Aproveite a Virada para saber mais sobre compostagem e horta

Como aproveitar cascas e restos de frutas, legumes, verduras em vez de jogá-los no lixo? O que fazer para cultivar temperos, chás e alimentos? O que são, como identificar e usar as pancs? Como fazer uma bomba de sementes? O que é segurança alimentar? Essas são algumas das perguntas que podem ser respondidas durante a Virada Sustentável, que começou na quinta e vai até domingo, 28, com programação extensa de debates, oficinas, exibição de filmes, mostras de fotografia, caminhadas e feiras.

O evento não trata só disso. Há workshops sobre construção de cisternas para captar água de chuva, construção de mobiliário, aulas de culinária, feiras, mercados de trocas, seminários sobre consumo consciente e muito mais.

Mas a programação para os interessados em plantio de hortas domésticas e comunitárias, hábitos alimentares, comida orgânica e os diversos tipos de compostagem merece destaque.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/08/1807059-saiba-mais-sobre-compostagem-horta-e-alimentacao-na-virada-sustentavel.shtml

Anúncios

Brasil gera resíduo como país rico, mas não coleta nem recicla como tal

Brasil gera cada vez mais resíduos e a média por habitante é semelhante a de países ricos, mas tem reciclagem muito abaixo dos níveis de países da mesma faixa de PIB (Produto Interno Bruto).

A geração de resíduos no país cresceu muito mais que a população nos últimos anos. Entre 2010 e 2014, a população cresceu 6%, enquanto a geração de resíduos aumentou 29%. Cada brasileiro produz mais de 1 kg de resíduos por dia, em média. São 387 kg por habitante por ano, o equivalente ao que é produzido nos países de rendas média e alta, que são aqueles que têm PIB per capita em torno de US$ 10 mil por ano. É mais que a média japonesa, de 354 kg por habitante por ano. Quando se trata da coleta e da destinação adequada de resíduos, no entanto, o país se equipara aos países de renda inferior a U$ 1 mil por ano.

Entre os países de PIB alto, a coleta pode chegar próxima de 100% do que é gerado e a destinação adequada atinge 96% do total, ou seja, apenas 4% saindo fora do sistema recomendado. No Brasil, de acordo com dados 2014, mais de 20 milhões de pessoas não contam com coleta regular. Cerca de 3.300 municípios enviam seus resíduos a lixões ou aos chamados aterros controlados, que não cumprem todos os requisitos de controle ambiental. Isso significa que 42% dos resíduos coletados não foram tratados  adequadamente.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/08/1804739-brasil-gera-residuo-como-pais-rico-mas-nao-coleta-e-nem-recicla-como-tal.shtml

País tem 20% da água da Terra e dá esgoto a apenas 48,6% da população

Um quinto das reservas de água do mundo estão no Brasil. E essa não é necessariamente uma boa notícia, nem para os brasileiros nem para o resto do mundo. A abundância de água está na matriz energética e se reflete no PIB. A economia brasileira depende fundamentalmente dela.

Cerca de 62 % da energia gerada aqui vem de usinas hidrelétricas e 72% da água para o consumo irriga a agricultura, ajudando a colocar o Brasil como o segundo maior exportador de alimentos do planeta.

Mesmo tão dependente, o país gerencia mal e trata muito mal a água, em todos os seus percursos. Não distribui de forma igualitária para o consumo em seu território. Não provê serviços de saneamento e tratamento de resíduos para grande parte da população. Lança cargas enormes de poluentes sem trato adequado em rios, com danos enormes para a saúde pública e o meio ambiente.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/08/1802055-pais-tem-20-da-agua-da-terra-e-da-esgoto-a-apenas-486-da-populacao.shtml

Aliança Resíduo Zero quer coleta em três frações e faz campanha educativa

Cerca de 83% do seu lixo doméstico poderia ser desviado de um aterro sanitário e transformado em riqueza, reduzindo também emissões de gases do efeito estufa. Seria preciso separar em três partes –orgânicos, recicláveis secos e não recicláveis– e dar as destinações adequadas a essas frações.

Para os orgânicos, a compostagem (que gera adubo orgânico) ou a biodigestão e, para os recicláveis, a volta à cadeia produtiva como matéria-prima. Para os aterros, só deve ir mesmo o que não é reciclável no estágio de desenvolvimento tecnológico da região. Esse resto do resto é chamado de rejeito.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/08/1799238-alianca-residuo-zero-quer-coleta-em-tres-fracoes-e-faz-campanha-educativa.shtml