Exposição revela contraste

MARA GAMA
DA REDAÇÃO

A mostra que abre hoje é representativa. O contraste das peças é o mesmo que as vitrines das “lojinhas de design” espalhadas pela cidade também mostram: há, pelo menos, três tipos de objetos muito diferentes sendo vendidos hoje como “design”.

Talvez seja inútil discutir a semântica, mas dá para diferenciar os produtos. Existe no Brasil uma pequena produção de desenho industrial analisado como “design” pela mídia. Que os produtos são desenhados, não há dúvida, mas o mercado e as publicações só se atêm ao que é produzido em tiragem restrita, logo, ao que é menos industrial. No grupo de desenho industrial de verdade, inclui-se o ventilador criado por Angela Carvalho e Alexander Neumeister e grande parte da produção gráfica.

Existe também, principalmente nos protótipos de móveis, um competente artesanato, esperando para ser industrializado e, então, usado por muita gente. Cadeiras, mesas e alguns utilitários da mostra pertencem a esta categoria.

Mas peças como estas ficam sempre igualadas, nas vitrines e exposições, com artesanato puro, ainda que modernizado. Deve ser o preço de fazer desenho industrial num país sem mercado. (MG)

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