Designers têm o que ver

Divulgação

Salva-telas UOL, de Mara Gama e William Gaertner, classificado na 5ª Bienal do Design Gráfico

Produção gráfica nacional é o destaque entre os eventos que começam hoje em SP, com destaque para a 5ª Bienal

CELSO FIORAVANTE
da Reportagem Local

Os designers, arquitetos, artistas e aficionados em geral terão que se dividir em dois (ou mais) caso queiram prestigiar a avalanche de eventos que começa hoje na cidade. São mostras da produção gráfica nacional, exposição de produtos “made in Brazil” e workshops. Dá ainda para se inscrever em um concurso internacional, comprar um livro ou se programar para passeios no final deste mês.

O evento mais representativo da produção gráfica nacional acontece a partir das 20h no Sesc Pompéia. Trata-se da 5ª edição da Bienal do Design Gráfico, realizada pela ADG (Associação dos Designers Gráficos) e pelo próprio Sesc, que apresentará 259 trabalhos nos mais diversos tipos de mídia: cartazes de eventos culturais, embalagens, livros, CDs, projetos de sinalização e programação visual de empresas, vinhetas televisivas, CD-ROMs e websites.

A própria montagem da mostra sofreu cuidados gráficos que valorizam o material exibido. Um deles foi a seleção de frases poéticas, mas pragmáticas, criadas pelo pesquisador Francisco Homem de Mello para a abertura dos módulos da mostra. Para os projetos de sinalização, Mello escreveu: “Quando o projeto é de sinalização, o desafio é indicar a saída sem mandar ninguém embora”.

O espectro da mostra é amplo e apresenta desde projetos embrionários para a criação de uma estratégia visual (como uma nova opção de família tipográfica) até produtos finalizados, como um CD ou o projeto de sinalização de um espaço público, como o do shopping Barra Square, de Ana Luísa Escorel, que recupera influências da escultura construtiva brasileira em uma sinalização em chapas de metal dobradas.

No caso das famílias tipográficas, que poderiam ser vistas como o bê-á-bá do design gráfico, um dos destaques é a família Tupi, da designer Patrícia Fonseca Larocca, inspirada na pintura corporal dos índios tupis e na família tipográfica Futura.

No mesmo quesito, vale a pena ainda reparar na Genú Stencil, de Thaís Salles da Costa Lima, uma família bastante experimental, que reúne em uma mesma letra linhas retas, curvas, cortes e vazios tipográficos, mas que consegue manter uma alta legibilidade.

Parece saudosismo falar em famílias tipográficas em tempos de websites, mas são cuidados como a escolha do corpo certo que fazem que um site se diferencie na overdose de informação visual que a Internet oferece hoje.

Mostra: 5ª Bienal de Design Gráfico Onde: Sesc Pompéia (r. Clélia, 93, tel. 0/ xx/11/3871-7700) Vernissage: hoje, às 20h Quando: de terça a sábado, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 20h Quanto: entrada franca Patrocínio: Bureau Digital Bandeirante, Litokromia, Pancron, Postcript e Suzano Papel e Celulose

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