Joaquim Guedes

Reproduzo aqui os depoimentos que os leitores do blog enviaram sobre Joaquim Guedes. Ao lê-los percebi que não havia dado meu depoimento pessoal sobre as obras projetadas com grande sensibilidade e engenho e que tive o privilégio de desfrutar. As casas de Guedes que conheci e explorei com muita curiosidade e interesse na adolescência  -do Morumbi, da rua Grécia e de Ibiúna- ficaram marcadas como exemplo na memória como espaços generosos, limpos, abertos à natureza, que proporcionam a sensação de liberdade para uma vida sem imposturas, sem mistificação, arejada pela presença do mundo, do entorno. Simples, vivas e extremamente tocantes.

 “Sem dúvida, perde-se uma voz com superlativa importância no meio acadêmico da arquitetura e no conjunto da produção de nosso acervo paulista. Também na construção de uma visão acerca do papel do arquiteto na sociedade. Professor na graduação (1987) e participante de meu exame de qualificação no programa de mestrado na FAUUSP (1999), registro minha gratidão para com suas colaborações. Sem que se excluam as características controversas que o colocam no plano essencialmente humano, seus posicionamentos, muitas vezes polêmicos e, não raro, provocativos (como muitas vezes enunciou), demonstravam grande vitalidade e noção de realidade. Colocam-nos perplexos diante desta brutal ocorrência: um paradoxo mediante as expressões de vontade de agir no mundo. Há tristeza profunda nesta perda. Também por nos lembrar da condição humana, cujo consolo e alegria não podem vir desta existência, mas apenas da transcendência Divina. Condolências aos seus familiares”. José Augusto Fernandes Aly

“São Paulo e o Brasil perdem um grande arquiteto prematuramente, sim, pois seu espírito era no mínimo uma década mais jovem que o corpo”. Euclides Oliveira

“É verdade o que o Altamir disse, a arquitetura acordou mais pobre”. Oliveros

“Grande amigo! Grande arquiteto! Que pena! Que Triste!” Teca Ionescu

“Joaquim Guedes foi meu professor e sinto um nó na garganta ao ler esta notícia. Meses atrás, comentei que gostaria de encontrá-lo e dizer que seria menos arquiteta, não fosse ele meu mestre. Ao ser sua aluna, como tantos outros, me revoltei com suas posições radicais frente à funcionalidade e suas exigências como projetos de um dia. Descobri na vivência da profissão, que ele foi um dos únicos professores da FAUUSP, preocupados verdadeiramente com o exercício real do ser arquiteto. Se faz projetos de um dia, todos os dias. Os estudos pipocam necessidades como seus exercícios de uma tarde. Licenças poéticas, como ele chamava, são permitidas raramente em poucos projetos. O dia-a-dia dos arquitetos é muitíssimo parecido com suas aulas. Seus atendimentos são muito parecidos com as questões de nossos clientes. Um dia, sem dó me avisou que eu ainda não sabia locar portas que funcionassem, no quarto ano. Me ensinou a fazê-lo. Obrigada, professor, por me abrir a porta do real na arquitetura.” Cristiane Sita

“A arquitetura brasileira acordou mais pobre, o mestre se foi tragicamente, mas seu legado permanecerá e certamente inspirará muitos a tarefa de fazer arquitetura a favor do homem conceitual base do processo criativo.Lutador pela profissão do Arquiteto deixa sua marca no IAB através da abertura e democratização do espaço de cultura dos arquitetos de São Paulo abrindo-o aos arquitetos do interior paulista.Que o Altíssimo ilumine sua passagem.” Altamir

“Foi com pesar que soube da morte do grande arquiteto Joaquim Guedes, principalmente pela forma como esta ocorreu. Sou um tanto leigo em arquitetura, mas soube – de um modo inusitado – faz pouco tempo que foi ele quem projetou a casa onde eu moro, no Butantã em São Paulo. Um vizinho afirmara que havia visto a planta da casa na FAU-USP, o que logo se confirmou. O estilo é inconfundível, seja pelas formas modernistas moldadas em concreto, ou pelos elementos ‘em balanço’, como um dos quartos e também as varandas. Minhas sinceras condolências à família.” Thomas Doo Marmo

“Deuuuuuuuuus…eu penso que certas pessoas deveriam mesmo ser eternas, impressiona saber que são justamente essas que ao atravessar a rua em um domingo a noite podem ser levadas. Guedes, você sempre foi tão racional. Assim me ensinou a pensar a Arquitetura, assim me ensinou a te conhecer. Irônico que possa ir de forma tão sem sentido e com ceteza ficar nesses espaços especiais que merecem atender por Arquitetura.”  Maria Cecília Murgel

“Pelo que está escrito entre aspas como sendo dele, sua morte foi uma perda de lucidez neste mundo de desinteligências em que estamos vivendo. As observações dele sobre a arquitetura que se faz no momento na cidade de São Paulo são precisas. Pelo visto ele exercitou itegralmente o talento que a natureza lhe deu. Eu o estou conhecendo agora e, as fotos de seus projetos e suas idéias me inspiraram. O Universo é dinâmico mesmo! Vida e não vida se complementam. Assim seja!” aury

Um dos grandes sonhos do J.Guedes era projetar um centro cultural. Nos anos 80 apareciam poucas demandas para esse equipamento. Era o maior fâ da obra da Lina no Sesc-Pompeia e sonhava com um projeto do Sesc. Por fim obteve o projeto do centro do Ipiranga (no terreno do atual) e montou uma equipe com arquitetos e convidava pessoas para discutir o partido e o programa. Eu participei desde o primeiro dia. Gostava como ele conduzia os debates estimulando as ideias inteligentes e inovadoras. Cada detalhe era discutido como se fosse o fundamental do projeto. O seu projeto ja em detalhamento, foi abandonado e entregue a outro escritorio. Ficou desolado. Nós também. Tinha memorizado cada centimetro quadrado do projeto e era consciente da cada uma das alternativas adotadas e por que. Nós ficamos tristes por ele e decepcionados com a decisão do sesc (ainda que como funcionários) nada podíamos fazer.Sempre que nos encontrava dizia que aquele teria sido o projeto mais querido de sua vida.” jesus vazquez

“A saudade toma conta quando a emoção aparece, aparece em suas arquiteturas e ternuras inusitadas, criadas e transfiguradas, cheio de vida e poesia. de um admirador da modernidade, descanse em paz…” Pedro Calazans

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Comentário: A busca da verdade da arquitetura

MARA GAMA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Joaquim Guedes é um dos grandes nomes da arquitetura paulista. Com obras de residências, escolas, cidades, sua produção é de extrema qualidade formal e rigor técnico e revela um arquiteto conectado aos aspectos materiais da produção.

De destacada atuação em São Paulo, conquistou expressão nacional como urbanista, tendo a oportunidade -e o prazer, imagino, por sua notória preocupação com detalhes e a economia industrial de uma grande da obra- de conceber cidades inteiras, desde o primeiro traço até seus edifícios, como ocorreu em Caraíba (BA), Carajás (PA), Marabá (PA) entre 1970 e 1985.

Formado pela terceira turma de arquitetura pela FAU/USP (1954), fez doutorado em planejamento urbano pela FAU (1972) e pós-doutorado (1988). Aluno de Vilanova Artigas (1915-1985), o mestre de fato e de direito de toda a escola paulista, Guedes trilhou caminho próprio, distanciando-se de seus contemporâneos e da influência quase hegemônica do suíço Le Corbusier (1887-1965) e aproximando-se da arquitetura orgânica de Alvar Aalto (1899-1976). A atividade de urbanista pode ser a chave para explicar o interesse de Guedes por Aalto. Também orientado pela funcionalidade e a individualidade das obras arquitetônicas, Aalto era profundamente envolvido com o estudo do relacionamento dos edifícios com o ambiente.

Do ponto de vista programático, Guedes se pautou pela busca da “verdade da arquitetura”, o que significa o desnudamento completo das estruturas nas obras, a exibição dos componentes e aspectos construtivos fundamentais e a recusa ao ornamento, ao formalismo e a aspectos cenográficos. Na opinião do aluno e colega, mestre e doutor pela USP e professor do Mackenzie Gilberto Belleza, o ícone maior da obra de Guedes é a casa Liliana Guedes, do Morumbi, de 1968.

Apoiada nos quatro pilares – parâmetro “clássico” da arquitetura paulista-, tem a estrutura em modulação, pilotis, grandes aberturas, jardins e sua concepção e obra pautaram-se pela perda mínima de material.

Sobre Guedes, escreve Mônica Junqueira de Camargo, para a série “Espaços da Arte Brasileira”, da Cosac & Naify: “Um bom projeto de arquitetura deve exprimir conceitos e Guedes, além de deixar clara a base conceitual que orientou o ato criativo (…), faz questão de evidenciar a razão que para ele todas as formas têm, sempre relacionadas às necessidades do dia-a-dia de atividades humanas específicas”.

MARA GAMA é gerente-geral de Qualidade de Conteúdo do UOL e assina o Blogdesign (http://blogdesign.blog.uol.com.br)

A busca da verdade da arquitetura – Joaquim Guedes

 
Joaquim Guedes é um dos grandes nomes da arquitetura paulista. Com obras de residências, escolas, cidades, sua produção é de extrema qualidade formal e rigor técnico e revela um arquiteto conectado aos aspectos materiais da produção.
De destacada atuação em São Paulo, conquistou expressão nacional como urbanista, tendo a oportunidade -e o prazer, imagino, por sua notória preocupação com detalhes e a economia industrial de uma grande da obra- de conceber cidades inteiras, desde o primeiro traço até seus edifícios, como ocorreu em Caraíba (BA), Carajás (PA), Marabá (PA) entre 1970 e 1985.
Formado pela terceira turma de arquitetura pela FAU/USP (1954), fez doutorado em planejamento urbano pela FAU (1972) e pós-doutorado (1988). Aluno de Vilanova Artigas (1915-1985), o mestre de fato e de direito de toda a escola paulista, Guedes trilhou caminho próprio, distanciando-se de seus contemporâneos e da influência quase hegemônica do suíço Le Corbusier (1887-1965) e aproximando-se da arquitetura orgânica de Alvar Aalto (1899-1976). A atividade de urbanista pode ser a chave para explicar o interesse de Guedes por Aalto. Também orientado pela funcionalidade e a individualidade das obras arquitetônicas, Aalto era profundamente envolvido com o estudo do relacionamento dos edifícios com o ambiente.
Do ponto de vista programático, Guedes se pautou pela busca da “verdade da arquitetura”, o que significa o desnudamento completo das estruturas nas obras, a exibição dos componentes e aspectos construtivos fundamentais e a recusa ao ornamento, ao formalismo e a aspectos cenográficos. Na opinião do aluno e colega, mestre e doutor pela USP e professor do Mackenzie Gilberto Belleza, o ícone maior da obra de Guedes é a casa Liliana Guedes, do Morumbi, de 1968.
Apoiada nos quatro pilares – parâmetro “clássico” da arquitetura paulista-, tem a estrutura em modulação, pilotis, grandes aberturas, jardins e sua concepção e obra pautaram-se pela perda mínima de material.
Sobre Guedes, escreve Mônica Junqueira de Camargo, para a série “Espaços da Arte Brasileira”, da Cosac & Naify: “Um bom projeto de arquitetura deve exprimir conceitos e Guedes, além de deixar clara a base conceitual que orientou o ato criativo (…), faz questão de evidenciar a razão que para ele todas as formas têm, sempre relacionadas às necessidades do dia-a-dia de atividades humanas específicas”. (artigo para a Folha de S. Paulo)

Morre Joaquim Guedes em São Paulo

Na foto acima, residência Liliana e Joaquim Guedes, projeto de 1968, em conjunto com Liliana Guedes

O arquiteto e professor aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (Universidade de São Paulo) Joaquim Manoel Guedes Sobrinho morreu no domingo, 27, vítima de atropelamento, nas proximidades do apartamento onde morava, na av. 9 de Julho, em São Paulo, segundo a polícia. Guedes tinha 76 anos.

Seu corpo está sendo velado na FAU Maranhão (rua Maranhão, 88, Higienópolis), local onde se formou, na terceira turma da escola.  O enterro será nesta terça, 29 de julho, às 17h,  Cemitério do Araçá, av.Dr. Arnaldo, 666.

Detalhe da casa Liliana e Joaquim Guedes, projeto de 1968

Foi um dos grandes nomes da arquitetura paulista, com obras de residências, escolas, edifícios, em que se destacam o rigor, delicadeza e elegância formais.

Casa Cunha Lima de 1958, onde a estrutura é a arquitetura. Primeira obra em que Guedes usou o concreto armado

Guedes planejou as cidades de Carajás (PA), Marabá (PA), Barcarena (PA) e Caraíba (BA), entre os anos 1970 e 1985.

Vista aérea de Caraíba, na Bahia

Participou também de vários concursos internacionais, entre eles a recuperação urbana da área industrial de Bicocca, ao norte de Milão, na Itália e o Centro Cultural de Lisboa, em 1988.

Residência Anna Mariani, projeto de 1977 em Ibiúna, São Paulo, toda em tijolos

Radical defensor de suas idéias e avesso a contemporizações, em entrevista à Projeto Design, em 2000, Guedes deu sua opinião sobre a produção arquitetônica em São Paulo:

“Fico perplexo com a sociedade paulista, tão dinâmica, a mais rica do país, na hora de fazer a sua cidade, seus edifícios, suas casas, apela e aceita isso que estamos vendo aí como arquitetura. São coisas totalmente inconsistentes em face do nosso clima, inacreditavelmente ruins. Claro que há exceções notáveis, mas vemos muitos edifícios construídos com altura errada, janelas que não deixam ver a paisagem e atrapalham os outros, o sol batendo onde não deve, todas as fachadas com vidros iguais nos quatro diferentes quadrantes. É tudo mal pensado, mal resolvido. E não é difícil exercer bem a profissão, basta atenção, seriedade, intransigência na procura do resultado, coragem. A arquitetura atual segue a moeda, é uma arquitetura monetarista, interessada em certo tipo de status. O arquiteto é instado a fazer uma arquitetura para esse status. As casas que estão surgindo nos Jardins [em São Paulo] são uma vergonha. Reformam casas honestas e as transformam em uma cruza bastarda de vila italiana com pagode ninguém sabe de onde. Um lixo. E a burguesia paulistana não percebe o ridículo em que está incorrendo e a forma ridícula como gasta seu dinheiro. O mais grave disso tudo é que a arquitetura invade o nosso cotidiano. Quem passeia pela cidade é obrigado a ver tudo isso. A profusão de arquiteturas de São Paulo acaba fazendo um conjunto maravilhoso feito de coisas feias. A Paulista, de longe, é uma maravilha, mas se for olhar o detalhe não dá para ver. ”

Guedes estava licenciado do cargo de presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB. Pretendia concorrer a vereador na Câmara Municipal de São Paulo.

Sobre a obra e a trajetória de Guedes, há o essencial volume assinado por Mônica Junqueira de Camargo para a série Espaços da Arte Brasileira, da Cosac & Naify, cujas fotos estão reproduzidas neste post.

“Dificilmente encontraremos algum projeto, em toda a obra de Joaquim Guedes, que não tenha justificação racional e funcional. Um bom projeto de arquitetura deve necessariamente exprimir conceitos e Guedes, além de deixar clara a base conceitual que orientou o ato criativo, provando que nada é gratuito, faz questão de evidenciar a razão que para ele todas as formas têm, sempre relacionadas às necessidades do dia-a-dia de atividades humanas específicas”.

e mais:

“Constata-se assim, um claro abandono do discurso corbusiano, do homem abstrato, da arquitetura reformadora, a favor da arquitetura de Alvar Aalto, para quem o homem é trabalhado no plano real, da vida cotidiana, requerendo arquitetura para habitar e não para revolucionar, que crie condições de vida em des de impor um padrão de vida”, escreve Mônica sobre a obra do arquiteto.

Temperaturas extremas

Criar casas capazes de suportar variações de temperatura de 34 graus a -49 graus, com eficiência energética e usando aço foi o desafio proposto pela terceira edição de um dos mais interessantes prêmios internacionais de arquitetura – o Living Steel de Arquitetura Sustentável para Moradia.

O vencedor do prêmio de 50 mil euros foi o escritório australiano Peter Stutchbury Architects. O anúncio foi feito durante o último Congresso da UIA (União Internacional dos Arquitetos), realizado em Turim, Itália, no começo de julho.

Participaram do concurso e ficaram entre os 12 finalistas os escritórios brasileiros Forte Gimenes/ Marcondes Ferraz e Nitsche Arquitetos. No ano passado, o vencedor do Living Steel foi escritório paulistano Andrade-Morettin, com projeto para um conjunto habitacional para a área central de Recife, em Pernambuco.

Living Steel é uma Organização Não Governamental formada pelas grandes companhias de aço para difundir o uso do material na construção habitacional.

O programa proposto aos finalistas era realizar três a quatro projetos de casas de cerca de 120 metros quadrados cada, com alta eficiência energética e consumo de 100 kWh/a por metro quadrado.

As casas projetadas pelo escritório Peter Stutchbury serão construídas na região de Cherepovets, na Rússia, atingida pelos ventos do Ártico, e onde os invernos são longos e os verões, bem curtos. Terão estruturas pré-fabricadas, plantas flexíveis, espaços moduláveis.

Segundo os autores do projeto, as casas evocam a simplicidade e a ordem das moradas vikings, com suas paredes de pedra e espaços internos amplos.

OfficeBall e seus craques

Nos idos de 2004 (era pré Youtube) a TV UOL documentou cena relâmpago na Redação do UOL, em São Paulo, no vídeo “OfficeBall”, com câmeras, redatores, webmasters, redatores e editores mostrando raça  e talento.

O vídeo foi um sucesso. Teve mais de 150 mil downloads e foi exibido na Band Sports e no Programa Vitrine, da TV Cultura.

Pois o “OfficeBall” volta à cena através do seu logotipo, desenhado pelo craque Rodrigo Silveira. O logo do vídeo foi selecionado para a próxima edição do catálogo de logotipos da alemã Gestalten, que deve sair em setembro.

 

Artistas da Bienal

A Fundação Bienal de São Paulo anunciou nesta terça a seleção de 40 artistas (ou coletivos) para a 28ª Bienal Internacional de São Paulo, que começa em outubro. Mostrou também sua marca (imagem acima), criada pela designer Elaine Ramos, e informou que a mostra terá um video lounge cuja programação ficará a cargo do artista Wagner Morales. Segue a lista dos artistas ou coletivos. Em negrito, aqueles que desenvolverão os trabalhos especificamente para a mostra.

Alexander Pilis (Rio/1954, vive em Barcelona)
Allan McCollum (Los Angeles/1944. Vive em Nova York)
Ângela Ferreira
(Maputo/1958. Vive em Lisboa)
Armin Linke
(Milão/1966)
assume vivid astro focus
(NYC e Paris/2000)
Carla Zaccagnini
(Buenos Aires/1973. Vive em São Paulo)
Carlos Navarrete
(Santiago do Chile/1968)
Carsten Höller
(Bruxelas/1961. Vive em Estocolmo)
Cristina Lucas (Jaén, Espanha/1973. Vive em Madri)
Dora Longo Bahia
(São Paulo/1961)
Eija-Liisa Ahtila (Hämeenlinna, Finlândia/1959. Vive em Helsinque)
Erick Beltrán
(Cidade do México/1974. Vive em Barcelona)
Fernando Bryce (Lima/1965. Vive em Berlim)
Fischerspooner
(Nova York/1998. Vivem em Nova York)
Gabriel Sierra
(San Juan de Nepomuceno, Colômbia/1975. Vive em Bogotá)
Goldin+Senneby
(Estocolmo/2004)
Iran do Espírito Santo
(Mococa/1963. Vive em São Paulo)
Israel Galván (Sevilha/1973)
Javier Peñafiel
(Zaragoza/1964. Vive em Barcelona)
João Modé
(Resende/1961. Vive no Rio de Janeiro)
Joan Jonas (Nova York/1936)
Joe Sheehan (Nelson, Nova Zelândia/1976. Vive em Wellington)
Leya Mira Brander
(São Paulo/1976)
Los Super Elegantes (San Francisco/EUA, 1995. Vivem em Los Angeles)
Mabe Bethônico
(Belo Horizonte/1966)
Marina Abramović (Belgrado/1946. Vive em Nova York)
Matt Mullican (Santa Mônica/1951. Vive em Nova York)
Maurício Ianês
(Santos/1973. Vive em São Paulo)
Mircea Cantor
(Oradea, Romênia/1977. Vive em Paris)
Nicolás Robbio
(Mar Del Plata, Argentina/1975. Vive em São Paulo)
O Grivo
(Belo Horizonte/1990)
Paul Ramirez Jonas
(Pomona, EUA/1965. Vive em Nova York)
Peter Friedl (Oberneukirchen, Áustria/1960)
Rivane Neuenschwander
(Belo Horizonte/1967)
Rodrigo Bueno
(São Paulo/1967)
Rubens Mano
(São Paulo/ 1960)
Sarnath Banerjee
(Calcutá/1972. Vive em Nova Délhi)
Sophie Calle (Paris/1953)
Valeska Soares
(Belo Horizonte/1957. Vive em Nova York)
Vasco Araújo (Lisboa/ 1975)

A 28ª Bienal Internacional de São Paulo tem como tema “Em vivo contato” e será realizada de 26 de outubro a 6 de dezembro de 2008, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo.

A curadoria de Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen também anunciou os projetos especiais que farão parte da mostra:  “Archivo Abierto”, do Centro de Documentación de las Artes, de Santiago, Chile; “Cinema Capacete”, do Rio de Janeiro, Brasil; Ivaldo Bertazzo, São Paulo, Brasil; e “Weightless Days”, de Ângela Detanico & Rafael Lain (Brasil), Megumi Matsumoto & Takeshi Yazaki (Japão), Dennis McNulty (Irlanda).