“Entre sem bater” conta saga da casa própria de Marcelo Rosenbaum

“Passei por muitos endereços e várias tentativas de compra, sem saber que quando fechasse o negócio toda a minha estrutura seria abalada. O primeiro sinal veio com as águas. Houve vazamentos, problemas com o aquecedor, contas astronômicas. Percebi também como eram grandes as expectativas de todos nós – cada qual à sua moda depositava ali sonhos acumulados e desejos conflitantes. A casa rejeitou nossa chegada. Era preciso pedir licença para entrar.”

Depois de pedir licença, o designer Marcelo Rosenbaum resolveu batizar o seu relato sobre a reforma da casa própria de “Entre sem bater” (240 págs., R$ 90). O livro tem lançamento hoje na galeria Ziper, em São Paulo (rua Estados Unidos, 1.494, Jardins).

“Quando me convidaram para editar um livro sobre a nossa casa, a primeira sensação foi: será? Várias vezes eu me perguntei qual o sentido desse trabalho. Conforme as reuniões foram acontecendo e o livro foi tomando forma comecei a entender. Não se tratava de uma espécie de reality show ou exibicionismo. Seria uma forma de compartilhar tudo que envolveu nosso sonho de ter uma casa. Isso poderia trazer inspiração para quem está começando a construir o próprio morar”, prossegue o designer, no texto do livro.

“Entre sem bater” registra o processo de compra e reforma da casa onde mora atualmente Rosenbaum. Traz fotos dos ambientes, mostra mobiliário, objetos, livros, soluções e acabamentos, pontuados por memórias e referências de estilo do designer.

Esotérico, Rosenbaum lança seu convite à visita, na abertura do livro: “Entre e fique à vontade. Mas não se apegue a nada. Assim como os astros e orixás em sua rota pelos céus, assim como a nossa própria passagem pela Terra, tudo está em transformação. E isso é o melhor da vida”.

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Rosenbaum lança linha de pinus colorido Caruaru, homenagem à feira pernambucana

Com pinus colorido e desenho simplificado, baseado em linhas retas e elementos básicos – caixotes e tripés _ o designer Marcelo Rosenbaum criou uma nova coleção com 18 itens de mobiliário que batizou de Caruaru, em homenagem à feira pernambucana.

As peças podem ter como estampa xilogravuras do artista J. Borges, ilustrador de folhetos de cordel.

O pinus foi colorido numa cartela de seis cores – amarelo, azul, cinza, verde, preto e laranja.

Cadeira, banqueta e banco de corda têm tramas de fios de PET reciclado nos acentos e encostos, “substituindo” as cordas na referência tradicional.

O mobiliário Caruaru foi desenvolvido e produzido pela empresa Artefama, de São Bento do Sul (SC).

O uso do pinus cultivado credenciou a linha para o selo Biomóvel, que certifica produtos considerados sustentáveis (madeira renovável, tecnologia limpa) – na região do Planalto Norte de Santa Catarina. Hoje existem 25 indústrias credenciadas a produzir móveis com o selo.

Os preços variam de R$ 449 (espelho pequeno) a R$ 3.155,00 (banco de corda).

A coleção tem lançamento nesta quinta, 8 de outubro, as 19h (rua Estados Unidos, 2.109, São Paulo), na loja MiCasa, que fará a comercialização.