Japonês Sanaa vence o Pritzker

Modelagem do prédio do NewMuseum

O NewMuseum de Nova York, aberto em dezembro de 2007, talvez seja a obra mais conhecida internacionalmente do Sanaa, o escritório japonês de Ryue Nishizawa e Kazuyo Sejima que obteve o Pritzker 2010.

NewMuseum

Em um terreno apertado e numa área não valorizada da cidade até os anos 2000, o museu se tornou um marco na Bowery Street, downtown Manhattan. Surpreendente aproveitamento do espaço, tem várias salas, e se estrutura em um projeto de circulação e iluminação especiais.

Há uma montagem acelerada da construção do New Museum no site.

Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa estudaram na Harvard’s Graduate School of Design, tendo se formado no Japão. Kazuyo Sejima trabalhou com Toyo Ito e recebeu prêmio da arquiteta jovem do ano do Japão em 1992. O Sanaa nasceu em 1995.

O Sanaa também tem trabalhos de design de objetos, como o destes talheres e chaleira para a Alessi.

E a cadeira Next de 2005.

Em 2009, o Tomie Ohtake fez uma exposição de trabalhos da dupla.

E para finalizar, segue vídeo sobre o centro de estudos de Lausanne, na Suíça, obra mais recentemente inaugurada do Sanaa, aberto em fevereiro deste ano (EPFL Rolex Learning Center)

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Bússola

Três bússolas de rolha, feitas com pires ou vasilhas rasas, agulha, água e ímã, daquelas que dá para fazer em casa ou na escola. Três círculos. As três cores primárias. Composição clássica.

O cartaz da Bienal Internacional de Arte de São Paulo, divulgado pela Fundação hoje, traz trecho da “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima: “Há sempre um copo de mar para um homem navegar”, frase que é mote para a mostra deste ano.

O cartaz é parte da identidade visual criada pelo departamento de design da Fundação, sob a coordenação de André Stolarski.

A exposição vai de 20 de setembro a 12 de dezembro, no pavilhão do Ibirapuera, e o planejado é que a montagem comece em agosto.

Recortei uma imagem da página do UOL que traz cartazes de todas as bienais anteriores.

Para ver os cartazes e acessar páginas com informações sobre as mostras, entre aqui.

Aqui o vídeo que explica a identidade visual da Bienal.

Clássicos da Finlândia

Cadeira Paimio, de Alvar Aalto, 1932, para Artek, foto Pietinem

Mais de 200 peças de design finlandês, incluindo mobiliário e objetos de Alvar Aalto e outros expoentes, estarão expostas até 2 de maio no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Ligada ao Museu de Design de Helsinque, a mostra “Estrelas do Design Finlandês” foi dividida em cinco partes que abordam materiais, natureza, inovação, forma pura e as questões de nacionalidade e internacionalidade no design.

Cadeiras Rosebud, de Iikka Suppanen, 2005, para Vivero, foto Marco Melander

Objetos, mobiliário e tecidos de autores como Akseli Gallen-Kallela, Eliel Saarinen, Alvar Aalto. Tapio Wirkkala (1915-1985), Kaj Franck (1911-1989), Timo Sarpaneva (1926-2006), Ilmari Tapiovaara (1914-1999), Maija Isola (1927-2001), Oiva Toikka (1931), Eero Aarnio (1932), Maija Louekari (1982), Harri Koskinen (1970) e Ilkka Suppanen (1968) e marcas e empresas como: Arabia, Iittala, Fiskars, Marimekko, Nokia, Vivero, Martela, Asko, Vuokko e Metso.

Cadeira e banco Nietos, de Paakkanen, 2002, para Avarte

O diretor do centro, Ricardo Ohtake, afirma que a coleção revela um exemplo de visão política que uniu criadores, empreendedores, governo e empresas para a gênese e a contínua difusão do design daquele país.

Cadeira Karuselli, de Kukkapuro, em 1968, foto Traskelin

Abertura da mostra: 10 de março, 20h
Até 2 de maio, de terça a domingo, 11h – 20h, entrada franca
Instituto Tomie Ohtake: av. Faria Lima, 201 (entrada pela rua Coropés), Pinheiros, tel: 55 11 22451900, São Paulo, SP

Cadeira de Jarvi Ruoco

Cadeira K, de Koshinen, de 2005, para Woodnotes

A gráfica da música nos cartazes de Kiko Farkas

“Ritmo, harmonia, composição, conjunto, pausa, som, textura, direção, dinâmica, melodia, ordem, desordem”. Com estes elementos, segundo o autor, Kiko Farkas, durante quatro anos, de 2003 a 2007, a equipe chefiada por ele criou 300 cartazes para os concertos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, período em que Farkas foi o responsável por toda a comunicação visual da orquestra.

Uma coletânea de 110 destes cartazes foi reunida em livro bem editado, acompanhada por textos do próprio Farkas, do crítico musical e músico Arthur Nestrovski e dos designers e professores João de Souza Leite e Paula Scher.

Uma seleção da seleção -cerca de 50 cartazes- vai ser exposta a partir de terça, 9 de março, no Centro Universitário Maria Antônia – CEUMA, no novo edifício Joaquim Nabuco (r. Maria Antonia, 258, Vila Buarque, SP) e fica por lá até 11 de abril. Na abertura será lançado o livro, que tem edição bilíngue e preço sugerido pela editora de R$ 49. Neste post, você vê a minha seleção de cartazes, em imagens cedidas pela editora Cosac Naify.

Segundo Farkas, a produção era de seis cartazes por mês, em média. “Alguns foram feitos em menos de uma hora, outros levaram dias”, escreve, no livro.

“Quando comecei a pensar em como enfrentaria esse enorme desafio, a primeira coisa que decidi foi que não usaria nenhum elemento normalmente associado à música de concerto. Imagens de compositores, instrumentos, teatros ou cidades, notações musicais como pauta, notas e outros símbolos. Nossa proposta foi trabalhar com os elementos que estão presentes na linguagem musical, mas que podem ser reinterpretadas visualmente”. Integraram a equipe de Farkas os designers Elisa von Randow, Hugo Timm e Mateus valadares.

Além das características plásticas e poéticas de cada imagem e da interessante leitura das famílias de cartazes, o livro vale também pelos textos, principalmente para quem gosta de ou estuda design gráfico.

Didático e analítico, o texto do professor João de Souza Leite individuou dez procedimentos formais utilizados nos cartazes. Para Leite, a tipografia “é protagonista” na produção de cartazes de Farkas. Formado pela ESDI e atualmente professor da instituição e da PUC do Rio, Leite foi assistente de Aloisio Magalhães, consultor da Casa da Moeda e do Iphan, curador e autor de várias publicações.

Na elogiosa apresentação, Paula Scher diz que gostaria de ter feito os cartazes. E afirma que o conjunto demonstra a vitalidade persistente da forma (cartaz). Entre as qualidades que compõem um “cartaz irresistível”, Paula cita: escala, complexidade, padrão, perspicácia, exuberância, tensão, força, lirismo, contenção e surpresa. A designer cita também a precisão tipográfica recorrente nos cartazes de Farkas.

Paula Scher entende do assunto. Professora, sócia do estúdio Pentagram, integrante de várias associações de designers profissionais nos Estados Unidos, ela começou a carreira com capas de discos para a CBS, trabalhou com identidade corporativa, material de promoção e embalagens para grandes empresas entre as quais Coca Cola e Bloomberg, e com comunicação institucional para museus de música, óperas, companhias de balé, teatro e orquestras. Criou a identidade visual do Public Theater de Nova York (um vídeo com imagens da indentidade visual do Public Teather você vê abaixo).

[blip.tv http://blip.tv/play/g610_cY9Ag%5D

Uma crítica à edição: o livro não traz as datas dos cartazes. Informação fundamental para estudantes e historiadores.

Acreditando na idéia

A linha do tempo “Keeping Faith with an Idea” sobre o projeto e a construção do Museu Guggenheim de Nova York concorre a prêmio no festival interativo South by Southwest (SXSW) Interactive Festival edição 2010 na categoria de projetos de arte.

A peça visual mostra documentos inéditos – segundo a curadoria do museu ; cartas, fotografias, depoimentos em áudio e vídeo e filmes da construção do prédio. O concurso tem ainda as categorias ativismo, comunidade, pesquisas educativas, experimental e música e o resultado sai em 14 de março.

Telegrama de Wrigth

Um sistema de votação online para apontar a escolha do público está disponível no site do prêmio em http://sxsw.com/node/4315.

A indicação faz todo sentido. Além de explorar bem – sem parafenálias e com elegância e fidelidade de estilo – o conteúdo do livro.

“The Guggenheim: Frank Lloyd Wright and the Making of the Modern Museum,” a peça tem boas proporções, bom dimensionamento de tipos, ocupa a tela e é leve para navegar. Preste atenção como a variação de tamanhos e famílias de letras entre as legendas, textos e demais títulos e textos se mantém a serviço da leiturabilidade e não de alguma idéia exterior. Os álbuns de imagens são expansíveis e leves. O conteúdo é bem roteirizado, seguindo de forma resumida as indicações presentes no livro.