construtoras e empresas de porte, desrespeitando as leis para os grandes geradores de resíduos, que devem se ocupar da logística e dos custos da destinação correta. O puxadinho, a troca de piso e as pequenas reformas contribuem substancialmente para o volume de entulho depositado em locais indevidos.

http://folha.com/no1683247

Mostra de design faz passeio pela cultura gastronômica espanhola

“Quando tudo vai mal, a comida é um refúgio”. Na contramão da crise econômica que castiga o país, a gastronomia espanhola vive nos anos 2000 um período de reconhecimento que impulsiona o design.

Frutos desse boom foram selecionados pelo arquiteto e designer catalão Juli Capella e podem ser vistos na exposição ‘Tapas: design espanhol para gastronomia”, em cartaz no Museu da Casa Brasileira.

Até pouco tempo, as escolas de design espanholas só ofereciam temas gastronômicos como parte integrada de um programa geral. Mas, em 2015, a Escola Elisava, de Barcelona, iniciou um programa de Design for Food. Também o Instituto Europeo de Design (IED) de Madri tem um curso de desenho na gastronomia.

Grande parte da inovação em objetos para a mesa segue as demandas de marketing e de consumo. Para se diferenciar, os restaurantes passaram e investir na criação de recipientes próprios e utensílios especiais, para proporcionar uma experiência mais completa para seus clientes.

http://www1.folha.uol.com.br/comida/2015/09/1682154-mostra-de-design-faz-passeio-pela-cultura-gastronomica-espanhola.shtml

 

Lixo: SP deve separar orgânicos e fazer mix de compostagens, diz técnico da Amlurb

Como tratar os restos de poda de jardins, parques e os resíduos orgânicos numa grande cidade? Pequenas unidades de processamento nos bairros? Grandes centrais? Compostagem nas casas e condomínios? São Paulo deve usar todas essas modalidades. E apostar na separação dos orgânicos na origem, para gerar composto de qualidade. E com isso combater a seca e as mudanças climáticas, devolvendo nutrientes para o solo e diminuindo as emissões de carbono.

Essas são algumas das opiniões de Antonio Storel, engenheiro agrônomo, mestre em desenvolvimento econômico, espaço e meio ambiente e coordenador de resíduos sólidos orgânicos da Amlurb, empresa de limpeza pública da cidade. Ele é um dos responsáveis pelo plano de construção de centrais de compostagem e pátios descentralizados, que estão prometidos para 2016.

“Hoje, os recicláveis secos têm maior valor, pois são de interesse da indústria. Mas, em poucos anos, diante dos efeitos da mudança climática, a situação se inverterá, e passaremos a dar valor aos orgânicos e vamos ter aprender a separá-los e preservá-los desde a origem, como parte cotidiana e natural do ciclo produtivo da alimentação, da culinária e da gastronomia. É melhor começar logo”, aconselha Storel.

http://folha.com/no1680303

Lixo: “Resíduo orgânico não deve nem sair de casa”, diz professor de SC

Sem pás, sem enxadas, com pouco espaço. Fácil de manter e de ensinar. Entram sobras de comida, capim e folhas secas e saem flores, temperos, verduras e legumes. Essas são algumas das vantagens do sistema inovador e, ao que tudo indica, único no país, idealizado pelo agrônomo e professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Germano Guttler e batizado de Mini Compostagem Ecológica (MCE).

Implantado com sucesso nas escolas da cidade de Lages (SC) para criação de hortas e cultivo de flores e jardins a partir de 2012, o projeto foi chancelado pelo selo Educare, do Ministério do Meio Ambiente, que indica as ações ambientais mais destacadas no tratamento de resíduos no país.

“A diferença do nosso projeto foi o desenvolvimento de uma técnica simples que permitiu, em apenas dois anos de trabalho, alcançar mais de 80 escolas públicas e também cerca de uma em cada cinco famílias de Lages, de 160 mil habitantes”, conta Guttler.

http://folha.com/no1677716