Fala que eu te imprimo – Designer usa batimentos cardíacos para “imprimir amor” em 3D

Qual é a forma de uma história de amor? Uma experiência que une design, tecnologia de informação, impressão tridimensional e uma aposta poética materializa lembranças em objetos, num projeto inédito do designer Guto Requena junto com o estúdio D3. Os resultados do seu Love Project serão expostos nos dias 16 e 17 de agosto na Baró Galeria.

Tudo começa com um depoimento. Requena pede que as pessoas narrem suas histórias de amor. Ao narrador são fornecidos sensores para serem colocados no corpo: medidores de ondas cerebrais, batimentos cardíacos e da modulação de voz. Artigo na Folha http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/07/1491748-designer-usa-batimentos-cardiacos-para-imprimir-amor-em-3d.shtml

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Ocupação revê a obra do designer, artista e articulador cultural Aloisio Magalhães

A capital ainda não tinha sido inaugurada quando o pernambucano Aloísio Magalhães (1927-1982) lançou o seu “Doorway to Brasília” (porta de entrada para Brasília), em 1959. Foi o primeiro livro sobre a cidade e uma das experiências gráficas mais radicais da história editorial do país até aquele momento.

Partindo de fotos de prédios, de operários nas obras e da natureza do cerrado, Magalhães e o gravador e professor americano Eugene Feldman experimentaram alterações de cores, contrastes e closes e fizeram uma impressão panorâmica inédita, pelo formato e pela tiragem, de 2.000 exemplares.

O livro, com textos de John dos Passos, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, marcou também um momento importante da vida de Magalhães.

Pintor com destaque dentro e fora do Brasil, prêmios e participações em bienais de São Paulo, Magalhães estava se distanciando da pintura e começando a se dedicar ao mundo do design.
Fundou em 1960, no Rio, o que viria a ser o maior escritório de design gráfico do país por mais de duas décadas. Artigo publicado na Folha

Lixo: O banheiro vai ao museu no Japão

O banheiro é o centro de uma mostra do Museu Nacional de Ciência Emergente e Inovação do Japão. A exposição “Toilet?! Human waste & Earth’s future” (Banheiro?! Lixo humano e futuro da Terra) fica em cartaz até 5 de outubro, mostrando como o banheiro vem se transformando e modificando a vida das pessoas ao longo da história.

Em ambiente lúdico e interativo, a exposição explora aspectos de comportamento, pesquisas científicas e impactos econômicos do lixo humano para o público infantil. A repercussão é grande. Piadas não faltam, claro. “Vamos falar de cocô”, “Passeio bizarro”, “Onde fica o museu do cocô”, “Seja um cocô ao vivo na exposição de banheiros de Tóquio” são alguns títulos de reportagens e posts publicados em sites japoneses e europeus. http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/

Lixo: O mapa da Lapa sustentável

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Detalhe do “Mapa do consumo e descarte sustentável”, que localiza endereços em seis distritos da Subprefeitura da Lapa, em São Paulo

Pontos de descarte de papel, plástico, vidro, latinhas, equipamentos eletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, medicamentos, isopor, óleo de cozinha e mais endereços de cooperativas, locais de minhocários e de compostagem estão pela primeira vez reunidos num mapa de uma região da cidade de São Paulo.

O “Mapa do consumo e descarte sustentável”, que localiza também hortas comunitárias, pontos de venda e restaurantes de alimentos orgânicos, abrange os 40 quilômetros quadrados onde vivem 305 mil habitantes dos bairros de Perdizes, Barra Funda, Jaguaré, Jaguara, Vila Leopoldina e Lapa, área administrada pela Subprefeitura da Lapa.

Além de localizar os endereços, o mapa traz, em seu verso, informações úteis sobre consumo consciente, separação do lixo, coleta seletiva e descarte de todos os tipos de resíduos, em linguagem didática.

Foram impressas 85 mil unidades, que estão sendo distribuídas desde o dia 8 de junho pelos 38 parceiros do projeto criado pelo Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade, que tem sede na região. Coluna sobre Lixo no site da Folha

Lixo – O jeans que saiu do plástico que polui o mar

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Cena da animação narrada por Pharrell Williams explicando a coleção de jeans G-Star Raw for the Oceans

A partir de 15 de agosto, calças, bonés, camisas e jaquetas de jeans feitos com uma fibra criada a partir de lixo plástico retirado do mar devem começar a ser vendidos pela marca holandesa G-Star Raw, em lojas e on-line. Segundo a empresa, que tem mais de 5 mil pontos de venda espalhados pelo mundo, a produção da primeira fornada da coleção Outono-Inverno 2014, “G-Star Raw para os Oceanos”, reciclou 10 toneladas de plástico vindas do mar.

A marca usa um desenho de um polvo, batizado de Otto, em estampas, forros, etiquetas e nas animações da campanha publicitária, como a que ilustra essa coluna. O garoto-propaganda é o músico Pharrell Williams, também jurado do “The Voice” e dono da empresa que fabrica a fibra, a Bionic Yarn.

A produção dessa linha de roupas faz parte de um projeto maior, o Vortex, criado em 2013 e que atua para retirar o lixo plástico do mar e dar a ele uma destinação não poluente. O nome alude às enormes ilhas de lixo flutuantes nos oceanos. Coluna sobre o Lixo no site da Folha