Manifesto quer pacto com agronegócio para salvar cerrado

O desmatamento causado pela expansão do agronegócio coloca em risco o chamado berço das águas do Brasil. O cerrado, que abriga nascentes de oito das 12 regiões hidrográficas do país, como as do Amazonas/Tocantins, São Francisco e Prata, e os aquíferos do Guarani, Bambuí e Urucuia, já perdeu cerca de 50% de sua área original.

Estudos apontam que os rios tiveram sua vazão diminuída após a conversão de áreas nativas em lavouras e pastagens. As taxas de desmatamento do bioma têm superado as da Amazônia nos últimos dez anos e que esse ritmo de destruição torna a região um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/09/1920920-manifesto-quer-pacto-com-agronegocio-para-salvar-cerrado.shtml

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Brasil destrói ambiente e ataca sua proteção legal

Nos dias que antecedem o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, más notícias para o ambiente e sua proteção legal no Brasil.

O aumento do desmatamento foi revelado com a edição do novo Atlas da Mata Atlântica, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, com dados publicados pela Folha na segunda (29).

Foram destruídos 291 km quadrados de florestas do bioma entre 2015 e 2016, crescimento de 57,7% em relação ao período anterior. Há 10 anos o Atlas não registrava desmatamentos dessa ordem. Bahia, Minas, Paraná e Piauí lideram o ranking de desmatadores.

A destruição das proteções legais do meio ambiente avançou na quarta (31), quando o Senado reaprovou a Medida Provisória 759, que dispõe sobre a regularização fundiária rural e urbana. Apelidada “MP da Grilagem”, ela segue para sanção presidencial.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/06/1889536-brasil-destroi-ambiente-e-ataca-sua-protecao-legal.shtml

SOS Mata Atlântica faz 30 anos e quer engajar contra desmatamento

Colocar a Mata Atlântica no vocabulário comum, na Constituição, nos mapas, nas leis municipais e sob monitoramento sistemático e transparente. Todas essas ações importantes tiveram a participação fundamental da SOS Mata Atlântica, fundação que completou 30 anos na última quarta-feira (21). De abrangência global, a defesa desse bioma com seus rios e áreas verdes tem bases na política municipal, que renova seus quadros em poucos dias.

A Mata Atlântica toma a costa do país e atinge também áreas da Argentina e do Paraguai.  Originalmente abrangia 1.309.736 km² no território brasileiro —o país tem 8.516.000 km². Restam 8,5 % de remanescentes florestais acima de 100 hectares. Somados os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, existem atualmente 12,5% do território original. A Mata Atlântica é um dos 34 pontos críticos mundiais para conservação da biodiversidade e parte de sua área é considerada reserva da biosfera
pela Unesco.

Em números, os programas de restauração florestal da SOS plantaram nos seus 30 anos de atuação 36 milhões de mudas de espécies nativas, com a recuperação de 21 mil hectares, ou 210 km², o que equivale à área da cidade de Recife (PE). A Fundação apoia 500 reservas particulares e 38 unidades de conservação, que atuam na proteção de 2 milhões de hectares em zonas marinhas e costeiras, e mobiliza mais de 4,5 mil voluntários em suas ações.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/09/1816034-sos-mata-atlantica-faz-30-anos-e-quer-engajar-contra-desmatamento.shtml