Nichos irregulares

As estantes com nichos irregulares também são mainstream. A Melody, da Neuland Industriedesign para a MDF Itália tem prateleiras removíveis para comportar volumes mais compridos, como livros de arte, edições especiais, e deixar espaços mais finos para livros pesados e pequenos objetos.

Também com nichos irregulares, mas com cores e referência/reverência à clássica Libreria de Charlotte Perriand e Jean Prouvé, de 1952, a estante abaixo é a Level, do designer israelense Arik Lewy, para a italiana Zanotta, também no Salão Internacional do Móvel de Milão, 2008.

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Sentar e brincar

Objetos que se relacionam e complementam são o tema de Eiry Rock, que está presente no Salão Satélite de Milão.

Premiada com o Designer of the year 2007 e apresentada na mostra 100% Design, em setembro de 2007, em Londres, a cadeira-caixa (Box chair/ child´s chair) é formada por duas peças que se encaixam e separadas oferecem assentos para adulto (55cm) e criança (30cm) em um objeto lúdico.

Outra peça de Rock é a cadeira mais alta apoiada sobre uma cadeirinha pivotante, que roda 360 graus. A cadeirinha pequena funciona como o pé da cadeira grande e pode ser recolhida quando não está em uso.

As duas oferecem assentos para adulto e criança em alturas diferentes e a pequena pode funcionar como escada para a grande ou descanso de pé.

Novos jardins

O verde domina o Salão Satélite de Milão. Começa na cor do guia impresso e no texto de apresentação da curadora Marva Griffin Wilshire, que saúda idéias, projetos e protótipos ligados à ecologia e à idéia de sustentabilidade.
A variação de pegadas ecológicas é enorme. Há os projetos dedicados ao cultivo de plantas, à reciclagem e também há espaço para os mais poéticos, como este projeto da toalha cultivável, o New Gardens.
Com sementes de ervas e flores que formam o desenho de flor, a toalha se transforma em jardim, à medida do uso. “Iinfelizmente, devido ao clima e à luz artificiais do Salão, as sementes ainda não começaram a germinar”, disse sua criadora, Rosalie van Velsen, da Willem De Kooning Akademie, escola holandesa de Arte e Design.

Articulados e Compactos

Um dos estandes mais simples do Salão Satélite é o do designer japonês Takashi Sato. Mas o público se interessa por ver o simpático banquinho de madeira, com capa de feltro, que se desmonta como envelope, ficando plano e fácil de guardar.

Constraction é o nome do sistema de desenho e construção de mobília modular, baseado num gride fixo de três partes. O mobiliário usa material da construção civil e é multifuncional.

O sistema foi criado pelo arquiteto e designer Nuno Soares, que vive em Macau, China. A “Stackable Kitchen”, que faz parte da série Constraction, tem rodízios e é toda articulada. Um dos módulos tem pia e outro, bocas quentes de cerâmica. Podem ser associados por causa do gride, que mantém as unidades com alturas compatíveis e complementares.

Segundo descrição do autor, o sistema combina a racionalidade e o rigor da abordagem projetual européia com a flexibilidade e a exiguidade de espaço asiática.

Viva o Sol

Assim como todos os seres vivos,  estes talheres estão à procura do Sol, e se alongam o quanto podem para alcançar a fonte de vida do planeta. É mais ou menos essa a definição do set de talheres da OuTable, uma jóia do Salão Satélite de Milão.  Os talheres são inclinados para a direita e têm o cabo mais grosso para servir de base. OuTable é um projeto do grupo israelense d-Vision.

O estande do grupo já chama a atenção pelas formas orgânicas que criam nichos para a exibição dos produtos. Dentro dos nichos, utensílios de cozinha em plástico, como estes outros talheres aqui abaixo, que têm só a parte superior e podem ter cabos de galhos, gravetos.

O projeto defende o uso do plástico para utensílios para áreas externas e recria os objetos com tom lúdico e bem-humorado.

E olha que bacana. Eles fizeram uma espécie de Regina Silveira (artista brasileira que trabalha com imagens das sombras que se fundem aos seus objetos) de copos e canecas para usar no piquenique.

Sofás de blocos

Mario Bellini também fez, na série Via Lattea, um sofá iluminado de blocos. Não dá para chamar de novidade e nem de tendência, mas quase todas as casas de design do mainstream têm seu sofá de blocos. O legal é que são muito diferentes uns dos outros, não se desprendem e têm materiais apropriados para ficar grudado no chão. Abaixo o sofá iluminado de Bellini. Francesco Binfaré batizou “Sofà” o seu componível de blocos, em couro, básico e superconfortável, que pode ser transformado em chaise, sofá de canto. Abaixo o ambiente criado no estande da Edra, com várias peças da coleção de Binfaré para ilustrar as possibilidades.