Banana é campeã no ranking do desperdício, diz estudo

Casca pigmentada abrevia ainda mais a vida útil da fruta nas prateleiras.

Um estudo recente da Universidade de Karlstad, na Suécia, apontou os sete produtos que representam quase metade das frutas e vegetais desperdiçados pelo varejo naquele país: bananas, maçãs, tomates, saladas, pimentões, peras e uvas.

O desperdício poderia ser diminuído se houvesse uma estratégia priorizando o melhor aproveitamento desses produtos nas lojas. Foram analisados os resíduos de frutas e vegetais de três grandes vendedores verificando quantidade, custos econômicos e impacto nas mudanças climáticas.

Juntos, os sete campeões do desperdício representam quase 50% do custo dos revendedores. Características dos produtos ligadas às perdas no cultivo e no transporte até as lojas representam 85% dos custos associados ao desperdício.

Mais em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2018/02/banana-e-campea-no-ranking-do-desperdicio-diz-estudo.shtml

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Manual ensina a implantar compostagem na escola

Uma experiência monitorada em uma dezena de escolas municipais de São Paulo no primeiro semestre de 2016 virou cartilha. E pode servir de exemplo para expandir a prática de compostagem e horta nesses locais, com a ativa participação de alunos de 3 a 14 anos, em todas as fases do processo.

Disponível para download em português e inglês, o “Manual para Gestão de Resíduos Orgânicos nas Escolas” ensina quais as diferenças entre compostagem aeróbia e a compostagem com minhocas (vermicompostagem), para que serve o composto e como utilizá-lo, como montar uma “sala de aula verde”, como separar os resíduos de comida e de jardins.

Partindo de uma contextualização sobre a geração de resíduos orgânicos na cidade, mostra também os impactos positivos da reciclagem deles para a mitigação dos gases de efeito estufa. O público-alvo são professores e há sugestões de como integrar o estudo da compostagem com os conteúdos de outras disciplinas.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/12/1845706-manual-ensina-a-implantar-compostagem-na-escola.shtml

Legumes feios vendem bem e podem mudar padrão no Reino Unido

Será que a ditadura estética imposta pelos grandes distribuidores de frutas e legumes aos agricultores pode acabar? As rígidas normas de formatos, medidas e cores que causam um enorme desperdício de alimentos bons podem ser revistas?

Impulsionada por descontos e por uma campanha no programa de Jamie Oliver e Jimmy Doherty para o Channel 4, uma experiência no Reino Unido está mostrando que os consumidores podem mudar os padrões e reintroduzir no mercado toneladas de comida que estavam condenadas ao lixo.

No início de fevereiro, os supermercados Asda, no Reino Unido, começaram a colocar à venda caixas com itens fora do padrão, as “Wonky Vegetable box”, com preços bem reduzidos, em algumas de suas lojas, na primeira iniciativa desse tipo naquele país.

Por £3.50 (R$ 20,2), o consumidor leva cerca de 5 quilos de produtos que seriam normalmente rejeitados pelo cadeia de distribuição. A caixa com produtos, que inclui cenoura, cebola, batata, pepino, pimentão, repolho e alho-poró, pode suprir as necessidades de vegetais de uma família de quatro integrantes por uma semana, segundo a empresa.

http://folha.com/no1740935