Lixo: Compostagem de orgânicos combate mudança do clima

A compostagem de resíduos orgânicos aumenta a captação de carbono do solo e, por isso, é um componente essencial para alcançar os objetivos de redução de gases de efeito estufa. Esse é o resultado de uma pesquisa comentada pelo coordenador do programa de resíduos sólidos da prefeitura de San Francisco (EUA), Kevin Drew, durante visita a São Paulo.

Drew participou em janeiro de um seminário na Assembleia Legislativa, promovido pelo Instituto Pólis e pela Aliança Resíduo Zero, que reuniu também secretarias municipais de várias cidades, e representantes do Movimento Nacional de Catadores.

A pesquisa foi feita pela Universidade de Berkeley na cidade de Marin, Califórnia, no programa Marin Carbon Project. Em solos destinados a agricultura e pecuária, a aplicação de compostagem aumentou consideravelmente a captação de carbono. No mesmo período, solos que não receberam a aplicação perderam essa capacidade. Segundo a pesquisa, cada hectare que recebe a compostagem é capaz de captar uma tonelada por ano de carbono. Outro resultado positivo da compostagem foi o aumento de produtividade e da capacidade de retenção de água no solo.

Em entrevista ao instituto Pólis, Drew disse que além desse benefício da captação de carbono, coletar separadamente orgânicos e compostar é etapa fundamental para avançar em programas de desperdício zero. Resíduo Zero é meta da cidade de São Francisco para 2020.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/02/1595613-lixo-compostagem-de-organicos-combate-mudanca-do-clima.shtml

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O Brasil e o monstro marinho que não nasceu no mar

Anualmente são despejados no oceano 8 milhões de toneladas de plásticos, segundo estudo divulgado no último dia 12 de fevereiro, durante encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, na Califórnia (EUA).

No mar, o plástico não some. Com a mistura de Sol, sal e a ação do tempo, ele é quebrado em pequenos pedaços, que se dispersam seguindo pelas correntezas e formam ilhas flutuantes. Quando menores ainda, os pedaços submergem e são ingeridos pelos animais marinhos, entrando assim na cadeia alimentar que chega até os humanos.

Em dez anos, segundo projeção do mesmo estudo, a quantidade de lixo despejada no mar pode se multiplicar por dez. O risco para a saúde do planeta é óbvio.

Muitos fatores concorreram para o aumento da poluição do mar nos últimos anos. A substituição de materiais naturais por sintéticos em utensílios e a produção de embalagens descartáveis cresceram e crescem numa velocidade muito superior à do aumento da coleta, do saneamento e da reciclagem.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/02/1592197-o-brasil-e-o-monstro-marinho-que-nao-nasceu-no-mar.shtml

Pioneira, obra sobre mobiliário brasileiro ganha edição bilíngue

Agenda ambiental e atitude crítica e especulativa marcam o design contemporâneo do mobiliário brasileiro.

São características elencadas no novo capítulo acrescentado ao livro “Móvel Moderno no Brasil”, de Maria Cecília Loschiavo dos Santos.

Publicado originalmente em 1995, o livro é uma obra de referência pioneira e fundamental para quem se interessa pelo design no Brasil.

Resulta de uma pesquisa ampla, que inclui entrevistas, mostra projetos, croquis e proporciona uma imersão reveladora no tema.

Usado como manual em cursos de design e arquitetura, ficou esgotado por muitos anos e agora ganha edição bilíngue, novo projeto gráfico e acréscimos sobre os últimos 20 anos da produção brasileira.

O livro reúne imagens e documentos essenciais para reconstruir com riqueza as transformações da configuração da casa brasileira, das tendências, materiais, processos produtivos e soluções construtivas.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/02/1591051-pioneira-obra-sobre-mobiliario-brasileiro-ganha-edicao-bilingue.shtml

Exposição em NY apresenta design como experimento modernista

A casa como laboratório das ideias modernas. Uma exposição em Nova York quer mostrar que o design foi um terreno para as experimentações que impulsionaram o modernismo no Brasil, no México e na Venezuela depois da Segunda Guerra.

“Moderno: Design da Vida Cotidiana no Brasil, México e Venezuela, 1940-1978” fica em cartaz até 16/5 e foi produzida pela Americas Society, organização que promove relações interamericanas.

Segundo a curadora Gabriela Rangel, diretora de artes visuais da Americas Society, o design e a fotografia do modernismo latino-americano têm sempre ficado de fora das mostras sobre as vanguardas que tornaram as artes plásticas e a arquitetura do período mais conhecidas do público.

Assim, ela assumiu a empreitada de mostrar pela primeira vez a produção desses três países em um conjunto de 80 obras, com peças únicas, objetos domésticos produzidos em série, mobiliário, cerâmicas, tecidos e impressos.
Para a seleção, convidou os curadores Maria Cecilia Loschiavo dos Santos (Brasil), Ana Elena Mallet (México) e Jorge Rivas Pérez (Venezuela).

Para a curadora brasileira, Cecília Loschiavo, filósofa e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, nos três países, as experimentações do design moderno são afirmações da capacidade nativa dos projetos, ligadas a um interesse pela natureza e pelas misturas culturais.

“Os designers latino-americanos foram pioneiros em estabelecer uma relação entre o material e o ambiente desde o início dos anos 1940. Eles mantiveram diálogo com as tradições internacionais, mas também desenvolveram sua própria língua”, diz.

A curadora mexicana considera que o design era um projeto do Estado no seu país no período, “uma maneira de incorporar a população indígena no sistema, psíquica e simbolicamente”.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/02/1591050-exposicao-em-ny-apresenta-design-como-experimento-modernista.shtm

Lixo: Grupo planeja implantação das bicicletas coletoras Ciclolix em SP

Um projeto que dá bicicletas coletoras -as Ciclolix-, visibilidade e reconhecimento para catadores de resíduos, amplia a comunicação da população com os agentes ambientais e faz espetáculos educativos incentivando a reciclagem deve chegar a São Paulo nos próximos meses.

A idealizadora do Relix, programa já experimentado em Recife (PE), onde foi lançado em setembro de 2014, esteve na cidade para apresentá-lo ao prefeito Fernando Haddad (PT), ao novo secretário de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy, e a um grupo de especialistas da área de resíduos.

O Relix é “um conjunto de ações que une arte, educação e tecnologia e que tem a meta do lixo zero”, segundo sua idealizadora, Lina Rosa Vieira. “Não dá para reverter a situação atual do lixo e do desperdício sem envolver toda a população”, diz.

Para adaptá-lo a São Paulo, o grupo Relix fará uma avaliação geográfica, logística e de recursos humanos na cidade. Uma das ideias é integrar as Ciclolix à rota que leva às centrais mecanizadas de reciclagem inauguradas no ano passado, para que as bikes ajudem a aumentar o fluxo de resíduos processados ali. A largura da Ciclolix também deve ser reduzida, para que ele possacircular nas ciclovias.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/02/1589461-lixo-grupo-planeja-implantacao-das-bicicletas-coletoras-ciclolix-em-sp.shtml

Multa da calçada e o atraso das novas sacolas plásticas do lixo

Multar quem lava a calçada e o carro com água limpa, conforme aprovaram em primeira votação os vereadores da cidade de São Paulo na última quarta (4), pode ser uma boa notícia para quem se preocupa com a mudança de hábitos para conter o desperdício.

A medida, que ainda precisa de uma segunda votação e segue para sanção do prefeito Fernando Haddad (PT) depois disso, incentiva o reúso da água em casas e condomínios, onde o uso dos vaporetos e congêneres aboliu a vassoura inexplicavelmente há muito tempo. Já não era sem tempo.

Se a primeira autuação seria penalizada como multa ou advertência, se a multa seria aplicada no dono do imóvel ou não e se haverá denúncia ainda são temas a discutir.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/02/1586105-a-multa-da-calcada-e-o-atraso-das-novas-sacolas-plasticas-do-lixo.shtml

Lançamento é bom apanhado da obra do designer Paulo Alves

Volume traz textos do arquiteto Marcelo Rosenbaum e do músico Nando Reis

As referências a galhos de árvores e raízes que estruturam a estante Floresta ou a mesa Guaimbê, criadas pelo designer Paulo Alves, tornaram-se uma das marcas registradas de sua marcenaria. Mas não a única.

As linhas simples, o apreço pelas madeiras de vários tipos e tonalidades e a exploração das texturas de materiais não puros e nem muito valorizados, como os compensados e laminados, são qualidades que também se destacam nos produtos do designer.

E há também uma trilha própria bem diferenciada, no uso das formas orgânicas, como a dos bancos Descartes e Pedra e do prato Lasca, ou nas estruturas irregulares, como no caso da série Iberê, feita de madeira jacarandá de demolição e laminado colorido.

Essas escolhas conceituais e construtivas e seus resultados estéticos podem ser conhecidos no livro “Paulo Alves”, que conta os 20 anos de carreira do designer e que tem lançamento em São Paulo nesta quarta (4).

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/206742-lancamento-e-bom-apanhado-da-obra-do-designer-paulo-alves.shtml