Engradados e empilhados

A ideia veio “da observação dos carregadores das feiras e catadores de papel. Seus carrinhos servem de suporte para caixas plásticas e de madeira, nas quais pode-se carregar quase de tudo”, diz o arquiteto Mauricio Arruda.

A linha José, criada por ele, usa caixas de plástico coloridas, contidas em estantes de madeira e apoiadas sobre pés de ferro. São três desenhos até o momento: um bufê, uma cômoda e um criado-mudo.

“As caixas sempre me pareceram mais úteis e flexíveis que as normais gavetas”, justifica Arruda.

Mauricio Arruda diz que a intenção da linha foi “produzir móveis por meio de processos e materiais que impactam menos o meio-ambiente”.

Por isso, são usadas chapas de madeira Teka, que possuem selo de certificação ambiental FSC (Forest Stewardship Council). “A certificação florestal garante que a madeira utilizada em determinado produto é oriunda de um processo produtivo manejado de forma ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável, e no cumprimento de todas as leis vigentes”, afirma.
O tratamento das chapas de madeira foi feito com cera natural de Carnaúba, para dispensar o uso dos acabamentos a base de solventes.
O formato dos móveis foi influenciado pelas dimensões das caixas existentes no mercado e para o melhor aproveitamento das chapas de madeira. “Num segundo momento, procurei formas dos móveis domésticos que fazem parte da memória da casa popular brasileira”, diz Mauricio.
A montagem da estrutura de madeira do móvel pode ser feita com parafusos ou cavilhas de madeira.

“Já testamos as duas opções. Atualmente, damos essa opção para o cliente. A diferença é que a cavilha é um processo mais caro pois envolve uma mão-de-obra mais qualificada, apesar de ser mais sustentável. As caixas são apenas encaixadas e apesar de serem todas empilháveis são facilmente transportadas dentro dos móveis. Os pés metálicos podem ser armazenados e transportados dentro das caixas de madeira e geralmente são parafusados na estrutura de madeira já no seu destino final”, explica.

A linha está sendo produzida artesanalmente e vendida pelo próprio arquiteto (os preços vão de R$ 1,6 mil a R$ 6,6 mil), e-mail: arq.mauricioarruda@gmail.com

Mauricio acredita que o projeto é industrializável, pelas características de produção, montagem e armazenamento.

As fotos deste post são de Felipe Morozini

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