Fashion Revolution e Gaveta debatem moda sustentável no Rio

Quem fez minhas roupas? Como e de que forma? Durante a semana toda, uma campanha pela transparência integral da complexa cadeia produtiva da moda esteve em debate em escolas, faculdades, ateliês, feiras e encontros espalhados pelo mundo.

A indústria de vestuário é considerada vilã pelo consumo em excesso e pela poluição de água, pela exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão e pelo trabalho infantil, em vários países.

Desde o dia 24 e até dia 30 se realizam as atividades da Fashion Revolution Week, iniciativa internacional para promover a adoção de padrões de proteção aos trabalhadores e ao meio ambiente em todas as etapas da cadeia, da matéria prima ao consumidor final, o que inclui divulgação de fornecedores, supervisão de oficinas e explicitação de métodos de cultivo e fabricação.

Mais em:https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/04/1879368-fashion-revolution-e-gaveta-debatem-moda-sustentavel-no-rio.shtml

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Ooho!: Pelo fim das embalagens, coma a sua água

Uma empresa fundada por engenheiros que estudaram design de inovação no Royal College of Art e pesquisadores do Imperial College de Londres investiga desde 2013 uma solução alternativa para garrafas, copos e vasilhames plásticos para água potável, em busca de um produto sustentável.

Interessados em acabar com a poluição causada pelas embalagens, Rodrigo Garcia Gonzales e Pierre Paslier chegaram a um primeiro protótipo um ano depois e agora estão mais perto de realizar seu objetivo, após uma campanha de financiamento coletivo encerrada no último dia 13 de abril.

A empresa Skipping Rocks Lab, fundada pelos dois, anunciou em sua página que conseguiu investidores suficientes e mais de U$ 1 milhão (cerca de R$ 3,104 milhões) para começar a produzir a bolha comestível Ooho! para bebidas, visando atingir o mercado de bancas de rua, festivais e eventos esportivos em 2018.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/04/1876446-ooho-pelo-fim-das-embalagens-coma-a-sua-agua.shtml

Plano de SP não foca agricultura e é fraco no plantio de árvores

A falta de uma visão sobre agricultura urbana e de sua importância para a segurança alimentar é o aspecto mais negativo do plano de gestão da Prefeitura de São Paulo. Uma
meta muito baixa de plantio de árvores é outra falha do programa de governo para a área ambiental. O programa de metas municipal foi apresentado no fim de março.

É consenso que a expansão da cobertura vegetal urbana é fundamental em cidades poluídas como São Paulo. Para caminhar nessa direção, é preciso aumentar substancialmente o plantio de árvores nas ruas, pulverizar pequenos parques e praças, proteger e ampliar espaços em que ainda existam áreas verdes e garantir a fixação de unidades de agricultura familiar nos limites urbanos. Aumentar a área plantada é também um dos mecanismos para a retenção de umidade e ao mesmo tempo o combate a enchentes e inundações.

Essa cartilha básica vem sendo defendida por ambientalistas e urbanistas que discutem a evolução e a resiliência das megacidades contemporâneas.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/04/1875569-plano-de-sp-nao-foca-agricultura-e-e-fraco-no-plantio-de-arvores.shtml

Cidade linda, sem catadores, é lixo

A frase acima virou slogan dos catadores de materiais recicláveis de São Paulo, após uma investida contra duas cooperativas do centro. No sábado, 1º de abril, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) tentou fechar a CooperGlicério (Cooperativa de Catadores da Baixada do Glicério) e a Associação de Catadores Nova Glicério.

As duas ficam embaixo do viaduto que liga o minhocão à Radial Leste. A área é usada para recolhimento de recicláveis desde 2006 e as cooperativas funcionam ali desde 2009. Elas reúnem 120 catadores. Segundo o Movimento Nacional dos Catadores (MNCR), o local foi cedido na prefeitura de Gilberto Kassab (2006-2012).

O governo João Doria (PSDB) alega falta de documentação para uso do espaço. Os catadores não saíram do local e pediram reanálise do caso. Conseguiram uma reunião com representantes da subprefeitura da Sé, que foi realizada na terça (4) e para a qual foram acompanhados pela Defensoria Pública federal. Nada foi concluído. Foi marcada uma nova data para seguir com a conversa para o dia 11.

Mais en: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/04/1873505-cidade-linda-sem-catadores-e-lixo.shtml