Lixo: Modelo brasileiro de inclusão dos catadores é referência

Incluir nos processos de reciclagem de resíduos os trabalhadores informais que sempre trabalharam no garimpo dos lixões, sem registro, direitos mínimos, proteção à saúde e remuneração é diretriz da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), que o Brasil aprovou em 2010, depois de 21 anos de discussões e ajustes.

Nos dias 21 e 22 de maio, o Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem) apresentou o modelo brasileiro de cooperação com catadores de lixo num seminário internacional sobre coleta seletiva em Istambul, na Turquia.

O “International Seminar on the Impact of Street Collectors on Separate Collection” foi feito para promover a troca de experiências entre representantes de países com populações em situação de exclusão social na região dos Bálcãs: Albânia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Eslovênia, Grécia, Kosovo, Macedônia, Montenegro, Romênia, Sérvia e Turquia.

O Cempre é uma associação que trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância de reduzir, reutilizar e reciclar lixo por meio de programas de conscientização. Fundado em 1992, é mantido por contribuições de empresas como AmBev, Nivea, Braskem, Carrefour, Casas Bahia, Coca-Cola, Dell, HP, Johnson & Johnson, Klabin, Nestlé, Pão de Açucar, Procter & Gamble, Tetra Pak e Unilever.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/05/1635182-lixo-modelo-brasileiro-de-inclusao-dos-catadores-e-referencia.shtml

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Californiana Imperfect aposta em comida feia

A empresa californiana Imperfect Foods planeja entrar no mercado de frutas, legumes e verduras que são desperdiçados por não terem aparência perfeita. Para alavancar o negócio, pretende vender cestas desses produtos com desconto de 30% em comparação com os preços dos supermercados.

Com essa proposta, a empresa conseguiu arrecadar, em sistema de financiamento coletivo, os US$ 35 mil (cerca de R$ 107 mil) necessários para a construção de um armazém. A ideia é comprar os produtos de agricultores de várias regiões do Estado e começar as vendas nas cidades de Berkeley e Oakland, para clientes regulares e assinantes do serviço de entrega.

A nova empresa segue a onda que já tem história na Europa, entre cooperativas e iniciativas que buscam o lixo zero e combatem o desperdício de comida. “Gente bonita come fruta feia” é o lema da Fruta Feia, organização fundada no fim de 2013 em Portugal.

Todas as semanas o Fruta Feia recolhe nas hortas e pomares dos produtores associados os produtos pequenos, grandes ou disformes que eles não conseguem escoar. Com esse material, prepara cestas de dois tamanhos diferentes, com frutas e hortaliças da época para entregar aos consumidores de Lisboa e arredores.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/05/1632250-californiana-imperfect-aposta-em-comida-feia.shtml

Lixo: Contrabando de e-lixo gera lucro alto e contamina áreas pobres do planeta

A indústria eletrônica é uma das que mais cresce no mundo. Mas ela deixa marcas notáveis: por ano, são geradas até 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico a partir de computadores e telefones inteligentes. Até 2017, calcula-se que sejam atingidas as 50 milhões de toneladas.

Publicado na última segunda-feira (12), em Genebra, o relatório “Crimes e Riscos de resíduos”, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Pnuma, aponta que de 60% até 90% desse lixo eletrônico são comercializados ilegalmente em rotas de contrabando e no fim da linha podem acabar despejados no meio ambiente.

Em valores, esse mercado ilegal é avaliado entre US$ 12,5 e US$ 18,8 bilhões ao ano, seguindo a estimativa da Interpol, que calcula a tonelada de lixo eletrônico em torno de US$ 500.

Atualmente, Europa e América do Norte são os maiores produtores de lixo eletrônico. África e Ásia são os principais destinos de resíduos perigosos para aterros e para reciclagem. Na África, Gana e Nigéria estão entre os maiores recebedores, ao lado da Costa do Marfim e do Congo. Na Ásia, China, Hong Kong, Paquistão, Índia, Bangladesh e Vietnã recebem remessas ilegais de lixo eletrônico.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/05/1629297-lixo-contrabando-de-e-lixo-gera-lucro-alto-e-contamina-areas-pobres-do-planeta.shtml

Lixo: ‘Reverta’ une arte e ciência sobre resíduos em mostra na Oca

Um recipiente de capacidade para cem litros acomoda metalavras, papelavras, vidrolavras e plastilavras. No outro, ficam as organilavras. Com uma lista de materiais recicláveis separados entre secos e molhados, a artista Lenora de Barros organizou suas palavras e memórias em grupos e com eles criou roteiros poéticos e matizes sonoras para a performance vocal “Revirando o lixo”, em que os sons vocalizados por ela emanam de latas de lixo.

Lenora é uma das vinte artistas que participam da exposição “Reverta, um extraordinário percurso artístico e educativo pelo universo dos resíduos”, que abre dia 16 de maio na Oca, Ibirapuera, em São Paulo, e fica até 5 de julho em cartaz. “Cada lixo tem uma história”, diz a artista.

“Quisemos trazer para a mostra objetos e imagens que aparentemente não têm mais lugar no mundo”, conta Marcio Debellian, cineasta e produtor de espetáculos de música e poesia, que divide com Paulo Mendel a curadoria artística. Memórias, sinais da passagem do tempo e natureza são temas que se entrecruzam.

Assim, o painel “Vam’bora”, de Jac Leirner, traz em sequência e em escala cromática “peças do passado”, que não fazem mais sentido, pois anunciam algo que já se foi, e Marilá Dardot usa sobras de papel de livros de arte em sua instalação “As coisas estão no Mundo”.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/05/1626267-lixo-reverta-une-arte-e-ciencia-sobre-residuos-em-mostra-na-oca.shtml

Cadeira feita de resíduos faz sucesso no Salão de Design de Milão

Uma linha com cadeiras e bancos com assentos feitos de resíduos de material industrial foi um dos destaques do Salão Internacional do Móvel de Milão, entre 14 e 19 de abril.

Desenhada pelo britânico Jasper Morrison para a empresa norte-americana Emeco, a coleção Alfi tem as conchas feitas de polipropileno combinado com fibra de madeira, ambos de reaproveitamento. As bases são de madeira certificada e são trabalhadas por artesãos de uma comunidade Amish nos Estados Unidos.

As formas foram inspiradas nas cadeiras de junco usadas em áreas externas dos cafés parisienses, com costas arredondadas e assentos lisos.

É mais um produto da Emeco destinado a consumo de massa. A empresa, fundada nos anos 1940 para desenvolver mobiliário para navios militares, é a dona da patente da cadeira 1006, um ícone do design americano, usada em repartições públicas, hospitais e até em prisões, pela sua durabilidade e resistência à umidade.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/05/1623551-lixo-assento-feito-de-residuos-faz-sucesso-no-salao-de-design-de-milao.shtml