Passeio de bike comemora criação da União das Hortas de SP

Coletivo reúne 15 hortas comunitárias; produção será compartilhada para a comunidade.

Trocar experiências, sementes e informações, defender a agricultura urbana e o cultivo de orgânicos são os objetivos de uma nova organização em São Paulo.

Ela não vai ter sede fixa, mas pretende ampliar a rede de ajuda a gente de qualquer idade que queira colocar as mãos na terra e plantar alimentos, temperos e ervas medicinais em praças, canteiros e outros espaços públicos ociosos da cidade.

É a União das Hortas Comunitárias de São Paulo, que será lançada e celebrada com um passeio ciclístico neste domingo (4), em um roteiro que sai da horta da Saúde e passa por mais cinco hortas.

Em cada parada, os representantes da horta visitada vão contar a história daquela experiência e explicar a dinâmica do local. Quem não quiser ir de bicicleta pode participar passando nos horários marcados de cada encontro.

Mais em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2018/03/passeio-de-bike-comemora-criacao-da-uniao-das-hortas-de-sp.shtml

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Ativistas criticam destruição e pedem respeito aos canteiros da Batata

No dia 28 de julho, um dos canteiros de agroecologia plantados por moradores da região e ativistas no largo da Batata foi retirado pela prefeitura. Ali estavam sendo cultivadas várias espécies, entres elas um Ipê já adulto, uma Peroba Rosa plantada em 2015, arbustos, flores, temperos, tubérculos e plantas alimentícias não convencionais, as PANCs. “Já dava sombra. As pessoas colocavam cadeiras perto do canteiro para se proteger do Sol”, conta a médica Maria Eudóxia Carvalho, que faz parte do grupo Batatas Jardineiras.

“Ficamos surpresos e indignados”, diz Maria Eudóxia. Ela é uma das pessoas que cuida do plantio e da preparação da terra deste e de outros canteiros do largo. A manutenção dos canteiros cooperados é regida por um Termo de Cooperação, firmado entre a prefeitura Regional de Pinheiros e duas integrantes do grupo Batatas Jardineiras em outubro de 2016 e publicado no Diário Oficial Municipal em dezembro do mesmo ano. Tem vigência de três anos.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/08/1909088-ativistas-criticam-destruicao-e-pedem-respeito-aos-canteiros-da-batata.shtml

Plano de SP não foca agricultura e é fraco no plantio de árvores

A falta de uma visão sobre agricultura urbana e de sua importância para a segurança alimentar é o aspecto mais negativo do plano de gestão da Prefeitura de São Paulo. Uma
meta muito baixa de plantio de árvores é outra falha do programa de governo para a área ambiental. O programa de metas municipal foi apresentado no fim de março.

É consenso que a expansão da cobertura vegetal urbana é fundamental em cidades poluídas como São Paulo. Para caminhar nessa direção, é preciso aumentar substancialmente o plantio de árvores nas ruas, pulverizar pequenos parques e praças, proteger e ampliar espaços em que ainda existam áreas verdes e garantir a fixação de unidades de agricultura familiar nos limites urbanos. Aumentar a área plantada é também um dos mecanismos para a retenção de umidade e ao mesmo tempo o combate a enchentes e inundações.

Essa cartilha básica vem sendo defendida por ambientalistas e urbanistas que discutem a evolução e a resiliência das megacidades contemporâneas.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/04/1875569-plano-de-sp-nao-foca-agricultura-e-e-fraco-no-plantio-de-arvores.shtml

Florianópolis comemora 344 anos cuidando de hortas

Além das habituais mudas, tem também Ora pro Nobis, Hortelã e Penicilina (Perpétua do Brasil). Na manhã de quinta-feira, 23 de março, aniversário de 344 anos de Florianópolis, foi implantada num centro de saúde da cidade uma horta comunitária modelo.

Localizada na região continental, no bairro de Estreito, ela é modelo porque tem o sistema completo, com coleta de resíduos, compostagem e uso de composto nos seus canteiros.

A ideia de plantar também fitoterápicos –ervas e chás– faz parte de um programa de alimentação saudável da Secretaria da Saúde. Além das mudas fornecidas pela prefeitura, os moradores da região também podem trazer suas plantas e compartilhar conhecimentos sobre curas tradicionais e alternativas.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/03/1869229-florianopolis-comemora-334-anos-cuidando-de-hortas.shtml

São Paulo livre de agrotóxicos e com apoio às hortas comunitárias

Duas iniciativas importantes para a agroecologia avançaram nos últimos dias na cidade de São Paulo. No último dia 8, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei 891/2013, que proíbe o uso e comercialização de agrotóxicos que contenham princípios ativos nocivos ou organoclorados que tenham sido banidos em seus países de origem. De autoria do vereador Toninho Vespoli (PSOL), e com a participação de outros vereadores, o PL 891 está na fila para a sanção do prefeito Fernando Haddad.

No dia 12, o vereador Nabil Bonduki (PT) protocolou o Projeto de Lei 582/2016, o VAI na Horta – Valorizaçao de Iniciativas de Agricultura Urbana e Periurbana, para apoiar ações socioambientais e culturais relacionadas à agroecologia.

Apesar do pouco tempo que resta da atual gestão, Vespoli espera que o prefeito Haddad sancione o projeto contra os agrotóxicos, pelos compromissos com a causa da agroecologia que tem assumido. “Além do benefício para as áreas de cultivo de agricultura familiar na cidade, a proibição desses agrotóxicos em São Paulo teria impacto nacional. Seria uma força importante no movimento que defende o direito que as pessoas têm de ter uma alimentação saudável” diz.

Segundo pesquisa Ibope encomendada pelo Greenpeace, 81% da população brasileira considera a quantidade de agrotóxicos nas lavouras de “alta” a “muito alta”.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/12/1841942-sao-paulo-livre-de-agrotoxicos-e-com-apoio-as-hortas-comunitarias.shtml

Agricultura urbana terá oficinas e feiras em festival lixo zero em SP

Sem copos descartáveis e com comida servida em embalagens compostáveis, acontece no domingo, 22, o Festival de Agricultura Urbana em São Paulo. Serão rodas de conversa, oficinas práticas e palestras, além de uma feira de alimentos orgânicos produzidos na cidade e uma feira gastronômica, na praça Victor Civita, em Pinheiros.

O festival é uma boa oportunidade para conhecer alguns dos movimentos alternativos que vêm ganhando adeptos na cidade nos últimos anos, defendendo formas coletivas de ocupar e usar o espaço urbano preservando e restaurando o meio ambiente, combatendo o desperdício e a poluição.

Grupos que cultivam hortas escolares e comunitárias, plantadores de jardins comestíveis e de plantas alimentícias não-convencionais, apicultores, interessados em agroecologia, ecogastronomia e permacultura vão trocar experiências e discutir novas tecnologias da agricultura urbana.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/05/1773221-agricultura-urbana-tera-oficinas-e-feiras-em-festival-lixo-zero-em-sp.shtml

Nebulização contra aedes atinge cultivo orgânico da Horta das Corujas

No começo da semana, a Prefeitura de São Paulo realizou uma nebulização de inseticida nas vias laterais da praça das Corujas, no Sumarezinho (zona oeste de São Paulo), como parte do programa de combate ao Aedes aegypti.

Ali são cultivados verduras, temperos e frutas orgânicos, ou seja, sem agrotóxicos. O veneno usado na nebulização, que é altamente tóxico e vetado em alguns países, ataca esse tipo de cultivo. Ele age em cerca de 30 metros a partir da emissão.

A Horta das Corujas, em praça pública, é uma das experiências de gestão comunitária mais vivas da cidade. Nascida em junho de 2012, é fruto da mobilização de pessoas interessadas em agroecologia urbana que se reuniram por meio do grupo Hortelões Urbanos, no Facebook.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/04/1758853-nebulizacao-contra-aedes-atinge-cultivo-organico-da-horta-das-corujas.shtml