Rio e SP implantam máquinas que trocam recicláveis por bilhetes e bônus

Duas novas iniciativas, no Rio e em São Paulo, testam o potencial de engajamento da população na troca de recicláveis por benefícios como bilhetes de transporte público e descontos.

No Rio, latas, garrafas e embalagens vazias valem passagens no sistema de ônibus BRT.

Na estação Alvorada, na Barra da Tijuca, há uma máquina instalada desde o último dia 19 de outubro. Para ter um bilhete, o usuário se cadastra com seu CPF e entrega latas de alumínio de até 500 ml, garrafas PET de até três litros e embalagens de qualquer produto da Natura, que patrocina a iniciativa.

O projeto faz parte do programa Mobilidade Reciclada, do coletivo Benfeitoria, em parceria com a prefeitura.

Em São Paulo, a Retorna Machine foi instalada na estação Sé do Metrô no fim de setembro para receber garrafas PET e latas de alumínio e retribuir com pontos, que podem ser trocados por recarga no Bilhete Único, descontos na conta de luz e na compra de livros. Quem quiser experimentar tem de abrir uma conta na máquina, no site ou no aplicativo, produzidos pela Triciclo Soluções Sustentáveis.

http://folha.com/no1700361

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Ypê e Natura se destacam por ações de preservação e conquistam voto verde

Maior interação com o consumidor e o reforço das ações ligadas à proteção da natureza podem ter contribuído para Ypê e Natura continuarem no pódio do Top of Mind. Desde que a categoria Meio Ambiente foi criada em 2007, as duas lideram a lista.

A marca de limpeza e higiene corporal Ypê oscilou de 3% para 7% em relação a 2014. Já a indústria cosmética e de produtos de higiene Natura foi de 4% para 5%. Elas estão empatadas, de acordo com a margem de erro da pesquisa.

Como em 2014 —o mais alto índice até então—, 64% dos entrevistados não citaram nenhuma marca ao Datafolha.

Sorteios de casa, bicicletas e smartphones da promoção “Vale mais cuidar”, criada pela Ypê, podem ter ajudado na divulgação da marca. Iniciada em julho, a campanha dobra as chances de participantes que enviarem vídeos ou fotos mostrando como economizam água, luz ou reciclam lixo.

Cinthia Hax, gerente corporativa de meio ambiente da Ypê, diz que eles reforçaram a estratégia de comunicação nas redes sociais.

Referência de reutilização de água de chuva em suas cinco fábricas, a Ypê lançou duas novas versões de produtos concentrados, um detergente e um amaciante, que utilizam menos água na produção. E continua com o programa Ypê Floresta em parceira com a SOS Mata Atlântica para o replantio de árvores —550 mil mudas de espécies nativas foram plantadas nas regiões de Campinas e Itu (interior de São Paulo).

A Natura continua a associar sua marca a ações ambientais. Em setembro, venceu o prêmio Campeões da Terra 2015, na categoria Visão Empresarial, da ONU. No último ano, lançou nova linha de Ekos que utiliza a ucuuba, semente natural da Amazônia. A espécie está ameaçada de extinção, e o uso da semente como matéria-prima evita o desmatamento.

Luciana Villa Nova, gerente de sustentabilidade da Natura, considera que a empresa também chegou mais perto dos consumidores com seus consultores digitais —vendedores on-line que são treinados e dão conselhos sobre os produtos aos clientes. Implantado em agosto de 2014, o programa tem 1.500 vendedores

 

http://www1.folha.uol.com.br/topofmind/2015/10/1696662-ype-e-natura-se-destacam-por-acoes-de-preservacao-e-conquistam-voto-verde.shtml

Mapa colaborativo quer proteger árvores e incentivar plantio

Construir um mapa das árvores locais com características e cuidados para sua manutenção é vital para recuperar o verde nas cidades. Essa é a tese do projeto Viva Floresta. Para possibilitar um trabalho colaborativo nessa direção, a empresa lançou um aplicativo para celular e site de cadastro das árvores nativas da Mata Atlântica na Grande São Paulo.

Já disponível para celulares com Android e para iPhone, o aplicativo está construindo, de maneira coletiva, um banco de dados aberto sobre as árvores urbanas. O projeto foi apresentado em setembro último durante a TED São Paulo – Futuro Melhor. TEDs são eventos que reúnem pessoas para compartilhar experiências interessantes em séries de palestras breves.

“A missão do Viva Floresta é transformar cada pessoa em um plantador de árvores. Plantar árvores na verdade é muito fácil, a natureza já desenvolveu esse software há milhões de anos. A maior parte das sementes brota. Tudo que você precisa é saber que espécie é aquela, colocar na terra e regar uma vez por dia”, diz o jornalista Ricardo Anderáos, idealizador do projeto.

http://folha.com/no1697482

Lixo: Livro reúne artigos sobre design, resíduos e trabalho de catadores

“O apetite do mundo contemporâneo pelo consumo gerou expressivo crescimento na busca por matéria, energia e também a vertiginosa produção de descarte, em todas as escalas: individual, local, nacional e global. Esse material descartado tornou-se elemento básico do repertório de subsistência de parcela significativa de populações excluídas –moradores de rua e catadores de recicláveis”.

O texto é da professora Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, titular de design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), e está na introdução do livro “Design, Resíduo & Dignidade”, que será lançado na terça-feira (21) no Museu da Casa Brasileira, 19h30, em São Paulo.

Maria Cecilia Loschiavo dos Santos coordenou a publicação, que reúne um time de 35 autores de peso de quatro países, atuantes em instituições acadêmicas, organizações públicas e privadas.
http://www1.folha.uol.com.br/co…s-e-trabalho-de-catadores.shtml

Cidades Comestíveis une pessoas e locais para criar hortas urbanas

Uma plataforma interativa, alimentada por meio de um site e aplicativos para celulares, é a ferramenta do projeto Cidades Comestíveis para fomentar as hortas urbanas em São Paulo.

Através das informações inseridas pelos usuários, o sistema mapeia áreas ociosas da cidade, públicas ou privadas, que poderiam virar hortas, e os recursos que cada pessoa pretende compartilhar para esse objetivo. Cria, assim, as conexões entre disponibilidades e necessidades em cada local e favorece o trabalho coletivo para cultivar hortaliças, temperos ou ervas medicinais no espaço urbano.

A ideia do Cidades Comestíveis nasceu no Movimento Urbano de Agroecologia (MUDA) para promover a agricultura urbana. O site foi lançado em julho e o aplicativo para celulares com sistema Androide, em agosto. Há três semanas, o projeto ganhou a versão que roda em iPhone e está com todos os canais abertos para captar informações e agilizar a empreitada verde.

Ao se cadastrar, o interessado pode incluir sua disponibilidade para trabalhar e recursos que pode oferecer como insumos, conhecimento e ferramentas, ou incluir terrenos e iniciativas que conheça. No mapa da cidade, aparecem localizadas como um ícone do projeto as hortas já implantadas, como a do Centro Cultural São Paulo, a Horta do Ciclista, a da Vila Pompeia e a Horta das Flores. Com um símbolo de um pin em branco, estão as áreas que os usuários indicaram como passíveis de receber hortas.

http://folha.com/no1694682

Trato de águas subterrâneas é urgente e pode aumentar oferta hídrica

Na mesma semana em que o grupo Aliança pela Água divulgou que em todas as regiões da capital paulista há ocorrências diárias de falta de água, especialistas reunidos em um congresso discutiram a necessidade de tratamento das águas subterrâneas para aumentar a oferta hídrica.

Na segunda (5), representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal e da Agência Nacional de Águas (ANA) debateram na Assembleia Legislativa de São Paulo a crise da água e conheceram os resultados do levantamento do ‘Tá faltando Água’, aplicativo lançado em setembro pela Aliança. Segundo a compilação, há mais de 400 ocorrências por dia em todo o Estado de São Paulo. Capital, Guarulhos e Santo André são as campeãs de notificações de falta de água.

Realizado nos dias 5 e 6, o Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo debateu soluções para evitar e remediar a contaminação das águas subterrâneas no país. Essas águas formam os rios e são vitais para o abastecimento.

http://folha.com/no1691990

Lixões custam R$ 1,5 bi/ano ao sistema de saúde do país, diz estudo

Cerca de 75 milhões de brasileiros usam, provavelmente sem saber, os 3.000 lixões ou aterros inadequados ativos no país. E são afetados pelos danos ambientais causados por eles: contaminação do ar, da água, do solo, da fauna e da flora por substâncias tóxicas e cancerígenas. Um novo estudo fez a conta do impacto do problema no sistema de saúde do país: R$ 1,5 bilhão por ano.

Os gastos incluem os tratamentos de saúde, as perdas de dias de trabalho por afastamento médico e a remediação de danos ambientais.

Se o lobby pela prorrogação do prazo do fim dos lixões conseguir vencer a batalha e eles se mantiverem abertos como hoje, em cinco anos o custo chegará a US$ 1,85 bilhão (R$ 7,4 bilhões).

A contaminação provocada por esses depósitos irregulares não atinge apenas moradores das proximidades, trabalhadores de limpeza urbana e catadores de materiais recicláveis, embora sejam estes os grupos com mais risco, por causa do contato direto.

http://folha.com/no1689170