Reverbere tem oficinas, cursos e filmes para difundir Permacultura

Se você procura se alimentar com comida orgânica, é contra o uso de agrotóxicos, se preocupa com o lixo que gera, faz esforço para reciclar, faz compostagem ou pensa em fazer, economiza água e energia ou está reavaliando o seu consumo, você está seguindo alguns dos princípios da Permacultura. E um festival que começou dia 23 e vai até domingo (27), em São Paulo, difunde as ideias e práticas desse sistema.

Cuidar das pessoas, cuidar da terra e partilhar o excedente é o tripé da Permacultura. “Ela desenha ambientes humanos sustentáveis otimizando os recursos disponíveis”, diz Thomas Enlazador, 40, um dos curadores do Reverbere, o primeiro festival latino-americano dedicado ao tema, com workshops, filmes e conversas.

“Permacultura não é o futuro, mas não existirá futuro sem Permacultura”, diz Enlazador. O festival homenageia um dos criadores do conceito, o ecologista australiano Bill Mollison, morto em setembro passado.

Mollison defendia que o mundo natural é a chave para ambientes produtivos. Se inspirou nas práticas de agricultura tradicionais de subsistência, com o uso de espécies adequadas para produzir de forma estável e garantir a regeneração do solo. Ele também estudou as interfaces benéficas entre cultivos e criações de animais. Com a colaboração de David Holmgren, formulou a visão sistêmica que foi difundida a partir dos anos 1970, integrando novas tecnologias a práticas de camponeses e comunidades indígenas.

Mollison e Holmgren publicaram vários livros, entre eles “Permaculture One: A Perennial Agriculture for Human Settlements” (1978), “Permaculture Two: Practical Design for Town and Country in Permanent Agriculture” (1979), e “Permaculture – A Designer’s Manual”(1988), considerado a bíblia da Permacultura. Nesse último, tratam de agroecologia, agricultura de carbono, agricultura regenerativa, arquitetura sustentável e sistemas monetários.

A Permacultura foi a base para a formação de ecovilas e comunidades sustentáveis no mundo todo e hoje é conhecida em mais de 140 países. No Brasil, segundo Enlazador, chegou há 23 anos, com a criação de institutos no sul do país.

“O Reverbere já nasce como o maior festival de Permacultura do Brasil e a grande vantagem é que os eventos são gratuitos”, destaca Enlazador. “O ensino da Permacultura ainda é elitizado, pois os cursos não são baratos, diz. Apesar disso, existem núcleos urbanos que difundem seus conceitos e as práticas, como a Permaperifa, que atua na zona Leste.

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