Criar casas capazes de suportar variações de temperatura de 34 graus a -49 graus, com eficiência energética e usando aço foi o desafio proposto pela terceira edição de um dos mais interessantes prêmios internacionais de arquitetura – o Living Steel de Arquitetura Sustentável para Moradia.
O vencedor do prêmio de 50 mil euros foi o escritório australiano Peter Stutchbury Architects. O anúncio foi feito durante o último Congresso da UIA (União Internacional dos Arquitetos), realizado em Turim, Itália, no começo de julho.
Participaram do concurso e ficaram entre os 12 finalistas os escritórios brasileiros Forte Gimenes/ Marcondes Ferraz e Nitsche Arquitetos. No ano passado, o vencedor do Living Steel foi escritório paulistano Andrade-Morettin, com projeto para um conjunto habitacional para a área central de Recife, em Pernambuco.
Living Steel é uma Organização Não Governamental formada pelas grandes companhias de aço para difundir o uso do material na construção habitacional.
O programa proposto aos finalistas era realizar três a quatro projetos de casas de cerca de 120 metros quadrados cada, com alta eficiência energética e consumo de 100 kWh/a por metro quadrado.
As casas projetadas pelo escritório Peter Stutchbury serão construídas na região de Cherepovets, na Rússia, atingida pelos ventos do Ártico, e onde os invernos são longos e os verões, bem curtos. Terão estruturas pré-fabricadas, plantas flexíveis, espaços moduláveis.
Segundo os autores do projeto, as casas evocam a simplicidade e a ordem das moradas vikings, com suas paredes de pedra e espaços internos amplos.