Com araucárias, Floresta de Bolso resgata paisagem histórica de SP

No próximo domingo, uma turma deve suar a camisa para plantar araucárias e espécies frutíferas da Mata Atlântica, como a palmeira Jussara e o Cambuci, no parque Cândido Portinari, no Alto de Pinheiros, zona Oeste.

As árvores são nativas e fazem parte da paisagem histórica da cidade, tendo sido erradicadas pela ocupação do solo para moradias e vias e, intensivamente, pelas obras de retificação do rio Pinheiros. Esse tipo de Mata Atlântica Mista, com araucárias, é comum também nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e em cidades paulistas como Campos do Jordão.

No século 16, o ex-rio Jurubatuba e o povoado em seu entorno foram batizados pelos jesuítas de Pinheiros por causa da grande ocorrência da araucária, também conhecida como Pinheiro do Brasil.

O plantio de domingo vai gerar a primeira Floresta de Bolso implantada em um parque e a maior já feita até hoje em São Paulo. O terreno a ser ocupado é de 600 metros quadrados e serão plantadas 600 árvores, de 90 espécies diferentes. Quem quiser  participar, é só chegar. Os plantadores são voluntários, unidos por grupos nas redes sociais.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/07/1796549-com-araucarias-floresta-de-bolso-resgata-paisagem-historica-de-sp.shtml

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Cidade do México inaugura polêmicos jardins verticais sob elevado

Há dez dias foi inaugurada pelo governo local a primeira fase de um plano ambicioso –e polêmico– para cobrir de verde 1.038 colunas que sustentam o elevado Periférico, numa das artérias da capital mexicana. Se levado a termo, em cinco anos o projeto terá colocado os 27 km de vias sob o viaduto em uma mancha de plantas. Serão ao todo 60 mil metros quadrados em painéis verdes aplicados nos pilares de concreto.

Criado pela empresa Verde Vertical, o ViaVerde se vende como o maior projeto de naturação do planeta. A naturação urbana é o processo de ampliação da mancha verde através de corredores conectados que reduzem a temperatura, aumentam as interações
ecológicas, colhem água de chuva e filtram o ar.

No projeto mexicano, está previsto um grande sistema de captação de chuva, filtragem e armazenamento de cerca de 32 milhões de metros cúbicos por ano. Serão 20 centros de estoque para as águas luviais com áreas de tratamento que alimentarão um sistema de regas gerenciado por sensores de temperatura e umidade. Segundo a empresa, os jardins podem filtrar mais de 27 mil toneladas de gases poluentes e captar 10 toneladas de metais pesados.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/07/1794236-cidade-do-mexico-inaugura-polemicos-jardins-verticais-sob-elevado.shtml

Educação ambiental é o maior desafio na gestão de resíduos em SP, diz livro

A conscientização da população é o maior desafio para a gestão de resíduos em São Paulo. Essa é a opinião da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana da cidade, Amlurb, expressa na apresentação do livro “São Paulo, cidade limpa –gestão de resíduos sólidos e limpeza urbana para 12 milhões de pessoas”, disponibilizado recentemente para download no seu site.

O livro traz um panorama da situação atual de resíduos da cidade, com dados comparativos, trata da logística reversa e da infraestrutura de aterros, da coleta seletiva, e relata iniciativas como a da central de compostagem que reaproveita orgânicos e o plano Descarte ON, para a reciclagem de e-lixo em São Paulo.

A escala da cidade já traz grande dificuldade. São produzidas diariamente de 20 mil toneladas de resíduos no município. São 16 mil coletores trabalhando para percorrer 1,5 milhão de quilômetros quadrados de área com 500 caminhões compactadores. O custo para coletar e destinar corretamente esse material é de R$ 2,4 bilhões anuais.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/07/1791937-educacao-ambiental-e-o-maior-desafio-na-gestao-de-residuos-em-sp-diz-livro.shtml

Em SP, reciclagem chega a 6,56% com cooperativas e centrais de triagem

São Paulo atingiu um marco inédito de reciclagem, multiplicando por quatro seu índice de aproveitamento da coleta domiciliar de papéis, plásticos, latas e vidros em relação a 2013. No último mês de abril, a cidade recolheu 373.413 toneladas de resíduos em geral dos domicílios e 24.285 toneladas de recicláveis, elevando para 6,56% o índice de reciclagem. No começo de 2013, a capital aproveitava apenas 1,74% dos recicláveis.

Naquele ano, 75 distritos da cidade tinham seletiva, sendo que em 14 deles havia atendimento em todas as ruas. Segundo os dados da prefeitura anunciados no último dia 22 de junho, hoje são atingidos os 96 distritos, sendo que em 52 deles a coleta é universalizada e nos 43 restantes há pontos de coleta, mas ainda não há atendimento de todas as ruas.

A prefeitura de São Paulo atribui o salto na reciclagem à instalação de duas centrais mecanizadas de triagem dos recicláveis em 2014 e à maior participação das cooperativas de catadores no sistema.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/07/1789547-em-sp-reciclagem-chega-a-656-com-cooperativas-e-nas-centrais-de-triagem.shtml

Entidade propõe índice de avaliação da limpeza pública municipal

Avaliar o grau de adesão de uma cidade às metas da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), lei que orienta gestão, coleta, tratamento, responsabilidade e destinação dos resíduos no Brasil, é o objetivo de um novo índice apresentado na quinta (30/06), em São Paulo.

Batizado de Islu –Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana–, ele pode servir como ferramenta para o acompanhamento da evolução de resultados, o planejamento financeiro e de metas nas administrações municipais e para as empresas mapearem novos negócios.

A performance das cidades é analisada em quatro dimensões: engajamento do município na limpeza; sustentabilidade financeira; recuperação dos recursos coletados e impacto ambiental. Para ter bons resultados, o município deve ter boa pontuação em todos os quesitos.

Os resultados vão de zero a um –quanto mais próximo do um, melhor o desempenho–, divididos em cinco classes, de A a E. O novo índice foi produzido pelo Selur (Sindicato de Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo) e pela PwC (Price Waterhouse).

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/07/1787443-entidade-propoe-indice-de-avaliacao-da-limpeza-publica-municipal.shtml