Estreante na Bienal de Design de Istambul, “Repair Society” recupera memória e hábito de consertar

Liquidificador, ventilador, luminária e cadeira quebrados, calça descosturada, malha desfiada. Você sabe consertar? Seus pais sabiam? E seus avós? É provável que alguém da sua família saiba ou soubesse, e que essa capacidade já tenha se perdido.

Pois é através da recuperação das memórias dos mais velhos que o projeto “Repair Society” mostra o valor do ato de reparar objetos, roupas, móveis. E o quanto essa sabedoria tem a ver com autonomia, independência e sustentabilidade.

O projeto foi lançado na semana passada, na segunda Bienal de Design de Istambul, que segue até 14 de dezembro na cidade turca. Mais em ttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/11/1544629-lixo-estreante-na-bienal-de-design-de-istambul-repair-society-recupera-memoria-e-habito-de-consertar.shtml

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Bienal de Design 2010 em Curitiba

PráLimão de Gustavo Jota, Murilo Lana, Marcos Buson e Guilherme Queiroga, traz segurança para a manipulação do. Usa plástico PP virgem na parte que tem contato com o limão, e reciclável na base. É produzido por injeção de plástico. Sua utilização faz diminuir o uso de guardanapos de papel.

No próximo dia 14 de setembro, terça, começa em Curitiba, Paraná, um panorama extenso e atualizado do design brasileiro contemporâneo. Cerca de 270 projetos, selecionados por um grupo de pesquisa em escritórios, núcleos de produção e escolas de todo o país estarão na Bienal Brasileira de Design 2010.

Cartaz do estudante Felipe Maruyama

A capital paranaense se candidatou e ganhou o direito de sediar a mostra, de acordo com orientação do Comitê de Orientação Estratégica, Coeb, que determina que as bienais de design são itinerantes e realizadas em parceria com instituições locais. A próxima, em 2012, será em Belo Horizonte. A primeira foi em São Paulo e a segunda, em Brasília.

Veículo Aruanda, de Ari Antonio da Rocha, feito em 1964 e 1965, exposto na Bienal de 1968, no MAM do Rio

A curadora da Bienal 2010, Adélia Borges, sublinhou três diferenciais desta edição em relação às anteriores. A primeira delas, fundamental para nortear o seu projeto de seleção, é a existência de um tema: Design, Inovação e Sustentabilidade. Outra característica que diferenciará esta Bienal é a sua expansão pela cidade. Serão nove mostras em seis espaços diferentes. O terceiro novo compoente da edição 2010 foi a preparação de dois concursos nacionais: um de artes gráficas e um de produto, com trabalhos de estudantes.

Steppi, da Bertussi, de Fernando Guimarães, Tobias Bertussi, Paulo Bertussi, Christian Machado, produto dois em um - triciclo e bicicleta sem pedais, em madeira de compensado naval e revestimento Lamieco feito a partir de garrafas PET

Mas que sustentabilidade é essa? Na entrevista coletiva que deu em São Paulo em agosto para apresentar a Bienal, Adélia Borges começou sua fala afinando o conceito. “É claro que não existe o 100% ecológico. Qualquer atividade humana causa efeito no entorno”.

AnimallTAG ID - Sistema de identificação animal, da Megabox de Aguilar Selhorst Junior e Vinícius Alberto Iubel, usa matérias-primas recicladas – até 30% de polímero reciclado de injeção. Os polímeros utilizados no corpo do produto (Poliuretano Termoplástico e Nylon) são 100% recicláveis.

A pesquisa e a mostra lançam mão da definição elaborada em 1987 pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, de que ‘o desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras de satisfazer as suas próprias necessidades’.

De Priscila Callegari, da Ciao Mao, par de sapatos se multiplica com acessórios intercambiáveis

“A idéia da mostra é expor de que maneiras os produtores brasileiros se articulam para atender este objetivo. Meu objetivo é que a bienal seja uma caixa de ressonância”, disse a curadora.

Reciclador de óleo de cozinha Reciprátik da Bertussi

O grupo de pesquisadores analisou a produção local de várias regiões do país com uma grade articulada. Foram observados em cada projeto o tipo de mateiral usado, se o recurso é renovável, se o produto é feito com material reciclado, se a locomoção leva em conta a economia de combustível, se há plano de logística reversa, como está pensado o armazenamento, que tipo de uso o objeto/projeto propõe, se enseja uma mudança de hábito, atitude, estilo de vida, caracterítsicas regionais e culturais.

Tênis com pele de peixe da Osklen

E o que mostrou a pesquisa? “Sustentabilidade está em permanente construção. E o Brasil tem uma ampla e variada tradição de reciclagem”, disse Adélia.

Melissa Ultragirl da Grendene usa plástico PVC, composto com matéria até 30% reciclada

O grande panorama de produtos industriais, peças gráficas, embalagens, objetos e projetos não será observado pelo visitante da Bienal em blocos temáticos, por função ou por região.

Berço Esplêndido Design de Paulo Pelá, tem 10 quilos e mede 42x80x20 cm

Com a preocupação didática de exemplificar alguns “mandamentos” da cartilha de sustentabilidadem, foram feitos grupamentos transversais, ligados a idéias, motes, quadras, versos. Os 12 núcleos da exposição: menos; ir e vir; gota a gota; liga-desliga; a que será que se destina; prata da casa; diz me de onde vens; comunicação da sustentabilidade; atitude; pertencimento; por uma vida melhor e inovar.

Poltrona Cimo de escritório

Além da grande mostra central – Design Inovação e Sustentabilidade _ fazem parte da Bienal de Design 2010 as seguintes exposições: “Design Urbano: uma trajetória”, com a experiência da cidade de Curitiba; “Bienais de Design: primórdios de uma ideia”; “Memória da indústria: o caso CIMO”, que traz a história da maior fábrica moveleira da América Latina, marco fundamental da produção seriada no Brasil; Mostra Internacional “It’s a Small World” (Dinamarca); Seminário Internacional Design Innovation Labs; “Novíssimos”; “A Reinvenção da Matéria”; “Memórias do Design no Paraná”; Mostra de cartazes “Sustentabilidade: E eu com isso?”.

Veículo individual movido a energia limpa que ocupa apenas 1/6 do tamanho de um carro normal, ideia que vem sendo desenvolvida pelo Instituto Jaime Lerner desde 2007

Bienal Brasileira de Design 2010 – Curitiba
Quando: 14 de setembro a 31 de outubro
Locais: Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores do Estado do Paraná (Cietep); Memorial de Curitiba; Museu Oscar Niemeyer; Universidade Positivo; Jardim Botânico; Parque Barigüi; Rua XV de Novembro – Calçadão; Sebrae Paraná

Mais informações no site www.bienalbrasileiradedesign.com.br

Bússola

Três bússolas de rolha, feitas com pires ou vasilhas rasas, agulha, água e ímã, daquelas que dá para fazer em casa ou na escola. Três círculos. As três cores primárias. Composição clássica.

O cartaz da Bienal Internacional de Arte de São Paulo, divulgado pela Fundação hoje, traz trecho da “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima: “Há sempre um copo de mar para um homem navegar”, frase que é mote para a mostra deste ano.

O cartaz é parte da identidade visual criada pelo departamento de design da Fundação, sob a coordenação de André Stolarski.

A exposição vai de 20 de setembro a 12 de dezembro, no pavilhão do Ibirapuera, e o planejado é que a montagem comece em agosto.

Recortei uma imagem da página do UOL que traz cartazes de todas as bienais anteriores.

Para ver os cartazes e acessar páginas com informações sobre as mostras, entre aqui.

Aqui o vídeo que explica a identidade visual da Bienal.

Estádios da Copa na 8 ª Bienal de Arquitetura

A 8 Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo tem um programa de seis palestras sobre projetos para os estádios brasileiros da Copa.

Veja a programação:

17/11
19h – Arena Experience (iluminação para estádios), Flávio Guimarães

18/11
17h30 – Fonte Nova/Salvador, Marc Duwe
18h30 – Beira-Rio/Porto Alegre, Hype Studio

19/11
17h00 – Mineirão/ Belo Horizonte, Gustavo Penna

24/11
18h – Arena da Baixada/Curitiba, Carlos Arcos

26/11
18h30 – Mané Garrincha/Brasília, Eduardo de Castro Mello

1º/12
18h30 – Morumbi/São Paulo, Ruy Ohtake

8ª Bienal Internacional de Arquitetura
Até 6 de dezembro
Terças a quintas, das 12h às 22h; sextas, sábados domingos e feriados, das 10h às 22h (segunda-feira fechado)
Pavilhão Ciccillo Matarazzo – Fundação Bienal – Parque do Ibirapuera, Exposição Cidades e Arenas da Copa – Brasil 2014, segundo piso
Ingresso para a Bienal – R$ 12,00

Bienal de Design 2

A 2ª Bienal Brasileira de Design tem programação especial dedicada a estudantes da área, empresas e designers.

A Ação Educativa, responsável pelas visitas guiadas ao público, foi organizada com estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).

Senai e Sebrae orientam as Clínicas de Design, para promover a interação entre designers e empresas.

Seguem endereços e contatos:

2ª Bienal Brasileira de Design
8 de outubro a 5 de novembro
Visitação: terça a domingo, das 9h às 19h
Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios)
Entrada Franca
Informações: (61) 3329.2113
www.bienalbrasileiradedesign.com.br

*Ação educativa – visitas guiadas
(61) 3349 8124 ou pchave@gmail.com

*Design Innovation Labs – seminários
de 21 a 24 de outubro, das 8h30 às 13h00
Local: Auditório do Museu Nacional
Inscrições: http://www.bienalbrasileiradedesign.org.br
Temas: Branding e Design (21/10)
Gestão do Design (22/10)
Design na Era Globalizada (23/10)
Future Concept Labs (24/10)

*Clínicas de Design – atendimento a empresas
23 e 24 de outubro
Local: Auditório 2 do Museu Nacional
Inscrições: mbc@capacita.com.br ou (51) 3061.3000
Temas: Vestuário e mobiliário

Bienal de Design

Começa nesta quarta, 8 de outubro, e vai até 5 de novembro a 2ª Bienal Brasileira de Design, no Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília.

A primeira edição da Bienal foi realizada em junho de 2006, na OCA do Parque Ibirapuera, em São Paulo, e foi visitada por 35 mil pessoas.

Com curadoria de Fábio Magalhães e Auresnede Pires Stephan, a Bienal abriga vários núcleos expositivos. “São centenas de objetos que mostram a diversidade da produção de design no Brasil, em utensílios domésticos, mobiliário, jóias, equipamentos médico-hospitalares”, afirma Magalhães. “Os produtos são articulados de modo orgânico e procurando dar ao visitante uma visão rica”, diz Magalhães.

Em um dos módulos, curadoria de Adelia Borges selecionou objetos representativos da trajetória de dois grandes designers brasileiros atuantes na indústria: José Carlos Bornancini e Nelson Ivan Petzold.

A 2ª Bienal é uma parceria entre o Movimento Brasil Competitivo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o governo do Distrito Federal

*Entrevista com Fábio Magalhães:

Por que fazer uma Bienal de Design em Brasília?
Em primeiro lugar, pela proximidade com as entidades governamentais, possibilitando assim uma visibilidade da produção nacional, o que é um aspecto político. Em segundo lugar. a cidade emblemática do futuro do Brasil e que une a arquitetura e o design contemporâneo. E em terceiro, sair um pouco do eixo Rio-São Paulo, dando ao evento o caráter itinerante, quem sabe uma próxima edição em outra capital brasileira.

As mostras desta edição serão montadas em alguma outra cidade?
Esta edição será somente em Brasília.

O que mudou em relação à primeira Bienal de Design?
A primeira teve um caráter histórico retrospectivo, apresentando as várias décadas – desde 1900 até os anos 2000. Nesta 2a. edição, há uma reflexão da produção atual, das novas tecnologias, dos processos de produção industrial regional, aliada a um primeiro mapeamento da produção criativa nacional. Poderemos observar nesta edição a atuação dos vários órgãos de fomento no setor do design nacional.

Como foram selecionados os projetos participantes da Bienal? Eles são provenientes de ateliês independentes? fábricas? escolas?
Foram consultados os mais diversos órgãos promotores tais como centros de Design, revistas especializadas, os resultados de concursos nacionais e internacionais onde nossos designers participaram e foram premiados e ou selecionados. Levamos em consideração a forma, a função, o grau de inovação e o valor agregado ao produto. Foi um trabalho de consulta e verificação in loco, no Instituto Nacional de Tecnologia (Rio de Janeiro), no Centro de Design de Minas Gerais, em instituições de ensino, no Imaginário Pernambucano, no Centro de Design do Paraná entre outros, nas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro, Campina Grande, Recife, Brasília, São Paulo, Manaus entre outras.

Os objetos que estão na Bienal obedecem a algum critério de data de produção?
Estabelecemos o princípio da criação nos dois últimos anos, no entanto, deixamos em aberto alguns casos especiais, que consideramos relevantes. Aproximadamente 20%, quando muito.

Como foi planejada a mostra internacional?
A mostra internacional homenageia o design italiano que influenciou muito o design brasileiro (principalmente depois da década dos anos 60) e que atualmente tem produzido e divulgado produtos brasileiros.
Também haverá uma homenagem especial a Sambonet, que esteve no Brasil no final dos anos 40 e início dos 50, trabalhando com Bardi e Lina na implantação do Masp. Sua presença foi marcante influenciando o design brasleiro e, ao mesmo tempo, levou para Itália uma forte influência da cultura e da natureza brasileira.