Design em pauta em curso do MAM

Alexandre Wollner, Adélia Borges, André Stolarski e dois representantes do coletivo Amor de Madre – Olivia Yassudo e Ivan Furtado – participam do curso 4 x1 Design, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo em maio.

O programa prevê quatro encontros, aos sábados, das 10h30 as 12h30. Em cada um deles o designer convidado fará uma apresentação. O curso custa R$ 320,00. O MAM fica no Parque do Ibirapuera, portão 3 – s/nº – São Paulo. Informações: 11 5085-1300 e mam.org.br.

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Robôs da Troyart são estrelas de mostra de arte postal no MuBE em São Paulo

Robô de Glauco Diógenes

Mais de 350 robôs pequeninos – cerca de 20 centímetros de altura- e com as mais diferentes caras, roupas, estilos e ornamentos, provenientes dos quatro cantos do mundo, invadem o Museu da Escultura de São Paulo a partir desta sexta, 14 de janeiro.

Eles são a materialização da mostra Troyart Internacional, que vem sendo organizada pela internet desde agosto de 2010 e ocupará uma sala do museu paulista até o fim do mês de janeiro.

A curadora, Angela Ferrara, organizou o esquema. Convidou os designers Nelson Schiesari e Roberto Stelzer, criadores da fábrica criativa Troyart, e pais dos robôs, para fornecerem o suporte da arte postal.

O robô de Roberto Stelzer, criador dos objetos da Troyart

A Troyart cedeu à organização da mostra kits de montar de seus três modelos de robôs de papel que estão no “Livro Branco n1”, que estava saindo do forno na ocasião (o livro foi lançado em setembro).

A idéia e o chamado foram difundidos pelo blog http://toymube.blogspot.com e pelas redes sociais para artistas de arte postal e demais conectados: os interessados poderiam se inscrever para receber seus kits e manuais de montagem pelo correio (ou apanharem no MuBE, no caso dos inscritos de São Paulo) e montar seus robôs da maneira que quisessem.

Robô de Regina de Barros

O blog foi recebendo desde então as fotos e vídeos dos projetos. Algumas das imagens que você vê aqui foram extraídas de lá.

FRIDOCA ROBÓTICA | MAKING OF by atelier Saramello from SARAMELLO on Vimeo.

Os robôs modificados e recriados pelos participantes foram então enviados ao MuBE para a exposição que abre na sexta. Para quem gostar da idéia e quiser entrar na brincadeira, nos dias 15, 22 e 29 haverá workshops gratuitos das 14h as 17h com os designers da Troyart. Eles vão usar os mesmos robôs do livro e da exposição junto com o público. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail karen_studio@hotmail.com.

O “Livro Branco n1” está à venda nas Livrarias da Vila, Cultura, e na loja HocDie Design, que fica na Peixoto Gomide, 1887, Jardins, São Paulo.

Uma entrevista com a trajetória da Troyart dada pelo designer Roberto Stelzer para o site da Livraria Cultura pode ser lida aqui e o vídeo segue abaixo.

Exposição Troyart
Local:
MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – Sala Pinacoteca
Endereço:
Rua Alemanha, 221, Jd.Europa
Aberto ao público:
de 15 a 30 de janeiro de 2011 (Abertura oficial na sexta-feira, 14/01, às 19 horas)
Horário:
de terça a domingo, das 10 às 19 horas
Informações:
(11) 2594-2601 / www.mube.art.br

Jum Nakao envolve e movimenta palavras de Darcy Ribeiro no MAM do Rio

Uma rede de pesca envolve os pilotis do prédio do Museu de Arte Moderna no Rio. Dentro dela, balões flutuam. No chão, um imenso colchão convida ao repouso e à contemplação. É a instalação que o artista e designer Jum Nakao abre hoje em homenagem às idéias do antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997).

Jum Nakao posa para foto próximo à rede montada sob os pilotís do MAM do Rio - fotos: Anna Penteado

A pedido do BlogDesign, Jum conta aqui como surgiu a idéia do trabalho, como foi feita a instalação e quais as conexões com a obra de Ribeiro.

Jum Nakao posa entre obs balões da instalação no MAM do Rio

“Em setembro recebi convite do MINC, para participar do evento Brasilidade, com uma instalação nos pilotis do MAM RJ, aterro do Flamengo, um vão aberto entre o mar e a cidade.

Em minha primeira visita ao MAM o que mais me chamou a atenção foi a circulação de vento e pessoas.

Desde o primeiro momento, pensei em incorporar estes sopros na obra: o sopro do mar e o sopro dos sonhos do observador.

Instalamos no vão do MAM uma grande cama de 10 X 20 metros.

Utilizamos colchões de diversas densidades para criar um território instável, uma alternância de estados de gravidade nos possíveis percursos dentro da obra.

Contornando este colchão, instalamos uma grande rede transparente de pesca do chão ao teto.

Dentro deste espaço tecido pelo invisível, lançamos ao sabor do vento 9 mil balões transparentes com uma palavra impressa.

Um vento, também, invisível, mas perceptível em sua força e grandeza, assim como nossa língua, a língua portuguesa, que nos envolve e estabelece uma territorialidade imaterial irrestrita e que nos amalgama como um povo.

Em torno do espaço da nossa instalação, caixas acústicas propagam diversos trechos simultaneamente de fragmentos do depoimento do Darcy em muitas vozes representativas da diversidade do nosso povo brasileiro.

Esta profusão estético-sonora desordenada de diversidades de timbres, idades e sexo amalgamadas pela unidade da língua portuguesa constituem parte do primeiro contato com a obra.

Cria-se uma sincronicidade entre audível e visível: uma grande massa sonora e de palavras flutuam e criam um território ainda indecifrado e por adentrar.

No centro da obra temos a voz do próprio Darcy Ribeiro, em seu depoimento ao documentário “O Povo Brasieiro”, de Isa Grispum. Nesta fonte, reproduz-se o depoimento de Darcy na íntegra.

A caminhada em seu sentido nos revela o sonho de Darcy e a conexão entre as 9 mil palavras escritas, flutuantes, sussuradas e faladas que constituem um sonho, O sonho de Darcy, um sonho de um brasileiro.

o convite da obra é sonhar, sonharmos juntos nesta grande cama, neste território brasileiro, afinal, um sonho sonhado sozinho é utopia, mas um sonho sonhado por muitos pode ser realidade.

Dedicamos a obra ao Darcy porque ele é o grande homenageado neste projeto Brasilidade pelo MINC.

Pessoalmente tenho grande reverência e afinidade com Darcy e seus sonhos.

Utilizamos a língua portuguesa como meio, pois a língua define territorialidade no campo da imaterialidade pela importância de se afirmar através da língua bens simbólicos e constituir assim abrangência irrestrita e pertencimento no sentido de amalgamar e nos constituir parte do tecido nacional de uma forma inclusiva, por se tratar de uma práxis social, uma atividade criadora coletiva, onde nos confundimos, e nela encontramos nossa identidade.

Pretendemos através desta obra resgatar a capacidade de sonharmos na esperança de acordar sensibilidades adormecidas, percepções anestesiadas e assim resgatarmos nossa capacidade transformadora e realizadora para despertarmos uma nova realidade.

Esperamos despertar o sentimento de poder voar com asas próprias.

Voar através do real pelas Artes e com asas aprendidas, mas livres, pela Educação.

Bons ventos para nossos sonhos!”

Jum Nakao

A instalação fica montada até o dia 8. No encerramento, a rede deve ser aberta e os balões devem se dispersar com o vento.

Museu do Amanhã

Com orçamento de R$ 130 milhões e início das obras previsto para 2011, foi apresentado na última segunda-feira, 21 de junho, no Rio, o projeto do Museu do Amanhã, criado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava para o pier da Praça Mauá, na zona do porto no Rio.

O projeto indica 12,5 mil metros quadrados de área construída. A estrutura articulada e horizontal do museu deve permitir captação de energia solar e uso de iluminação natural.

O edifício deve ficar pronto no segundo semestre de 2012.

Clássicos da Finlândia

Cadeira Paimio, de Alvar Aalto, 1932, para Artek, foto Pietinem

Mais de 200 peças de design finlandês, incluindo mobiliário e objetos de Alvar Aalto e outros expoentes, estarão expostas até 2 de maio no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Ligada ao Museu de Design de Helsinque, a mostra “Estrelas do Design Finlandês” foi dividida em cinco partes que abordam materiais, natureza, inovação, forma pura e as questões de nacionalidade e internacionalidade no design.

Cadeiras Rosebud, de Iikka Suppanen, 2005, para Vivero, foto Marco Melander

Objetos, mobiliário e tecidos de autores como Akseli Gallen-Kallela, Eliel Saarinen, Alvar Aalto. Tapio Wirkkala (1915-1985), Kaj Franck (1911-1989), Timo Sarpaneva (1926-2006), Ilmari Tapiovaara (1914-1999), Maija Isola (1927-2001), Oiva Toikka (1931), Eero Aarnio (1932), Maija Louekari (1982), Harri Koskinen (1970) e Ilkka Suppanen (1968) e marcas e empresas como: Arabia, Iittala, Fiskars, Marimekko, Nokia, Vivero, Martela, Asko, Vuokko e Metso.

Cadeira e banco Nietos, de Paakkanen, 2002, para Avarte

O diretor do centro, Ricardo Ohtake, afirma que a coleção revela um exemplo de visão política que uniu criadores, empreendedores, governo e empresas para a gênese e a contínua difusão do design daquele país.

Cadeira Karuselli, de Kukkapuro, em 1968, foto Traskelin

Abertura da mostra: 10 de março, 20h
Até 2 de maio, de terça a domingo, 11h – 20h, entrada franca
Instituto Tomie Ohtake: av. Faria Lima, 201 (entrada pela rua Coropés), Pinheiros, tel: 55 11 22451900, São Paulo, SP

Cadeira de Jarvi Ruoco

Cadeira K, de Koshinen, de 2005, para Woodnotes

Acreditando na idéia

A linha do tempo “Keeping Faith with an Idea” sobre o projeto e a construção do Museu Guggenheim de Nova York concorre a prêmio no festival interativo South by Southwest (SXSW) Interactive Festival edição 2010 na categoria de projetos de arte.

A peça visual mostra documentos inéditos – segundo a curadoria do museu ; cartas, fotografias, depoimentos em áudio e vídeo e filmes da construção do prédio. O concurso tem ainda as categorias ativismo, comunidade, pesquisas educativas, experimental e música e o resultado sai em 14 de março.

Telegrama de Wrigth

Um sistema de votação online para apontar a escolha do público está disponível no site do prêmio em http://sxsw.com/node/4315.

A indicação faz todo sentido. Além de explorar bem – sem parafenálias e com elegância e fidelidade de estilo – o conteúdo do livro.

“The Guggenheim: Frank Lloyd Wright and the Making of the Modern Museum,” a peça tem boas proporções, bom dimensionamento de tipos, ocupa a tela e é leve para navegar. Preste atenção como a variação de tamanhos e famílias de letras entre as legendas, textos e demais títulos e textos se mantém a serviço da leiturabilidade e não de alguma idéia exterior. Os álbuns de imagens são expansíveis e leves. O conteúdo é bem roteirizado, seguindo de forma resumida as indicações presentes no livro.

Museu de Zaha Hadid em Roma

Aberto para visitação, o MAXXI, museu nacional do século XXI, em Roma. Foto Designboom

Aberto para visitação, o MAXXI, museu nacional do século XXI, em Roma. Foto Designboom

Com 29 mil metros quadrados de área total, sendo 10 mil metros destinados à área expositiva e 6 mil para serviços como auditório, biblioteca, livraria e centro multimídia, abriu para tour arquitetônico o museu nacional de arte do século XXI, em Roma, desenhado pela arquiteta iraquiana Zaha Hadid, Pritzker de 2004.

A obra consumiu 150 milhões de euros e 10 anos. A inauguração oficial é na primavera (européia) de 2010.

Crítica positiva no “The New York Times” considera a obra uma espécie de renascimento da Itália para a contemporaneidade. O crítico Nicolai Ouroussoff finaliza seu texto como a frase: “Se o Papa (Urbano VIII) fosse vivo, estaria tomando café da manhã com Zaha Hadid planejando a próxima empreitada”.

O crítico quer sublinhar a ousadia da construção, numa cidade em que a carga histórica parece ter sufocado a possibilidade de uma imagem do presente. Urbano VIII é tido como um dos grandes construtores de obras para marcar época, sem muitas preocupações com a preservação do patrimônio (se é que se pode falar na idéia de patrimônio no contexto italiano dos séculos 16 e 17, época em que Urbano VIII, da família Barberini, viveu).

Na fortificação do Castelo de Sant´Angelo, no Vaticano, mandou retirar vigas da época de Roma antiga para a fundição em canhões.

Tido como bárbaro por conta desta e de outras iniciativas, Urbano VIII foi quem contratou o arquiteto e escultor Gian Lorenzo Bernini, maior nome do Barroco, para grandes obras em Roma.