Bienal de Design faz votação na Web

A 2ª Bienal Brasileira de Design organizou uma votação online para eleger as peças de destaque da mostra, que se realiza em Brasília desde o último dia 8, no Museu Nacional.

Cada internauta pode votar em três objetos ou utensílios. É necessário preencher um cadastro antes.

O resultado da enquete deve ser anunciado no término da exposição, em 5 de novembro.

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Decio Tozzi ganha prêmio de arquitetura sacra

O arquiteto paulistano Decio Tozzi, autor, entre outros trabalhos, do projeto do Parque Villa-Lobos, em São Paulo, foi um dos premiados pela Fundação Frate Sole, organizadora do Prêmio Internacional de Arquitetura Sacra, com a Capela da Fazenda Veneza, em Valinhos (SP).

Inaugurada em 2003, a capela foi premiada também na Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires e pela Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), em 2004.

Com uma cobertura curva e a cruz vermelha implantada na água, a capela, segundo Tozzi, é uma catedral da natureza.

Em texto que divulgou o prêmio para as publicações especializadas, o arquiteto explica o projeto:

“Dois elementos plásticos assinalam um lugar na paisagem. A cobertura curva – Abrigo do Homem e a Cruz de Cristo. Essa delicada relação gera um espaço na paisagem de beira lago -um vazio que desenha o pequeno templo. Configura-se, entre o abrigo e a cruz, a fluida sucessão espacial que sugere o programa litúrgico da capela – o átrio, o batistério, a nave inclinada, o altar e a abside que se confunde com o lago. O espaço da capela é o espaço da natureza!”

O prêmio de Arquitetura Sacra da Fundação Frate Sole acontece a cada quatro anos e é patrocinado pelo Vaticano. Dos 250 projetos selecionados, seis foram premiados. A capela de Tozzi ficou em segundo lugar, com mais dois projetos de outros arquitetos. O arquiteto John Pawson recebeu o primeiro prêmio, com o projeto abaixo, para a região da Boemia.


Karim Rashid em São Paulo

Começa nesta quinta, 23, em São Paulo, mostra com cerca de 60 obras do multidesigner Karim Rashid, 48. O próprio designer é responsável pelo projeto da mostra, que tem curadoria de Albrecht Bangert.

Mobiliário, objetos e embalagens fazem parte da exposição.

A exposição Karim Rashid – Arte e Design num Mundo Global, tem abertura quinta,  23 de outubro, às 20h. A mostra fica até 4 de janeiro de 2009, com visitação de terça a domingo, das 11h às 20h, no Instituto Tomie Ohtake – av. Faria Lima, 201, Pinheiros, São Paulo.

Rashid também participa do Boom SP Design, um fórum Internacional de discussão sobre a influência do design em novas formas de consumo e comportamento e seus impactos na arquitetura e na arte.

O fórum acontece no Shopping Iguatemi, em São Paulo, e participam Todd Bracher, Greg Foley, Arne Quinze, Brent White, Ricardo Ohtake, Chico Bicalho, Bialice Duarte, Andre Cruz e Mauricio Queiroz.

Os ós da Pororoca

Nesta quarta, 22, na livraria Argumento do Leblon, no Rio, acontece o lançamento da revista Pororoca, nova publicação totalmente dedicada à Amazônia. A revista foi lançada na terça passada em São Paulo.

Com periodicidade trimestral e com edição bilíngüe, a revista tem reportagens sobre viagem, fotografia, ecologia, literatura e gastronomia.

Muito bem produzida, tem projeto dos fotógrafos Rogério Assis e Everton Ballardin, da jornalista Teté Martinho e do designer Daniel Trench.

Trench é professor do curso de graduação em design visual da ESPM e mestre em poéticas visuais pela ECA-USP, é o responsável também pela identidade visual do Museu de Arte Moderna da Bahia.

A pedido do BlogDesign, ele fez esta animação aqui acima, com o logotipo da revista, e explicou a idéia que norteou o projeto gráfico do logo e de toda a concepção da revista. Fala o Daniel Trench:

“O logotipo busca traduzir tipograficamente o fenômeno que dá título à publicação. Com o aumento gradual no peso dos caracteres é construída, esquematicamente, a idéia de deslocamento de energia -o princípio básico que move a onda rio adentro. Essa construção também tira partido da sonoridade particular da palavra de origem indígena, na medida que o destaque visual dos “O”s sublinha a cadência fonética desse quase trava-línguas.

E essa assinatura também ecoa nas páginas internas. Fragmentos do logotipo são destacados e se desdobram em estruturas que reforçam a identidade visual da revista. Os “O”s isolados e agrupados servem tanto de retícula para a construção das imagens que demarcam a abertura de cada um dos eixos temáticos da revista, quanto de estrutura organizadora das informações textuais e imagéticas (grid) dos glossários. E é de um desses “O”s, agora solitário, a função de marcar (como num grande ponto final) o fim de cada um dos textos da publicação”

A Livraria Argumento fica na rua Dias Ferreira, 417, Leblon, no Rio. A Pororoca custa R$ 25.

Os 12 trabalhos de Siza

Fundação Iberê Camargo - Foto Leonardo Finotti para Divulgação

De 16 de outubro a 23 de novembro, 12 projetos do arquiteto português Alvaro Siza realizados nos últimos dez anos são tema da exposição “Álvaro Siza Modern Redux”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Com curadoria do arquiteto português Jorge Figueira, a mostra tem maquetes, fotos, desenhos e projetos.

Biblioteca Municipal de Viana do Castelo - foto Fernando Guerra para Divulgação

Alvaro Siza já recebeu o prêmio Pritzker, em 1992, e recebe, em 2009, a Medalha de Ouro Real, pelo Royal Institute of British Architects (Instituto Real dos Arquitetos Britânicos), o RIBA.

A medalha é atribuída desde 1848 aos arquitetos de grande contribuição internacional à arquitetura. Já premiou Le Corbusier (1953), Renzo Piano (1989), Frank Gehry (2000) e Jean Nouvel (2001).

Para justificar a escolha, o RIBA considerou que a obra de Siza tem uma especial qualidade de relacionar primordialmente os elementos da arquitetura – em oposição à exploração da forma ou textura dos mesmos elementos.

Foi ressaltada também a economia de meios expressivos combinada à generosidade dos espaços revelados. Estou resumindo um pouco, mas achei bem bacana esta síntese que o RIBA fez sobre a obra de Siza, que é profundamente ligado ao movimento moderno e ao mesmo tempo possui grande capacidade plástica e poética.

Complexo Desportivo na Espanha - foto Fernando Guerra para Divulgação

Veja a lista dos 12 trabalhos de Siza que podem ser vistos na mostra do Tomie Ohtake:

* Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre (2005-2008), Leão de Ouro na Bienal de Veneza de 2002)
* Pavilhão Anyang, Anyang, Coréia do Sul (2005-2006)
* Complexo Desportivo Ribera-Serrallo, Cornellà de Llobregat, Espanha (2003-2006)  Prêmio Secil 2006 (grande prêmio de Arquitetura de Portugal)
* Casa Van Middelem-Dupont, Oudenburg, Bélgica (1995/2001)
* Pavilhão Centro de Portugal, Expo 2000. Hannover, Alemanha (1999/2000)
* Pavilhão Multiusos, Gondomar, Portugal (2001/2007)
* Biblioteca Municipal. Viana do Castelo, Portugal (2001/2007)
* Hotel Desportivo e Centro de Alto Rendimento, Panticosa, Huesca, Espanha (desde 2001)
* Casa do Pego, Sintra, Portugal (2002/2007)
* Casa em Maiorca, Palma de Maiorca, Espanha (2002/2007)
* Adega Mayor, Campo Maior, Portugal (2003/2006)
* Museu Mimesis, Paju Book City, Coréia do Sul (desde 2006)

Álvaro Siza Modern Redux
Abertura: 16 de outubro, 20h
Até 23 de novembro de 2008, de terça a domingo, das 11h às 20h (entrada franca)
Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, São Paulo, SP (tel 11 2245-1900)

Bienal de Design 2

A 2ª Bienal Brasileira de Design tem programação especial dedicada a estudantes da área, empresas e designers.

A Ação Educativa, responsável pelas visitas guiadas ao público, foi organizada com estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).

Senai e Sebrae orientam as Clínicas de Design, para promover a interação entre designers e empresas.

Seguem endereços e contatos:

2ª Bienal Brasileira de Design
8 de outubro a 5 de novembro
Visitação: terça a domingo, das 9h às 19h
Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios)
Entrada Franca
Informações: (61) 3329.2113
www.bienalbrasileiradedesign.com.br

*Ação educativa – visitas guiadas
(61) 3349 8124 ou pchave@gmail.com

*Design Innovation Labs – seminários
de 21 a 24 de outubro, das 8h30 às 13h00
Local: Auditório do Museu Nacional
Inscrições: http://www.bienalbrasileiradedesign.org.br
Temas: Branding e Design (21/10)
Gestão do Design (22/10)
Design na Era Globalizada (23/10)
Future Concept Labs (24/10)

*Clínicas de Design – atendimento a empresas
23 e 24 de outubro
Local: Auditório 2 do Museu Nacional
Inscrições: mbc@capacita.com.br ou (51) 3061.3000
Temas: Vestuário e mobiliário

Bienal de Design

Começa nesta quarta, 8 de outubro, e vai até 5 de novembro a 2ª Bienal Brasileira de Design, no Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília.

A primeira edição da Bienal foi realizada em junho de 2006, na OCA do Parque Ibirapuera, em São Paulo, e foi visitada por 35 mil pessoas.

Com curadoria de Fábio Magalhães e Auresnede Pires Stephan, a Bienal abriga vários núcleos expositivos. “São centenas de objetos que mostram a diversidade da produção de design no Brasil, em utensílios domésticos, mobiliário, jóias, equipamentos médico-hospitalares”, afirma Magalhães. “Os produtos são articulados de modo orgânico e procurando dar ao visitante uma visão rica”, diz Magalhães.

Em um dos módulos, curadoria de Adelia Borges selecionou objetos representativos da trajetória de dois grandes designers brasileiros atuantes na indústria: José Carlos Bornancini e Nelson Ivan Petzold.

A 2ª Bienal é uma parceria entre o Movimento Brasil Competitivo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o governo do Distrito Federal

*Entrevista com Fábio Magalhães:

Por que fazer uma Bienal de Design em Brasília?
Em primeiro lugar, pela proximidade com as entidades governamentais, possibilitando assim uma visibilidade da produção nacional, o que é um aspecto político. Em segundo lugar. a cidade emblemática do futuro do Brasil e que une a arquitetura e o design contemporâneo. E em terceiro, sair um pouco do eixo Rio-São Paulo, dando ao evento o caráter itinerante, quem sabe uma próxima edição em outra capital brasileira.

As mostras desta edição serão montadas em alguma outra cidade?
Esta edição será somente em Brasília.

O que mudou em relação à primeira Bienal de Design?
A primeira teve um caráter histórico retrospectivo, apresentando as várias décadas – desde 1900 até os anos 2000. Nesta 2a. edição, há uma reflexão da produção atual, das novas tecnologias, dos processos de produção industrial regional, aliada a um primeiro mapeamento da produção criativa nacional. Poderemos observar nesta edição a atuação dos vários órgãos de fomento no setor do design nacional.

Como foram selecionados os projetos participantes da Bienal? Eles são provenientes de ateliês independentes? fábricas? escolas?
Foram consultados os mais diversos órgãos promotores tais como centros de Design, revistas especializadas, os resultados de concursos nacionais e internacionais onde nossos designers participaram e foram premiados e ou selecionados. Levamos em consideração a forma, a função, o grau de inovação e o valor agregado ao produto. Foi um trabalho de consulta e verificação in loco, no Instituto Nacional de Tecnologia (Rio de Janeiro), no Centro de Design de Minas Gerais, em instituições de ensino, no Imaginário Pernambucano, no Centro de Design do Paraná entre outros, nas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro, Campina Grande, Recife, Brasília, São Paulo, Manaus entre outras.

Os objetos que estão na Bienal obedecem a algum critério de data de produção?
Estabelecemos o princípio da criação nos dois últimos anos, no entanto, deixamos em aberto alguns casos especiais, que consideramos relevantes. Aproximadamente 20%, quando muito.

Como foi planejada a mostra internacional?
A mostra internacional homenageia o design italiano que influenciou muito o design brasileiro (principalmente depois da década dos anos 60) e que atualmente tem produzido e divulgado produtos brasileiros.
Também haverá uma homenagem especial a Sambonet, que esteve no Brasil no final dos anos 40 e início dos 50, trabalhando com Bardi e Lina na implantação do Masp. Sua presença foi marcante influenciando o design brasleiro e, ao mesmo tempo, levou para Itália uma forte influência da cultura e da natureza brasileira.