Estreante na Bienal de Design de Istambul, “Repair Society” recupera memória e hábito de consertar

Liquidificador, ventilador, luminária e cadeira quebrados, calça descosturada, malha desfiada. Você sabe consertar? Seus pais sabiam? E seus avós? É provável que alguém da sua família saiba ou soubesse, e que essa capacidade já tenha se perdido.

Pois é através da recuperação das memórias dos mais velhos que o projeto “Repair Society” mostra o valor do ato de reparar objetos, roupas, móveis. E o quanto essa sabedoria tem a ver com autonomia, independência e sustentabilidade.

O projeto foi lançado na semana passada, na segunda Bienal de Design de Istambul, que segue até 14 de dezembro na cidade turca. Mais em ttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/11/1544629-lixo-estreante-na-bienal-de-design-de-istambul-repair-society-recupera-memoria-e-habito-de-consertar.shtml

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Capítulo sobre design no Livro da Phaidon sobre a cultura brasileira contemporânea

capa do livro da Phaidon sobre cultura brasileira

capa do livro da Phaidon sobre cultura brasileira

Tive o prazer de participar escrevendo o capítulo sobre design brasileiro no livro recém lançado pela Phaidon “Brazil – a celebration of contemporary brazilian culture”, editado somente em inglês. O livro ficou lindo e tem apresentações de Alcino Leite Neto e Samantha Pearson e textos de Ana Vaz Milheiro, Kiki Mazzucchelli, Simone Esmanhotto, Rodrigo Fonseca, Rafael Mantesso, Paulo Werneck, Paulo Terron, Eder Chiodetto e Marcelo Rezende. Segue um trecho do meu texto:

“Nos últimos dez anos, nomes como os de Jader Almeida, Zanini de Zanine, Fernando Prado, Luciana Martins e Gerson de Oliveira (da OVO) exploraram caminhos estéticos diversos e aprimoraram tecnicamente sua produção de mobiliário, iluminação e utensílios, ocupando hoje espaço ao lado dos já reconhecidos designers Claudia Moreira Salles, Carlos Motta e dos irmãos Campana.

A revalorização das tradições e técnicas locais do artesanato popular e a difusão da ideia do design de interesse social no país adicionam a esse time os nomes de Renato Imbroisi, Marcelo Rosenbaum e Domingos Tótora.

O mercado editorial, as TVs e a internet mostram o crescimento da cena do design no país e ampliam a visibilidade das produções dos designers brasileiros em novas coleções de livros de referências, ensaios históricos e guias práticos, revistas, sites e programas sobre design.

Na educação, o incremento dos últimos anos foi relevante. Há atualmente cerca de 450 cursos de graduação e técnicos espalhados pelo país – relativos somente ao design de produtos e de mobiliário-, dez programas de mestrado e ao menos três doutorados, a maioria desses cursos com menos de 10 anos.”

Salão Made divulga design e sua rede de conexões

publicada em 4 de agosto na Folha de S. Paulo

MARA GAMA

A fluidez das peças de vidro da holandesa Pieke Bergmans é destaque internacional do Mercado de Arte, Design (Made), que acontece de 14 a 18 de agosto, em São Paulo.

O salão apresenta também uma mostra sobre o novo design belga, com obras de Bram Boo, Maarten De Ceulaer e Raphael Charles, e uma visão dos 100 anos da produção holandesa, através de miniaturas de resina impressas em 3D. Na programação cultural, se somam `as três mostras um seminário sobre cidades, debates, instalações e palestras.

O foco comercial do Made está no design de peça única ou série limitada. Catorze lojas terão seus postos avançados no espaço da feira, desenhado por Marko Brajovik, dentro do Jockey Clube.  Entre as lojas estão Passado Composto Século XX, Dpot, Jacqueline Terpins, Firma Casa e  Friedman Benda, de Nova York, que representa os Campana, o israelense Ron Arad e os franceses irmãos Bouroullec.

Para mostrar a produção dos independentes, foi montado um salão coletivo, com 18 postos, de 4 metros quadrados cada. Leo Capote e Marcelo Stefanovicz , Carol Gay, Nido Campolongo e o Garupa Estúdio exibem ali seus trabalhos.

O Made é  “uma plataforma de divulgação e democratização do design”, conforme seu diretor artístico e curador, o economista Waldick Jatobá. “Além da feira,  queremos criar contexto e conteúdo para quem quer saber mais sobre design e suas conexões com arte, urbanismo e artesanato”, afirma.

Exemplos dessas conexões estão nas palestras. Sobre arte, fala Beatriz Milhazes, no dia 16. O coletivo Artesol homenageia com palestra a arquiteta pernambucana Janete Costa (1932-2008), grande incentivadora do artesanato brasileiro. As cidades são tema de seminário conduzido pela urbanista Ana Carla Fonseca, com participação da arquiteta holandesa Alma Ploeger.  No dia 18, mesa redonda discute o móvel brasileiro, mediada pela crítica Adélia Borges.

O Made faz parte da São Paulo Design Weekend. (http://www.designweekend.com.br/)

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Made: Jockey Club (av. Lineu de Paula Machado, 1.173)

Entrada: R$ 20

Mais detalhes no site (http://mercadodeartedesign.com.br)

Acontece – Revista Bazaar

Luca Nichetto

Sofá-banco Linea, de Luca Nichetto - Foto: Divulgação

Sofá-banco Linea, de Luca Nichetto – Foto: Divulgação

Cabe numa caixa de papel de 50x50x20 cm, tem seis peças e é facílima de montar. Inspirada num clipe deBjörk, a cadeira Robo é um exemplo de sofisticação de projeto a serviço do design inteligente. De inspiração pop também, o italiano acaba de lançar o sofá-banco Linea.

Zanini de Zanine

Poltrona Trez, de Zanini de Zanine - Foto: Divulgação

Poltrona Trez, de Zanini de Zanine – Foto: Divulgação

Seu design bebe na tradição brasileira, com uso de madeira e palhinha, mas com liberdade criativa e ousadia. Em abril, o carioca mostra, em Milão, a cadeira Trez, inspirada em Amilcar de Castro e Joaquim Tenreiro. No horizonte, em 2013, mostras em NY e na Firmacasa.

Benjamin Graindourge

No sofá Scape, abas de couro em tons pastel sugerem uma geografia - Foto: Divulgação

No sofá Scape, abas de couro em tons pastel sugerem uma geografia – Foto: Divulgação

O design deste francês de 33 anos é artesanal, escultórico. Na recente Maison & Object, de Paris, ele mostrou a série de vasos Heirloom, inspirados no ikebana – que integra o recipiente às possíveis composições com as flores. Acaba de participar da mostra À Flor da Pele, da galeria Ymer & Malta, com o sofá Scape, que ele define como um país. Numa estrutura sólida de madeira, abas revestidas de couro de diversos tamanhos e combinação de 12 cores pastel insinuam uma paisagem.

Jader Almeida

A poltrona retrô Linna, de Jader Almeida - Foto: Divulgação

A poltrona retrô Linna, de Jader Almeida – Foto: Divulgação

Inovação, bom desenho e projeto construtivo e acabamento impecáveis são qualidades evidentes dos trabalhos deste designer brasileiro de 32 anos. Seu apuro estético melhora ano a ano, com peças bonitas e versáteis. E ele produz muito. Cadeiras, bancos, estantes, em madeira sobretudo, mas com uso de aço. O banco Phillips e a estante Clip são algumas de suas peças premiadas.