O Brasil e o monstro marinho que não nasceu no mar

Anualmente são despejados no oceano 8 milhões de toneladas de plásticos, segundo estudo divulgado no último dia 12 de fevereiro, durante encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, na Califórnia (EUA).

No mar, o plástico não some. Com a mistura de Sol, sal e a ação do tempo, ele é quebrado em pequenos pedaços, que se dispersam seguindo pelas correntezas e formam ilhas flutuantes. Quando menores ainda, os pedaços submergem e são ingeridos pelos animais marinhos, entrando assim na cadeia alimentar que chega até os humanos.

Em dez anos, segundo projeção do mesmo estudo, a quantidade de lixo despejada no mar pode se multiplicar por dez. O risco para a saúde do planeta é óbvio.

Muitos fatores concorreram para o aumento da poluição do mar nos últimos anos. A substituição de materiais naturais por sintéticos em utensílios e a produção de embalagens descartáveis cresceram e crescem numa velocidade muito superior à do aumento da coleta, do saneamento e da reciclagem.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/02/1592197-o-brasil-e-o-monstro-marinho-que-nao-nasceu-no-mar.shtml

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