Mostra revela a cidade dos rios escondidos

Mostrar o traçado dos cursos originais que correm sob a urbanização da cidade e despertar o “sensor humano de água” para a preservação são objetivos da exposição Rios Des.cobertos. Em cartaz desde a última quarta (21) e até dezembro, no Sesc Pinheiros, a mostra revela a hidrografia de São Paulo, em sua maior parte escondida em canos abaixo das ruas, vielas, avenidas, pequenas praças e dos lotes construídos.

A atração principal é uma grande maquete branca tridimensional que representa a área central da cidade e as várzeas dos rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí. Essa maquete recebe projeções de imagens de vários sistemas que podem ser escolhidos pelos visitantes: a rede de água visível, a de água coberta, a divisão de ruas, imagens de satélite, relevo. Além disso, animações mostram a movimentação das chuvas e consequentes focos de alagamento, por exemplo.

O projeto, que já esteve nas unidades Vila Mariana e Carmo do Sesc, tem conteúdos novos em cada local de montagem. Em Pinheiros, o foco é o rio –ou córrego– Verde, do qual muita gente só se lembra na época das chuvas e enchentes, quando vê fotos de carros boiando nas proximidades do Beco do Batman, na Vila Madalena. Um dos braços do rio Verde passa por ali. Cruzando vários bairros, ele deságua no rio Pinheiros nas proximidades do clube Hebraica.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/06/1895255-mostra-revela-a-cidade-dos-rios-escondidos.shtml

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Campanha, projeto de lei e novo grupo defendem segurança hídrica

A mobilização pela preservação e recuperação dos rios e pela boa gestão dos recursos hídricos ganhou força esta semana. A Aliança pela Água iniciou, dia 12, a campanha nacional #VotePelaÁgua e tornou pública uma proposta de projeto de lei para que os municípios estejam preparados para garantir a segurança hídrica de seus habitantes e para orientar a sua ação diante de crises. Na última quarta (14), o grupo Vamos Limpar o Rio? se apresentou e lançou seu convite à participação.

A campanha #VotePelaÁgua quer inserir a água na pauta das próximas eleições, buscando que cada eleitor verifique o compromisso dos candidatos com uma agenda municipal ligada ao tema.

Apesar de ausente nas propagandas eleitorais, a água é sim da alçada municipal –na real, de responsabilidade de todas as instâncias de governo. Em 2007, foi aprovada a Lei Nacional de Saneamento Básico que define que o saneamento é composto por quatro tipos de serviços públicos: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e resíduos sólidos. A lei define que os municípios são os titulares desses serviços, que podem ser prestados diretamente ou por concessão para empresas estaduais ou privadas.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/09/1813855-campanha-projeto-de-lei-e-novo-grupo-defendem-seguranca-hidrica.shtml

Trato de águas subterrâneas é urgente e pode aumentar oferta hídrica

Na mesma semana em que o grupo Aliança pela Água divulgou que em todas as regiões da capital paulista há ocorrências diárias de falta de água, especialistas reunidos em um congresso discutiram a necessidade de tratamento das águas subterrâneas para aumentar a oferta hídrica.

Na segunda (5), representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal e da Agência Nacional de Águas (ANA) debateram na Assembleia Legislativa de São Paulo a crise da água e conheceram os resultados do levantamento do ‘Tá faltando Água’, aplicativo lançado em setembro pela Aliança. Segundo a compilação, há mais de 400 ocorrências por dia em todo o Estado de São Paulo. Capital, Guarulhos e Santo André são as campeãs de notificações de falta de água.

Realizado nos dias 5 e 6, o Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo debateu soluções para evitar e remediar a contaminação das águas subterrâneas no país. Essas águas formam os rios e são vitais para o abastecimento.

http://folha.com/no1691990

Lixo: Precisamos cuidar melhor da nossa água

Precisamos falar mais sobre a água. Com todo mundo. Sempre que houver oportunidade. Precisamos parar de jogar a água tratada no lixo. Precisamos adotar o reúso em casa e no trabalho. Precisamos aprender a ver e cuidar melhor dos rios urbanos. Precisamos proteger os mananciais. Precisamos saber que água já está chegando pelo cano. E o que fazer quando ela faltar por mais tempo.

O mês das chuvas acabou e os níveis de água dos sistemas que abastecem a região metropolitana de São Paulo não atingiram níveis necessários para afastar a crise.

A situação não é restrita à cidade. Sudeste e Nordeste, as duas regiões mais populosas do Brasil, com quase 70% da população, enfrentam uma seca severa. Os reservatórios de água das duas regiões, tanto para abastecimento como para geração de energia, poderão entrar em colapso, no próximo ano, caso a estação chuvosa do verão fique abaixo da média histórica.

Esse alerta foi feito pelo meteorologista Carlos Nobre, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e referência em estudos sobre mudanças climáticas, na terça (9), na Câmara dos Deputados. Nobre participou de audiência pública promovida pela comissão especial que analisa a crise hídrica.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/06/1641781-lixo-precisamos-cuidar-melhor-da-nossa-agua.shtml