Desenhos de Vincenzo Scarpellini

“Quaderni di Viaggio de Vincenzo Scarpellini” traz 90 desenhos, feitos a lápis, com guache e carvão, durante as viagens do autor à Amazõnia, ao Pantanal, ao Rio, passeios por São Paulo, na África do Sul, no Caribe e por Nova York.

A mostra abre sábado, 24, na Caixa Cultural, com curadoria de Jorge Coli e organização de Claudia Marques, e é homenagem ao designer e artista, morto julho de 2006, aos 41 anos.

Vincenzo nasceu na Itália e lá se formou em jornalismo e design. Mudou-se para o Brasil em 1996.

Parte dos desenhos da exposição foi publicada no caderno de turismo da Folha de S. Paulo, onde Vincenzo trabalhou como ilustrador e diretor de arte.

Na Folha, Vincenzo foi responsável pelo projeto gráfico de 2000.

Em livros impressos, ilustrou “A Turma do Ponto” e “A Invasão dos Sons Espaciais”, junto com a escritora Mônica Costa.

No dia 27, 19h, Coli fará palestra sobre o autor no auditório do 6º andar do prédio da Caixa. As inscrições devem ser feitas por telefone 55 11 33214400.

Para o UOL, Vincenzo produziu a história de Papelzinho, um menino de papel, em colaboração com a designer gráfica Leticia Moura.

As imagens deste post são da história de Papelzinho, que vale a pena conhecer.

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Concretos

Arte para as tintas CIL, de Willys de Castro

Abre neste sábado, 24, 11h, e fica até 8 de março a mostra “Diálogo concreto – Design e construtivismo no Brasil”, na Caixa Cultural, praça da Sé, 111, zona central de São Paulo.

Cartaz de Antonio Maluf para a Bienal de 1951

A exposição mostra obras de arte e design dos artistas ligados ao concretismo e neoconcretismo no Brasil nas décadas de 1950 e 1960. Trabalhos de Abraham Palatnik, Alexandre Wollner, Almir Mavigner, Aluisio Carvão, Amilcar de Castro, Antonio Maluf, Geraldo de Barros, Lygia Clark, Lygia Pape, Mary Vieira e Willys de Castro estão na mostra.

Cartaz de Alexandre Wollner para a Bienal de 1957

A entrada é franca. Mais informações (11) 3321-4400 ou no site.

O bom robô

Morreu no domingo, 18, o ator americano Bob May, que vestia e operava o robô B9, o Blinky, da série “Perdidos no Espaço”.

Segundo notícia da AP, May dizia que se sentia bem dentro da fantasia de robô e que ela era seu lar fora de casa.

O ator podia ver por dentro da roupa e operava os movimentos dos braços, subida e descida do pescoço -como forma de expressar os sentimentos de apreço ou decepção.

Uma das grandes sacadas do projeto, de 1965, era a bolha de acrílico da cabeça do robô. O diretor de arte Robert Kinoshita, que trabalhara antes de entrar para o cinema e a TV numa fábrica que produzia armamentos, tinha experiência com o material.

Kinoshita com alguns robôs

Eu era fascinada por esse robô quando era criança – assim como um monte de gente – e passi muitas tardes tentando reproduzir todos os botões de comando, as antenas, as luzes, os braços articulados e os ganchos das mãos. Não guardei nenhum dos meus desenhos.

Mas achei e seguem aqui fotos e croquis da máquina amiga, tão bem desenhada pelo criador deste e de vários robôs, o gênio Robert Kinoshita.

Croquis de Kinoshita

As imagens do post são do site Robot Builders Club

Muxarabis, lustres pendentes e super adobe

Inaugurado neste início de janeiro, o Dalva e Dito, restaurante de comida brasileira do chef Alex Atala nos Jardins, em São Paulo, foi projetado e decorado por Marcelo Rosenbaum.

O espaço é grande, aberto. Tem referências de várias épocas. O resultado é cenográfico. Apesar de cheio de detalhes e objetos, o interior remete às amplas casas de fazenda, como forros altos. Evoca imagens históricas das construções do Brasil.

O mobiliário é bem escolhido, com cadeiras de palhinha e mesas com assoalho, piso de ladrilhos hidráulicos bem feito. Mas o que mais me chamou a atenção foram os enormes muxarabis, a instalação feita com lustres pendentes e as paredes de terra.

Os muxarabis, treliças de madeira, “fecham” cobertura e laterais de uma área grande em formato de caixa que se acopla ao prédio principal.

Assim como os muxarabis originais, de tradição árabe, que eram usados nos balcões que se projetavam das fachadas lisas das casas. O uso estrutural do muxarabi é muito bem feito no novo espaço.

Herança dos árabes, essas treliças passaram por Portugal e foram incorporados ao modo colonial brasileiro também em balcões, deixando entrar o vento fresco, proporcionando sombras rendilhadas e escondendo o interior das casas. Os balcões foram erradicados no século 19 e a partir dos anos 1950 os muxarabis foram revividos pelos arquitetos modernos em elementos bidimensionais, como janelas e portas.

Os lustres “genéricos” foram montados com hastes – como as pendant lamps da Bauhaus – de tamanhos variados, numa espécie de cortina luminosa. Os formatos são aqueles inspirados em linhas art deco, que se viam costumeiramente nas casas dos centros urbanos a partir dos anos 1940.

As paredes do restaurante foram feitas de super adobe, material/técnica de construção com terra. Na construção com super adobe, sacos cheios de terra são sobrepostos para erguer as paredes. Para as aberturas de portas e janelas, são colocados moldes nos formatos adequados.

No restaurante, há uma parte da parede, numa área próxima da escada que leva ao bar, com uma abertura que exibe o modo de construção com os resíduos dos sacos usados para moldar a terra.

O sistema de super adobe foi inventado nos anos 1980 pelo arquiteto iraniano Nader Khalili para a Nasa. Se você quer ver desenhos ilustrativos, dê uma olhada no site How Stuff Works.

As fotos desta página foram tiradas do blog do Rosenbaum. São de Douglas Garcia e Cassio Vasconcellos.

Insetos imaginários

A designer japonesa Sayaka Yamamoto se formou em design de jóias no Japão. Em 2008, acabou seus estudos na Design Academy de Eindhoven.

As imagens desta página, vindas da Deezen, são do projeto gráfico Pequenos Milagres – Insetos Imaginários da Cozinha.

Sakaya se inspirou nos insetos que habitavam sua infância real e imaginária na casa dos pais, no interior do Japão.

Sayaka divide com Boaz Cohen os projetos da BCXSY.

Arquitetura de vestir no Design Museum

A mais extensa mostra sobre Hussein Chalayan no Reino Unido será inaugurada em 23 de janeiro no Design Museum de Londres. Chalayan recebeu nominação de designer do ano em 2008 pelo museu.

Trabalhos como as roupas iluminadas por LEDs e cristais e as suas peças que são consideradas como “arquitetura” ou “mobiliário” de vestir serão mostrados.

Coleções de vários anos, curtas-metragens e projetos artísticos também farão parte da mostra.

Chalayan é considerado um dos mais inovadores pesquisadores do design contemporâneo, por pesquisar e produzir na fronteira entre moda e as demais artes aplicadas e tecnológicas.