Cidade inglesa terá 80% da energia elétrica gerada por restos de comida

A cidade de Keynsham, na Inglaterra, vai reduzir dois grandes problemas urbanos com uma única solução local. A partir do primeiro semestre de 2017, 80% da energia elétrica necessária para mover a comunidade de 16 mil moradores virá do processamento de restos de comida. Com o uso de combustível renovável e não-fóssil, modelo é mais ecológico e econômico.

Uma nova usina que está sendo construída usa o processo de digestão anaeróbica (sem ar). Nesse sistema, o lixo orgânico –biomassa– é quebrado por bactérias e produz metano. O metano é captado e queimado para gerar energia.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/10/1827183-cidade-inglesa-tera-80-da-energia-eletrica-gerada-por-restos-de-comida.shtml

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Novo parque de Floripa tem horta comunitária e vai ensinar a compostar

Nada melhor que o ambiente de um parque para compreender o percurso natural dos alimentos. Para incentivar a agricultura urbana, difundir o aproveitamento dos resíduos orgânicos e, com isso, evitar a sua disposição em aterro sanitário, o novo Parque Jardim Botânico de Florianópolis, aberto em 25 de setembro, tem sua horta e vai ensinar a compostar.

As oficinas de compostagem para o público devem começar em 5 de novembro. O plano é que sejam repetidas mensalmente. Já estão previstas nove oficinas. Elas fazem parte de um convênio da empresa que administra a coleta da capital catarinense, a Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital), e do Cepagro (Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo). A Cepagro virou referência ambiental por causa da sua Revolução dos Baldinhos, projeto de compostagem comunitária realizado desde 2009.

No parque, foi criado um espaço didático que mostra soluções possíveis de tratamento de resíduos orgânicos. Ali estão vários modelos de composteiras residenciais e soluções para maior escala, como a técnica que é usada no pátio de compostagem da Lapa, em São Paulo, e que foi desenvolvida pelo Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/10/1824946-novo-parque-de-floripa-tem-horta-comunitaria-e-vai-ensinar-a-compostar.shtml

Após um ano, compostagem de orgânicos atinge 50 feiras livres em SP

Em setembro de 2015, começou a funcionar o projeto piloto Feiras e Jardins Sustentáveis para tratamento de resíduos orgânicos de feiras livres da cidade, num pátio de compostagem da Lapa, em São Paulo. Na primeira fase, eram recolhidos restos de 26 feiras do entorno do pátio.

Um ano após o seu início, o projeto duplicou o seu alcance e passou a receber, desde setembro deste ano, os restos de mais 24 feiras das regiões de Pinheiros, Casa Verde, Piritiba e Jaraguá, Freguesia do Ó e Brasilândia.

Com esse acréscimo, são aproximadamente 60 toneladas de resíduos compostados semanalmente no pátio da Lapa. Segundo a empresa Inova, uma das concessionárias de limpeza da cidade que é parceria da Prefeitura no projeto, a taxa de adesão dos feirantes das feiras atendidas é de 80%.

Mais em:https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/10/1822686-apos-um-ano-compostagem-de-organicos-atinge-50-feiras-livres-em-sp.shtml

Quantidade de resíduos aumenta mesmo com queda de PIB e consumo

A quantidade de materiais descartados continua a crescer no Brasil, descolada de outros indicadores importantes em queda ou estabilidade. O total dos chamados Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) aumentou 1,7% de 2014 a 2015, período em que o PIB caiu 3,8% e a população cresceu a uma taxa bem menor: 0,8%.

Os dados fazem parte do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2015, estudo realizado anualmente pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) com informações enviadas pelos municípios, e que foi divulgado na quinta (6).

A desconexão entre os índices indica que a crise econômica pode fazer diminuir o padrão e o preço do que é consumido, mas não tem alterado os hábitos de consumo no sentido de conter o desperdício. Além disso, a eventual troca de um produto caro por um mais barato não diminui a quantidade ou o volume de embalagens descartadas e nem de material orgânico inutilizado.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/10/1820682-quantidade-de-residuos-aumenta-mesmo-com-queda-pib-e-do-consumo.shtml