Lixo: Um banquete comunal para 5.000 contra o desperdício de comida

Mais de 800 milhões de pessoas não têm comida suficiente no prato. Uma em cada três crianças sofre de desnutrição. E mesmo com esse panorama, um terço dos alimentos produzidos no mundo é perdido ou estragado entre a produção, a colheita e as etapas de processamento, transporte, distribuição, transformação nas indústrias, vendas, restaurantes, refeitórios e casas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação, FAO.

Entrepostos, supermercados, feiras e grandes centrais de varejo são locais onde se desperdiçam milhares de toneladas diárias. Mas a pequena linha de montagem doméstica que conecta geladeira, tábua de corte, pia e fogão não fica atrás: calcula-se que 17% do desperdício de alimentos é de responsabilidade do consumidor final.

Nesse mês de outubro, o desperdício de alimentos está em pauta. No sábado (18), em Oakland, nos Estados Unidos, acontece o primeiro “Feeding 5000” da América, já batizado de Woodstock das sobras, um banquete de rua, de graça, para 5.000 pessoas, que será feito com milhares de quilos de produtos que estavam destinados ao lixo porque não atendiam aos padrões das cadeias de supermercados.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1533893-lixo-um-banquete-comunal-para-5000-contra-o-desperdicio-de-comida.shtml

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Lixo: Catadores brasileiros falam de reciclagem e inclusão em Nova York

O sistema do lixo nas ruas de Nova York chamou a atenção de Eduardo Ferreira de Paula, que visitou a cidade no mês passado. Nas calçadas perto do hotel em que se hospedou, ele observou dois tipos de sacos: pretos com lixo misturado e transparentes com recicláveis. Viu catadores de recicláveis recolherem os sacos transparentes, privilegiando os que tinham plásticos e latinhas e levarem até postos de entrega mecanizados que retornam tíquetes de acordo com o peso do material entregue. Os tíquetes viram vale alimentação ou dinheiro. Ele não notou nenhuma conexão ou organização entre os catadores.

Eduardo Ferreira de Paula é um dos mais antigos integrantes do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis (MNCR), entidade brasileira que tem 13 anos e que se formou com o objetivo de defender condições de trabalho e remuneração justas, reconhecimento ao papel ambiental dos catadores e a inclusão de suas cooperativas na cadeia econômica da reciclagem. O MNCR teve papel fundamental na estruturação da lei brasileira que regulamenta o setor, considerada avançada por especialistas em gestão de resíduos.

Com mais oito representantes do MNCR, dos estados de São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais, Ferreira de Paula participou de um painel sobre sustentabilidade e combate à pobreza, evento paralelo à 69ª Assembleia-Geral das Nações Unidas e que foi realizado na Universidade de Columbia, dia 24 de setembro.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1530270-lixo-catadores-brasileiros-falam-de-reciclagem-e-inclusao-em-nova-york.shtml