Relix amplia rede com mais bikes coletoras em PE

O Relix, plataforma que une atividades culturais, educativas e de tecnologia em ações em prol da reciclagem, vai entregar mais 50 bikes coletoras de materiais -as Ciclolix- para cooperativas de catadores de Pernambuco.

As bikes substituem as carroças movidas a tração humana. Elas facilitam a catação, podem transportar até meia tonelada, têm amassadores de latinhas e garrafas PET e sinalização de segurança. Diminuem a carga física do trabalho e dão mais visibilidade aos catadores, que recebem também chapéus, luvas e camisetas com sinalização.

O projeto Relix começou em 2014. Para a Ciclolix, foi criado um protótipo com sugestões feitas pelos catadores, num processo coletivo de criação e validação das adaptações nas carrocerias de metal, no número de bancos e itens de segurança.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/11/1934267-relix-amplia-rede-com-mais-bikes-coletoras-em-pe.shtml

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Pimp my Carroça: cinco anos de rua com os catadores

A morte do catador de recicláveis Ricardo, pela Polícia Militar, na quarta-feira, 12 de julho, chocou o bairro de Pinheiros, em São Paulo. Pela internet, vídeos e fotos da comoção causada pela morte se espalharam.

Foi ato de extrema violência, com cara de execução, pelos tiros seguidos depois que ele havia caído no chão, segundo relatos de testemunhas, e da manipulação no local do crime pelos policiais, já apontada pela Ouvidoria da PM.

A Secretaria da Segurança Pública de SP afirmou que afastou esses policiais “do trabalho nas ruas” e que foi instaurado inquérito com acompanhamento pela Corregedoria da Polícia.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/07/1901174-pimp-my-carroca-cinco-anos-de-rua-com-os-catadores.shtml

Cidade linda, sem catadores, é lixo

A frase acima virou slogan dos catadores de materiais recicláveis de São Paulo, após uma investida contra duas cooperativas do centro. No sábado, 1º de abril, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) tentou fechar a CooperGlicério (Cooperativa de Catadores da Baixada do Glicério) e a Associação de Catadores Nova Glicério.

As duas ficam embaixo do viaduto que liga o minhocão à Radial Leste. A área é usada para recolhimento de recicláveis desde 2006 e as cooperativas funcionam ali desde 2009. Elas reúnem 120 catadores. Segundo o Movimento Nacional dos Catadores (MNCR), o local foi cedido na prefeitura de Gilberto Kassab (2006-2012).

O governo João Doria (PSDB) alega falta de documentação para uso do espaço. Os catadores não saíram do local e pediram reanálise do caso. Conseguiram uma reunião com representantes da subprefeitura da Sé, que foi realizada na terça (4) e para a qual foram acompanhados pela Defensoria Pública federal. Nada foi concluído. Foi marcada uma nova data para seguir com a conversa para o dia 11.

Mais en: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/04/1873505-cidade-linda-sem-catadores-e-lixo.shtml

Com catadores remunerados, SP quer universalizar a seletiva neste semestre

Os catadores de material reciclável vão participar formalmente, com remuneração e de maneira mais intensa nos serviços de limpeza pública em São Paulo.

Através de novos acordos firmados com a Prefeitura, eles serão responsáveis por parte da coleta seletiva de porta a porta,num processo em três etapas, que terá início em 22 de fevereiro e deve estar concluído até 18 de abril.

A partir desta data, segundo o cronograma divulgado pela Prefeitura, a seletiva de recicláveis estará iniciada em todos os bairros. Estão previstos períodos de divulgação de cinco dias para cada grupo de bairros incluídos, na semana que antecede o começo da operação.

Atualmente há cerca de mil catadores cooperados em convênios com a Prefeitura e São Paulo recicla cerca de 2,5% do que é recolhido na coleta domiciliar. Esses materiais são processados por duas centrais mecanizadas e por 21 cooperativas. A coleta seletiva chega a 85 dos 96 distritos da cidade, sendo que em 46 deles todas as ruas são atingidas, em 39 deles o serviço não é extensivo a todas as ruas e em 11 distritos não há seletiva.

http://folha.com/no1734740

Lixo: Modelo brasileiro de inclusão dos catadores é referência

Incluir nos processos de reciclagem de resíduos os trabalhadores informais que sempre trabalharam no garimpo dos lixões, sem registro, direitos mínimos, proteção à saúde e remuneração é diretriz da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), que o Brasil aprovou em 2010, depois de 21 anos de discussões e ajustes.

Nos dias 21 e 22 de maio, o Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem) apresentou o modelo brasileiro de cooperação com catadores de lixo num seminário internacional sobre coleta seletiva em Istambul, na Turquia.

O “International Seminar on the Impact of Street Collectors on Separate Collection” foi feito para promover a troca de experiências entre representantes de países com populações em situação de exclusão social na região dos Bálcãs: Albânia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Eslovênia, Grécia, Kosovo, Macedônia, Montenegro, Romênia, Sérvia e Turquia.

O Cempre é uma associação que trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância de reduzir, reutilizar e reciclar lixo por meio de programas de conscientização. Fundado em 1992, é mantido por contribuições de empresas como AmBev, Nivea, Braskem, Carrefour, Casas Bahia, Coca-Cola, Dell, HP, Johnson & Johnson, Klabin, Nestlé, Pão de Açucar, Procter & Gamble, Tetra Pak e Unilever.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/05/1635182-lixo-modelo-brasileiro-de-inclusao-dos-catadores-e-referencia.shtml

Lixo: Grupo planeja implantação das bicicletas coletoras Ciclolix em SP

Um projeto que dá bicicletas coletoras -as Ciclolix-, visibilidade e reconhecimento para catadores de resíduos, amplia a comunicação da população com os agentes ambientais e faz espetáculos educativos incentivando a reciclagem deve chegar a São Paulo nos próximos meses.

A idealizadora do Relix, programa já experimentado em Recife (PE), onde foi lançado em setembro de 2014, esteve na cidade para apresentá-lo ao prefeito Fernando Haddad (PT), ao novo secretário de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy, e a um grupo de especialistas da área de resíduos.

O Relix é “um conjunto de ações que une arte, educação e tecnologia e que tem a meta do lixo zero”, segundo sua idealizadora, Lina Rosa Vieira. “Não dá para reverter a situação atual do lixo e do desperdício sem envolver toda a população”, diz.

Para adaptá-lo a São Paulo, o grupo Relix fará uma avaliação geográfica, logística e de recursos humanos na cidade. Uma das ideias é integrar as Ciclolix à rota que leva às centrais mecanizadas de reciclagem inauguradas no ano passado, para que as bikes ajudem a aumentar o fluxo de resíduos processados ali. A largura da Ciclolix também deve ser reduzida, para que ele possacircular nas ciclovias.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/02/1589461-lixo-grupo-planeja-implantacao-das-bicicletas-coletoras-ciclolix-em-sp.shtml

Lixo: Livro reúne artigos sobre design, resíduos e trabalho de catadores

“O apetite do mundo contemporâneo pelo consumo gerou expressivo crescimento na busca por matéria, energia e também a vertiginosa produção de descarte, em todas as escalas: individual, local, nacional e global. Esse material descartado tornou-se elemento básico do repertório de subsistência de parcela significativa de populações excluídas –moradores de rua e catadores de recicláveis”.

O texto é da professora Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, titular de design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), e está na introdução do livro “Design, Resíduo & Dignidade”, que será lançado na terça-feira (21) no Museu da Casa Brasileira, 19h30, em São Paulo.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1535387-lixo-livro-reune-artigos-sobre-design-residuos-e-trabalho-de-catadores.shtml