Triptyque no pavilhão da França em Veneza

acima, prédio de escritórios da Triptyque na rua Harmonia, em São Paulo

Instalado no Brasil desde 2000 e formado por arquitetos vindos da Escola de Belas Artes de Paris, o escritório Triptyque vai expor dois projetos no pavilhão da França (cujo nome brinca com generosidade, gênero e cidade, “GénéroCité”), durante a 11ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza.

A curadoria do pavilhão “GénéroCité” ficou a cargo do coletivo French Touch, que diz ter orientado sua seleção por projetos que privilegiam “o generoso sobre a genérico”. Entre os arquitetos com projetos no pavihão estão Renzo Piano, Richard Rogers, Oscar Niemeyer, Christian De Portzamparc, Jean Nouvel & Jean-Marc Ibos, Massimiliano Fuksas, Dominique Perrault e Zaha Hadid.

acima, fachada com as janelas abertas do prédio de escritórios da Triptyque na rua Harmonia

Os projetos são de prédios em construção. Um deles é de um edifício residencial (na rua Fidalga) e outro de escritórios, na rua Harmonia, com paredes irrigadas por água reciclada.

acima, sistema de irrigação da parede verde, que usa água recolhida das chuvas, no prédio de escritórios da rua Harmonia

Fazem parte do Triptyque os arquitetos Greg Bousquet, Carolina Bueno, Guillaume Sibaud e Olivier Raffaelli. Em São Paulo, já fizeram, entre outros projetos, os da sede da agência Loducca e da loja MiCasa, nos jardins.

acima, fachada em ondas da agência de publicidade criada pela Triptyque

Se quiser mais informações sobre o projeto da rua Harmonia, leia “Lá em casa no escritório”, reportagem que publiquei em 31/08/2007 na Folha.

 

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“Em casa” no mundo – Novas utopias da Arquitetura em Veneza

Começa no domingo, 14 de setembro, a 11ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. A mostra quer encorajar a experimentação, através da exposição de estruturas efêmeras. Em pauta, a invenção de novas utopias.

“Out There: Architecture Beyond Building” é dirigida por Aaron Betsky, diretor do Instituto Holandês de Arquitetura de Roterdã (Netherlands Architecture Institute – NAI) e do Museu de Arte de Cincinnati (EUA).

A mostra terá instalações realizadas especialmente para o local (site specific), manifestos de intenções, cenários utópicos, trabalhos esperimentais de jovens arquitetos e de cinco “Mestres da Experimentação”: Frank Gehry, Herzog & de Meuron, Morphosis, Madelon Vriesendorp, Zaha Hadid e Coop Himmelb(l)au.

Além da mostra principial, há 56 representações nacionais com areas expositivas, entre elas a do Brasil.

Segundo o Betsky, a mostra pretende revelar que a arquitetura não é apenas o ato de construir, mas o modo de pensar e falar sobre os edifícios, representá-los e realizá-los, dar forma e oferecer alternativas críticas para o ambiente humano.

“Na verdade, os edifícios não são o bastante. São o túmulo da arquitetura, o que resta do desejo de construir um outro mundo, melhor e aberto a outras possibilidades diferentes das cotidianas. Concretamente, a arquitetura é aquilo que nos permite sentir ‘em casa’ no mundo”, disse Betsky, na Aula Magna que lançou a 11ª Mostra na Universidade La Sapienza, de Roma.

Segundo Betsky, a mostra “não quer apresentar edifícios já existentes ou propor soluções abstratas para problemas sociais, mas quer ver se a arquitetura, experimenando na e sobre a realidade, pode oferecer formas concretas e imagens sedutoras”.

No sábado, 13, serão entregues quatro Leões de Ouro:  melhor projeto da mostra “Out There”, melhor projeto para arquiteto jovem da mostra “out There”, melhor projeto nas participações nacionais e um Leão de Ouro para conjunto da obra.

Artistas da Bienal

A Fundação Bienal de São Paulo anunciou nesta terça a seleção de 40 artistas (ou coletivos) para a 28ª Bienal Internacional de São Paulo, que começa em outubro. Mostrou também sua marca (imagem acima), criada pela designer Elaine Ramos, e informou que a mostra terá um video lounge cuja programação ficará a cargo do artista Wagner Morales. Segue a lista dos artistas ou coletivos. Em negrito, aqueles que desenvolverão os trabalhos especificamente para a mostra.

Alexander Pilis (Rio/1954, vive em Barcelona)
Allan McCollum (Los Angeles/1944. Vive em Nova York)
Ângela Ferreira
(Maputo/1958. Vive em Lisboa)
Armin Linke
(Milão/1966)
assume vivid astro focus
(NYC e Paris/2000)
Carla Zaccagnini
(Buenos Aires/1973. Vive em São Paulo)
Carlos Navarrete
(Santiago do Chile/1968)
Carsten Höller
(Bruxelas/1961. Vive em Estocolmo)
Cristina Lucas (Jaén, Espanha/1973. Vive em Madri)
Dora Longo Bahia
(São Paulo/1961)
Eija-Liisa Ahtila (Hämeenlinna, Finlândia/1959. Vive em Helsinque)
Erick Beltrán
(Cidade do México/1974. Vive em Barcelona)
Fernando Bryce (Lima/1965. Vive em Berlim)
Fischerspooner
(Nova York/1998. Vivem em Nova York)
Gabriel Sierra
(San Juan de Nepomuceno, Colômbia/1975. Vive em Bogotá)
Goldin+Senneby
(Estocolmo/2004)
Iran do Espírito Santo
(Mococa/1963. Vive em São Paulo)
Israel Galván (Sevilha/1973)
Javier Peñafiel
(Zaragoza/1964. Vive em Barcelona)
João Modé
(Resende/1961. Vive no Rio de Janeiro)
Joan Jonas (Nova York/1936)
Joe Sheehan (Nelson, Nova Zelândia/1976. Vive em Wellington)
Leya Mira Brander
(São Paulo/1976)
Los Super Elegantes (San Francisco/EUA, 1995. Vivem em Los Angeles)
Mabe Bethônico
(Belo Horizonte/1966)
Marina Abramović (Belgrado/1946. Vive em Nova York)
Matt Mullican (Santa Mônica/1951. Vive em Nova York)
Maurício Ianês
(Santos/1973. Vive em São Paulo)
Mircea Cantor
(Oradea, Romênia/1977. Vive em Paris)
Nicolás Robbio
(Mar Del Plata, Argentina/1975. Vive em São Paulo)
O Grivo
(Belo Horizonte/1990)
Paul Ramirez Jonas
(Pomona, EUA/1965. Vive em Nova York)
Peter Friedl (Oberneukirchen, Áustria/1960)
Rivane Neuenschwander
(Belo Horizonte/1967)
Rodrigo Bueno
(São Paulo/1967)
Rubens Mano
(São Paulo/ 1960)
Sarnath Banerjee
(Calcutá/1972. Vive em Nova Délhi)
Sophie Calle (Paris/1953)
Valeska Soares
(Belo Horizonte/1957. Vive em Nova York)
Vasco Araújo (Lisboa/ 1975)

A 28ª Bienal Internacional de São Paulo tem como tema “Em vivo contato” e será realizada de 26 de outubro a 6 de dezembro de 2008, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo.

A curadoria de Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen também anunciou os projetos especiais que farão parte da mostra:  “Archivo Abierto”, do Centro de Documentación de las Artes, de Santiago, Chile; “Cinema Capacete”, do Rio de Janeiro, Brasil; Ivaldo Bertazzo, São Paulo, Brasil; e “Weightless Days”, de Ângela Detanico & Rafael Lain (Brasil), Megumi Matsumoto & Takeshi Yazaki (Japão), Dennis McNulty (Irlanda).

Bienal de tipos

São Paulo, Bogotá, Buenos Aires, Lima, Montevidéu, Santiago do Chile e Vera Cruz realizam simultaneamente, de 31 de maio a 27 de junho, a Bienal de Tipos Latinos. A edição brasileira acontece no Centro Cultural São Paulo.

Direcionada para a pesquisa e produção de fontes digitais, a Bienal tem uma exposição, oficinas e palestras.

Caligrafia gótica e inglesa, Processos criativos em tipografia, Introdução à caligrafia e Projetando fontes dingbats são as oficinas programadas, com 20 vagas cada uma. As inscrições para as oficinas começam nesta sexta, 31.

As palestras serão realizadas em junho. Toda a programação realizada é gratuita. Datas e mais informações estão no site do Centro Cultural São Paulo.