Lixo: Segundo turno das madeiras

Em vez de chutar ou descartar, reusar. Cavaletes de propaganda eleitoral de São Paulo foram transformados em cinco objetos –entre eles o Cabideiro Ficha-Limpa, “feito para político corrupto pendurar a chuteira”, e a Mesinha da Democracia, onde “todos os bibelôs têm direitos iguais”. A proposta é do Mobiliário Político, uma iniciativa que pretende discutir os danos desse tipo de propaganda e quer transformá-las em “algo legal para a população”, de acordo com o seu slogan.

As cavaletes com caras de candidatos atrapalharam os pedestres durante toda a campanha, impediram a visão da sinalização de trânsito e dos próprios carros e travaram os passeios públicos. Além do estorvo para a mobilidade, geraram centenas de toneladas de lixo. No primeiro turno, foram aproximadamente 45 toneladas em Porto Alegre, 50 toneladas em Brasília, 140 toneladas em Belo Horizonte, 250 toneladas em São Paulo e 350 toneladas no Rio, segundo dados de jornais compilados pela ONG Mobilize, que idealizou o projeto Mobiliário Político.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1541107-lixo-segundo-turno-das-madeiras.shtml

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Lixo: Câmara aprova mais prazo para fim dos lixões

No meio de uma Medida Provisória de incentivo à atividade econômica, a Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 14, a ampliação de mais quatro anos de prazo para que as prefeituras de todo o país acabem com os lixões. É um retrocesso colossal.

O estrago ainda não é definitivo. MP segue para votação no Senado, onde tem prazo até 6 de novembro para ser aprovada, ou perder a validade. O Senado pode aprovar na íntegra ou modificar. Se o Senado aprovar, o texto será enviado para a Presidência da República, que pode sancionar a MP na íntegra, vetar partes dela ou vetá-la totalmente.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1537439-lixo-camara-aprova-mais-prazo-para-fim-dos-lixoes.shtml

Lixo: Livro reúne artigos sobre design, resíduos e trabalho de catadores

“O apetite do mundo contemporâneo pelo consumo gerou expressivo crescimento na busca por matéria, energia e também a vertiginosa produção de descarte, em todas as escalas: individual, local, nacional e global. Esse material descartado tornou-se elemento básico do repertório de subsistência de parcela significativa de populações excluídas –moradores de rua e catadores de recicláveis”.

O texto é da professora Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, titular de design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), e está na introdução do livro “Design, Resíduo & Dignidade”, que será lançado na terça-feira (21) no Museu da Casa Brasileira, 19h30, em São Paulo.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1535387-lixo-livro-reune-artigos-sobre-design-residuos-e-trabalho-de-catadores.shtml

Lixo: Um banquete comunal para 5.000 contra o desperdício de comida

Mais de 800 milhões de pessoas não têm comida suficiente no prato. Uma em cada três crianças sofre de desnutrição. E mesmo com esse panorama, um terço dos alimentos produzidos no mundo é perdido ou estragado entre a produção, a colheita e as etapas de processamento, transporte, distribuição, transformação nas indústrias, vendas, restaurantes, refeitórios e casas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação, FAO.

Entrepostos, supermercados, feiras e grandes centrais de varejo são locais onde se desperdiçam milhares de toneladas diárias. Mas a pequena linha de montagem doméstica que conecta geladeira, tábua de corte, pia e fogão não fica atrás: calcula-se que 17% do desperdício de alimentos é de responsabilidade do consumidor final.

Nesse mês de outubro, o desperdício de alimentos está em pauta. No sábado (18), em Oakland, nos Estados Unidos, acontece o primeiro “Feeding 5000” da América, já batizado de Woodstock das sobras, um banquete de rua, de graça, para 5.000 pessoas, que será feito com milhares de quilos de produtos que estavam destinados ao lixo porque não atendiam aos padrões das cadeias de supermercados.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1533893-lixo-um-banquete-comunal-para-5000-contra-o-desperdicio-de-comida.shtml

Lixo: Catadores brasileiros falam de reciclagem e inclusão em Nova York

O sistema do lixo nas ruas de Nova York chamou a atenção de Eduardo Ferreira de Paula, que visitou a cidade no mês passado. Nas calçadas perto do hotel em que se hospedou, ele observou dois tipos de sacos: pretos com lixo misturado e transparentes com recicláveis. Viu catadores de recicláveis recolherem os sacos transparentes, privilegiando os que tinham plásticos e latinhas e levarem até postos de entrega mecanizados que retornam tíquetes de acordo com o peso do material entregue. Os tíquetes viram vale alimentação ou dinheiro. Ele não notou nenhuma conexão ou organização entre os catadores.

Eduardo Ferreira de Paula é um dos mais antigos integrantes do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis (MNCR), entidade brasileira que tem 13 anos e que se formou com o objetivo de defender condições de trabalho e remuneração justas, reconhecimento ao papel ambiental dos catadores e a inclusão de suas cooperativas na cadeia econômica da reciclagem. O MNCR teve papel fundamental na estruturação da lei brasileira que regulamenta o setor, considerada avançada por especialistas em gestão de resíduos.

Com mais oito representantes do MNCR, dos estados de São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais, Ferreira de Paula participou de um painel sobre sustentabilidade e combate à pobreza, evento paralelo à 69ª Assembleia-Geral das Nações Unidas e que foi realizado na Universidade de Columbia, dia 24 de setembro.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1530270-lixo-catadores-brasileiros-falam-de-reciclagem-e-inclusao-em-nova-york.shtml

Lixo: Empresa coleta lixo orgânico de restaurantes e devolve erva e tempero

Na segunda (6), começa a funcionar uma central de tratamento de resíduos orgânicos que vai processar sobras de comida de sete restaurantes da cidade: Martín Fierro, Mesa III, Epice, Attimo, Casa Jaya, Jiquitaia e Beato. A central usa o sistema de compostagem acelerada e está preparada para tratar também resíduos orgânicos de condomínios, hotéis e clubes. Com capacidade inicial de 2 toneladas, pode chegar a 40 toneladas por dia.

A iniciativa é do Instituto Guandu, empresa que faz a coleta nos restaurantes, encaminha para a central e administra o processamento, que tem como resultado final um adubo orgânico. O adubo é usado numa horta onde são cultivados ervas, temperos e outras plantas comestíveis como Ora-pro-nobis, Mastruz, Capuchinha e também Verbena Limão. A produção volta como ingrediente nas preparações de pratos servidos pelos mesmos restaurantes. Em dois deles –Attimo e Casa III– o adubo que vem do processamento dos resíduos também é utilizado na horta local.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1526336-lixo-empresa-coleta-residuos-de-restaurantes-e-devolve-erva-e-tempero.shtml