A sustentabilidade nada mais é que o rigoroso respeito ao bom senso. É assim que o arquiteto chileno Alejandro Aravena se refere ao tema em suas aulas, apresentações e entrevistas.
Na habitação social popular, esse bom senso resulta do uso eficiente do terreno, levando em conta as restrições de dinheiro e tempo, de forma a usar a carência de recursos e as precariedades dadas como filtros contra o supérfluo, aproveitar recursos locais, e não inovar se as soluções à mão ainda fizerem sentido.
Aravena, 48, foi nomeado na última quarta (13) com vencedor do prêmio Pritzker, o mais alto título da arquitetura. Ex-professor da escola de design de Harvard e membro do Conselho do Programa Cidades do London School of Economics desde 2011, ele é também o curador deste ano da Bienal de Arquitetura de Veneza, o mais importante encontro e fórum de debates internacional sobre arquitetura, que acontece de maio a novembro na cidade italiana.
Na atribuição do prêmio, Tom Pritzker disse que o trabalho de Aravena “dá oportunidade econômica aos mais necessitados, atenua os efeitos dos desastres naturais, reduz o consumo de energia, e fornece espaço público acolhedor (), mostrando que a boa arquitetura pode melhorar a vida das pessoas.”
Seu projeto mais sustentável do ponto de vista energético e que exemplifica esse bom senso é de 2013, um Centro de Inovação, em Santiago do Chile. O objetivo era conseguir um ambiente adequado para a geração de conhecimento.