Plano Regional da Baixada Santista prevê incineração de lixo

Meta é reduzir volume de resíduo produzido em nove cidades da região.

Apresentado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) na última quarta, 7, o Plano de Gestão de Resíduos da Baixada Santista prevê a instalação de uma unidade de incineração para redução do volume de resíduos.

É o primeiro plano regional feito pelo instituto e foi encomendado pela Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem). Custou R$ 700 mil e foi aprovado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

Seu objetivo é administrar nos próximos 20 anos uma área de 2.420 quilômetros quadrados onde se localizam nove municípios: Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. A população da Baixada é de 1.765.431 habitantes, correspondendo a 4,1% do total da população do Estado.

Mais em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2018/03/plano-regional-da-baixada-santista-preve-incineracao.shtml

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Educação ambiental é o maior desafio na gestão de resíduos em SP, diz livro

A conscientização da população é o maior desafio para a gestão de resíduos em São Paulo. Essa é a opinião da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana da cidade, Amlurb, expressa na apresentação do livro “São Paulo, cidade limpa –gestão de resíduos sólidos e limpeza urbana para 12 milhões de pessoas”, disponibilizado recentemente para download no seu site.

O livro traz um panorama da situação atual de resíduos da cidade, com dados comparativos, trata da logística reversa e da infraestrutura de aterros, da coleta seletiva, e relata iniciativas como a da central de compostagem que reaproveita orgânicos e o plano Descarte ON, para a reciclagem de e-lixo em São Paulo.

A escala da cidade já traz grande dificuldade. São produzidas diariamente de 20 mil toneladas de resíduos no município. São 16 mil coletores trabalhando para percorrer 1,5 milhão de quilômetros quadrados de área com 500 caminhões compactadores. O custo para coletar e destinar corretamente esse material é de R$ 2,4 bilhões anuais.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/07/1791937-educacao-ambiental-e-o-maior-desafio-na-gestao-de-residuos-em-sp-diz-livro.shtml

Entidade propõe índice de avaliação da limpeza pública municipal

Avaliar o grau de adesão de uma cidade às metas da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), lei que orienta gestão, coleta, tratamento, responsabilidade e destinação dos resíduos no Brasil, é o objetivo de um novo índice apresentado na quinta (30/06), em São Paulo.

Batizado de Islu –Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana–, ele pode servir como ferramenta para o acompanhamento da evolução de resultados, o planejamento financeiro e de metas nas administrações municipais e para as empresas mapearem novos negócios.

A performance das cidades é analisada em quatro dimensões: engajamento do município na limpeza; sustentabilidade financeira; recuperação dos recursos coletados e impacto ambiental. Para ter bons resultados, o município deve ter boa pontuação em todos os quesitos.

Os resultados vão de zero a um –quanto mais próximo do um, melhor o desempenho–, divididos em cinco classes, de A a E. O novo índice foi produzido pelo Selur (Sindicato de Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo) e pela PwC (Price Waterhouse).

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/07/1787443-entidade-propoe-indice-de-avaliacao-da-limpeza-publica-municipal.shtml

Lixo: Gestão correta de resíduos pode reduzir 20% das emissões de gases do efeito estufa

As áreas urbanas do planeta podem gerar de 7 a 10 bilhões de toneladas de resíduos por ano em domicílios, comércios, indústria e na construção civil. Com o crescimento das populações em países em desenvolvimento, o avanço da urbanização e aumento da capacidade de consumo, estima-se que o volume atual de resíduos gerados pelas cidades asiáticas e africanas dobre até 2030.

O tratamento inadequado desses resíduos é uma das mais graves questões ambientais e de saúde pública atuais. Eles são geradores de gases do efeito estufa e contribuem substancialmente para o aquecimento global.

Hoje, entre 2 e 3 bilhões de pessoas não têm acesso a coleta de resíduos no planeta e 2,5 bilhões vivem sem banheiros e sistemas de esgoto – e a situação é tão preocupante que uma nova resolução da Assembleia Geral da ONU em dezembro de 2015 reconheceu o saneamento básico como um direito humano separado do direito à água potável, para sublinhar sua a importância. A falta de estruturas sanitárias favorece a transmissão de doenças infecciosas, como cólera e hepatite, entre outras.

Um estudo internacional apresentado no segundo semestre de 2015, conduzido pela área de tecnologia do programa ambiental da ONU (a UNEP) e pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos ISWA, calcula que a correta gestão dos resíduos poderia cortar 20% das emissões de gases do efeito estufa.

Segundo a UNEP, a falta de medidas concretas de governos e sociedades para destinar corretamente resíduos multiplica por 5 a 10 vezes o custo com remediação dos problemas causados para o ambiente e a saúde das populações.

http://folha.com/no1727118

Lixo: Lixólogo ganha pós em BH

Em quase todas as listas de profissões do futuro, você vai encontrar aquelas ligadas ao tratamento de resíduos. Designer de lixo, lixólogo, técnico em reciclagem, especialista em “upcycling” são alguns nomes. Esses profissionais seriam especializados em propor soluções para cidades, associações e empresas, visando a segurança sanitária e ambiental e o reaproveitamento de resíduos, na cadeia produtiva ou na geração de formas limpas de energia.

No Brasil, esse futuro já é. A falta de técnicos em gestão ambiental atuando nas prefeituras é um dos entraves para o avanço na gestão de resíduos. A constatação é de especialistas da área de saneamento e limpeza pública e também de prefeitos, principalmente das cidades menos populosas e com menos arrecadação: a grande maioria.

http://folha.com/no1665594