Mistura de culturas brasileiras

No próximo domingo, 11 de abril, a área de 11 mil metros quadrados que foi ocupada por quase 40 anos pela Companhia de Processamento de Dados de São Paulo, Prodam, no Ibirapuera, começa a ser ocupada (2,5 mil metros) com uma amostra do que será o futuro Pavilhão das Culturas Brasileira.

cadeira de Fernando Rodrigues, foto de Sylvia Masini

A instituição passará a ocupar todo o prédio quando terminar a reforma. O Pavilhão Engenheiro Armando Arruda Pereira foi erguido nos anos 1950, com projeto de Oscar Niemeyer, é tombado pelos patrimônios municipal, estadual e federal e será reformado pelo escritório do arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

A exposição “Puras Misturas” exibe parte do acervo do futuro. O Pavilhão deverá ter os acervos do antigo Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima e da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade, peças de Mestre Vitalino, que estão na Biblioteca Mário de Andrade, obras de arte indígena do Museu da Cidade, obras de artistas populares e artefatos de povos indígenas de várias partes do país. A curadoria geral é de Adélia Borges, com assistência de Cristiana Barreto.

bancos do módulo Viva a Diferença; foto de Sylvia Masini

Para dar um panorama da formação das coleções e mostrar a história da pesquisa em arte popular no Brasil, foi feita uma linha do tempo, denominada “Da Missão à missão”, que enumera as principais iniciativas de compreensão, registro e estudo da cultura material, começando justamente com a Missão de Pesquisas Folclóricas, realizada em 1938 por iniciativa de Mário de Andrade, passando pelos registros e coletas de estudiosos como Gilberto Freyre, Aloisio Magalhães e Lina Bo Bardi e terminando com o projeto do Pavilhão.

cadeira Multidão, dos Campana; foto Luiz Calazans

Além da linha do tempo, “Puras Misturas” tem mais três módulos. No piso térreo do Pavilhão, a área chamada “Viva a Diferença” exibirá bancos feitos por comunidades indígenas, artesãos e designers como Lina Bo Bardi, Sergio Rodrigues, Carlos Motta, Marcelo Rosembaum, Michel Arnoult, Claudia Moreira Salles e outros.

cerâmicas do acervo do Museu do Folclore; foto Sylvia Masini

Ainda no térreo, esculturas e objetos utilitários de artistas populares como Bispo do Rosário (RJ), Getúlio Damado (RJ), José Francisco da Cunha Filho (PE), José Maurício dos Santos (CE), Mestre Fida – Valfrido de Oliveira Cezar (PE), Paulo Laender (MG), Tamba – Cândido Santos Xavier (BA) e Véio – Cícero Alves dos Santos (SE) fazem parte da área denominada “Abre Alas”.

Carranca do Mestre Guarany; foto de Sylvia Masini

No piso rebaixado do Pavilhão será exibido o módulo “Fragmentos de um Diálogo”, com a participação do curador José Alberto Nemer. Cruzamentos de manifestações nos registros da arte considerada erudita e popular serão feitos com obras de Alex Flemming, Di Cavalcanti, Emmanuel Nassar, Farnese, Fulvio Pennacchi, Luiz Hermano, Mauro Fuke, Rubem Grilo, Samico, Tarsila do Amaral, Vicente Rego Monteiro, Victor Brecheret, Alcides Pereira dos Santos, Artur Pereira, J. Borges, José Antonio da Silva, Zé do Chalé, irmãos Campana, Ronaldo Fraga, Lino Vilaventura e objetos dos índios Mehinako (MT), Tukano (AM), e Kadiweu (MS), além da produção artística marajoara.

O acervo do antigo Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima tem cerca de 3,600 mil peças, entre cerâmicas, roupas, gravuras, pinturas e esculturas; 2,2 mil fotografias, 400 registros sonoros e 9.750 livros e documentos.
Exposição: Puras Misturas
Data:
de 11 de abril a 12 de setembro de 2010
Visitação:
de terça a domingo, das 9 às 18h, entrada até às 17h
Local:
Pavilhão Engenheiro Armando Arruda Pereira, Parque do Ibirapuera, portão 10
Endereço:
Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº – São Paulo, SP

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Concurso para cartaz do Prêmio Design MCB

Para os designers gráficos, estão abertas, até 18 de abril, as inscrições para o Concurso do Cartaz do 24º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira.

O projeto vencedor será base para a identidade visual do 24º Prêmio Design MCB: convite impresso, camisetas, flyers, folder, banners.

As inscrições devem ser feitas no site do MCB e os projetos devem chegar até o museu no dia 3 de maio (av. Faria Lima, 2.705, CEP 01451-000 São Paulo, SP).

Prêmio Tok&Stok

Até 30 de junho são aceitos projetos de alunos matriculados em cursos de design de produto e tecnologia moveleira em nível superior reconhecidos ou autorizados pelo MEC para o prêmio Tok&Stok de Design.

Este ano, o tema é “Empilhar”. Cada aluno pode enviar no máximo dois projetos (mas apenas um será selecionado) e o envio dos projetos deve ser feito somente através do site. A divulgação do nome dos finalistas também será feita através do site e está prevista para o dia 30 de julho.

A premiação deve acontecer em novembro.

Segundo informa o site do prêmio, o projeto deve “Conter em seu conceito uma filosofia adequada aos princípios que regem a Tok&Stok: contemporaneidade, jovialidade, minimalismo, solução, preço adequado ao público alvo, condições de armazenagem, entrega e retirada pelos clientes”.

Os valores dos prêmios são de R$ 10 mil, R$ 7 mil e R$ 4 mil para o primeiro, segundo e terceiro lugares respectivamente. Além do valor em dinheiro, os três colocados terão seus projetos prototipados. Os professores orientadores dos projetos premiados ganham vale-móveis da empresa.

Os projetos vencedores podem vir a fazer parte da linha de produtos da Tok&Stok. Para saber mais acesse: www.tokstok.com.br/premio.