Em 6 anos, Eletropaulo deu R$ 785 mil de bônus por recicláveis

Programa de troca de resíduos por descontos de energia existe há mais de uma década
no país.

A promessa de desconto na conta de luz mobilizou 5.000 consumidores da companhia de energia de São Paulo em 2017. Mil toneladas de recicláveis foram entregues à Eletropaulo no ano passado para a obtenção de bônus, segundo a empresa.

Desde o início da operação do projeto Recicle Mais, Pague Menos, em 2013, que troca papel, plástico, vidro e pacotes TetraPak por bônus na conta de energia, foram encaminhadas 6.000 toneladas de resíduos e a contrapartida aos consumidores foi de R$ 785 mil em descontos.

A empresa mantém 13 pontos de coleta e 15 máquinas que recebem latinhas, garrafas PET e vidro em estações da linha 4-amarela do metrô e em outros pontos de trânsito de pessoas em cidades como São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Itapevi, Barueri e Carapicuíba.

Mais em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2018/05/em-6-anos-eletropaulo-deu-r-785-mil-de-bonus-por-reciclaveis.shtml

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Ilha de Porto Belo, em SC, caça bitucas dos turistas

Ação recolheu 2.700 bitucas, que serão usadas em ações de sustentabilidade.

Depois de banir a venda de garrafas de vidro (2002), cigarros (2007), balões de borracha e canudos (2016), a Ilha de Porto Belo, em Santa Catarina, resolveu atacar as bitucas.

Em dezembro passado, foram instaladas 16 bituqueiras, colocadas faixas adesivas em cadeiras e mesas de praia, e os turistas são recebidos com cartazes com o lema Bitucas não são sementes.

Considerando os primeiros resultados, a campanha está conquistando adeptos. Na primeira coleta, foram recolhidas 2.717 bitucas, sendo que 30,62% estavam fora das bituqueiras. Na segunda coleta, foram 2,058, sendo que 25,46% estavam dispersas na praia. Os administradores estão guardando o material para usar em aulas sobre sustentabilidade e depois dar uma destinação adequada.

Mais em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2018/02/ilha-de-porto-belo-em-sc-caca-bitucas-dos-turistas.shtml

Reciclagem de embalagens chega a 29% no país, diz relatório

O índice de reciclagem de resíduos de papel, plástico e alumínio chegou a 29% no país, segundo relatório elaborado pela Coalizão Embalagens e entregue na última terça (28) ao Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Não estão incluídas embalagens de vidros e nem de aço, sobre as quais não se tem estatística nacional.

O documento é um balanço da primeira fase do Acordo Setorial de Embalagens, assinado no final de 2015 e que regulamenta as ações das empresas que fabricam, importam, distribuem e comercializam embalagens em relação às metas da Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

Uma das determinações da PNRS é a logística reversa, que determina que as empresas, consumidores e o poder público possuem responsabilidade compartilhada pelos resíduos resultantes do pós-consumo dos produtos. Para viabilizar essas atividades, são  necessários acordos e sistemas.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/12/1939664-reciclagem-de-embalagens-chega-a-29-no-pais-diz-relatorio.shtml

Campanha de reciclagem ‘Separe. Não Pare’ será lançada dia 28

“Separe. Não Pare. Um movimento que começa e não pode parar”. Esse é o mote de uma nova campanha nacional de informação e mobilização pela separação e pelo descarte correto dos resíduos domésticos. Ela será lançada na próxima segunda (28) em Brasília. O foco é o consumidor.

A campanha foi organizada e desenvolvida pelas empresas signatárias do acordo setorial de embalagens, reunidas no grupo Coalizão, em associação com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente).

O acordo setorial, que é previsto na lei brasileira dos resíduos sólidos e regulamenta o fluxo das embalagens pós-consumo, prevê como meta para o setor reduzir em 22% a quantidade de embalagens encaminhadas para aterros sanitários no Brasil, até 2018. Reduzir o que vai para aterro significa reciclar. Para reciclar, é preciso que o consumidor separe, as empresas providenciem a forma e os meios para receber de volta e a indústria reabsorva ou absorva esses materiais.

O engajamento da população é fundamental para dar o pontapé inicial, decisivo, separando corretamente em casa os materiais após o consumo.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/08/1912864-campanha-de-reciclagem-separe-nao-pare-sera-lancada-dia-28.shtml

Grupo de consumidores entrega garrafas usadas para produtores

Na manhã da quinta-feira, 3 de agosto, Carolina Tarrio, Thais Mauad e Nina Furukawa partiram para a ação. Elas foram até uma fábrica de leite entregar 365 garrafas de plástico vazias. Era a quantidade equivalente a um ano de consumo diário da casa de Carolina, que mora com o marido e com dois filhos. Juntos, os recipientes formaram dois sacos com cerca de 1 metro cúbico cada um.

Entregaram também uma carta, assinada por 157 compradores da marca. “Somos um grupo de consumidores satisfeitos com o produto de vocês: o leite da fazenda Bela Vista. Estamos, porém, profundamente infelizes e insatisfeitos com o tipo de embalagem utilizada para entregá-lo: garrafas plásticas”, diz a carta.

“Quando se busca preservar o planeta, consumir de modo consciente e seguir a legislação () vemos que a empresa deixa muito a desejar.” E prossegue: “por mais que as garrafas sejam recicláveis, por mais que se tente utilizá-las para outros fins, trata-se de um impacto ambiental fenomenal, que deve ser endereçado pela empresa de modo responsável e urgentemente”.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/08/1907073-grupo-de-consumidores-entrega-garrafas-usadas-para-produtores.shtml

Revolução dos Baldinhos faz 7 anos, dá frutos e vai virar cartilha

Em outubro de 2008, uma infestação de ratos atingiu a área de Chico Mendes, no bairro de Monte Cristo, na região continental de Florianópolis, e duas pessoas morreram. Os moradores perceberam que para impedir o avanço da praga e uma epidemia era preciso acabar com a comida disponível para os bichos, o que significava dar fim ao lixo que tomava conta das ruas e terrenos.

Três meses depois, em janeiro de 2009, com o apoio do Cepagro (Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo), uma ONG que já atuava na escola local ensinando a fazer horta, começava a acontecer a Revolução dos Baldinhos, um movimento comunitário de compostagem de resíduos orgânicos. Seis meses depois, já eram 95 famílias envolvidas no projeto.

Como sempre, tudo começou com a separação do lixo na fonte. Participantes do projeto iam de casa em casa explicando como fazer. Os baldinhos de plástico eram distribuídos para que os moradores recolhessem neles os restos de comida das casas e levassem para postos de coleta. Duas vezes por semana, os restos de alimentos eram levados desses postos de coleta para a área de compostagem, numa escola do bairro, onde estudantes e agentes ambientais cuidavam de fazer o composto.

Sete anos depois do início, a iniciativa se mantém viva, com o mesmo sistema de separação e o mesmo fluxo, graças ao ativismo das membros da comunidade e apesar da falta de apoio econômico da prefeitura da cidade. O grupo comunitário vende os excedentes de compostos e biofertilizantes obtidos na compostagem. Reivindicam uma área de 5.000 metros quadrados para instalar uma ecopraça para pomar, horta e mais espaço de compostagem.

http://folha.com/no1743555

Lixo: Na França, lei proíbe desperdício de comida nos supermercados

Aprovada no ano passado, passou a valer recentemente na França uma lei que proíbe que os supermercados joguem fora ou destruam comidas não vendidas. Isso inclui os itens que estiverem com data de vencimento próxima.

O excedente deve ser doado para bancos de alimentos e organizações de assistência a populações carentes. Os gestores de supermercados de médio e grande porte (lojas com mais de 400 metros quadrados) têm de assinar um compromisso de doação para essas instituições sob pena de multa.

As organizações que recebem as doações são obrigadas a coletar e estocar a comida em condições adequadas de higiene e distribuir os alimentos de forma digna, em refeitórios ou centros de alimentação, com funcionários ou voluntários, para pessoas que não podem pagar por eles.

A França joga fora anualmente 7,1 milhões de toneladas de alimentos. Desse total, 67% são jogados fora pelos consumidores, 15% por restaurantes e 11% por lojas. No mundo, a cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados.

http://folha.com/no1738977