Lixo: Livro reúne artigos sobre design, resíduos e trabalho de catadores

“O apetite do mundo contemporâneo pelo consumo gerou expressivo crescimento na busca por matéria, energia e também a vertiginosa produção de descarte, em todas as escalas: individual, local, nacional e global. Esse material descartado tornou-se elemento básico do repertório de subsistência de parcela significativa de populações excluídas –moradores de rua e catadores de recicláveis”.

O texto é da professora Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, titular de design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), e está na introdução do livro “Design, Resíduo & Dignidade”, que será lançado na terça-feira (21) no Museu da Casa Brasileira, 19h30, em São Paulo.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1535387-lixo-livro-reune-artigos-sobre-design-residuos-e-trabalho-de-catadores.shtml

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Lixo: Catadores brasileiros falam de reciclagem e inclusão em Nova York

O sistema do lixo nas ruas de Nova York chamou a atenção de Eduardo Ferreira de Paula, que visitou a cidade no mês passado. Nas calçadas perto do hotel em que se hospedou, ele observou dois tipos de sacos: pretos com lixo misturado e transparentes com recicláveis. Viu catadores de recicláveis recolherem os sacos transparentes, privilegiando os que tinham plásticos e latinhas e levarem até postos de entrega mecanizados que retornam tíquetes de acordo com o peso do material entregue. Os tíquetes viram vale alimentação ou dinheiro. Ele não notou nenhuma conexão ou organização entre os catadores.

Eduardo Ferreira de Paula é um dos mais antigos integrantes do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis (MNCR), entidade brasileira que tem 13 anos e que se formou com o objetivo de defender condições de trabalho e remuneração justas, reconhecimento ao papel ambiental dos catadores e a inclusão de suas cooperativas na cadeia econômica da reciclagem. O MNCR teve papel fundamental na estruturação da lei brasileira que regulamenta o setor, considerada avançada por especialistas em gestão de resíduos.

Com mais oito representantes do MNCR, dos estados de São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais, Ferreira de Paula participou de um painel sobre sustentabilidade e combate à pobreza, evento paralelo à 69ª Assembleia-Geral das Nações Unidas e que foi realizado na Universidade de Columbia, dia 24 de setembro.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2014/10/1530270-lixo-catadores-brasileiros-falam-de-reciclagem-e-inclusao-em-nova-york.shtml

Lixo: Sujou, pagou – empresas defendem taxa do lixo e agência controladora

As cidades brasileiras investem valores muito baixos na limpeza pública e na gestão de resíduos. Três anos depois de construir o marco regulatório (a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS), para conseguir fazer o país avançar, fechando lixões, destinando corretamente os rejeitos a aterros sanitários e reciclando a maior parte dos resíduos será necessário agir em três frentes. Por em prática a lógica do poluidor-pagador (quem polui mais paga mais), fazer valer a responsabilidade compartilhada na gestão do ciclo de vida dos produtos –o que inclui fabricantes, comerciantes, importadores, distribuidores de mercadorias e governos– e criar uma agência pública específica para os resíduos, a exemplo do que acontece com a ANA e a Aneel para os setores de água e energia.

A constatação e as medidas elencadas acima fazem parte de um documento lançado na última terça-feira (5) pelas empresas do Selup (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo) e técnicos da ABLP (Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública).

O documento foi baseado numa amostragem feira em 52 cidades de cinco regiões do país, incluindo as capitais. Segundo a pesquisa, as cidades brasileiras investem em gerenciamento de resíduos sólidos cinco vezes menos que a média de cidades estrangeiras como Tóquio, Cidade do México, Barcelona, Roma, Paris, Nova York, Londres, Buenos Aires e Lima.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/

Lixo: O mapa da Lapa sustentável

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Detalhe do “Mapa do consumo e descarte sustentável”, que localiza endereços em seis distritos da Subprefeitura da Lapa, em São Paulo

Pontos de descarte de papel, plástico, vidro, latinhas, equipamentos eletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, medicamentos, isopor, óleo de cozinha e mais endereços de cooperativas, locais de minhocários e de compostagem estão pela primeira vez reunidos num mapa de uma região da cidade de São Paulo.

O “Mapa do consumo e descarte sustentável”, que localiza também hortas comunitárias, pontos de venda e restaurantes de alimentos orgânicos, abrange os 40 quilômetros quadrados onde vivem 305 mil habitantes dos bairros de Perdizes, Barra Funda, Jaguaré, Jaguara, Vila Leopoldina e Lapa, área administrada pela Subprefeitura da Lapa.

Além de localizar os endereços, o mapa traz, em seu verso, informações úteis sobre consumo consciente, separação do lixo, coleta seletiva e descarte de todos os tipos de resíduos, em linguagem didática.

Foram impressas 85 mil unidades, que estão sendo distribuídas desde o dia 8 de junho pelos 38 parceiros do projeto criado pelo Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade, que tem sede na região. Coluna sobre Lixo no site da Folha