“Em casa” no mundo – Novas utopias da Arquitetura em Veneza

Começa no domingo, 14 de setembro, a 11ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. A mostra quer encorajar a experimentação, através da exposição de estruturas efêmeras. Em pauta, a invenção de novas utopias.

“Out There: Architecture Beyond Building” é dirigida por Aaron Betsky, diretor do Instituto Holandês de Arquitetura de Roterdã (Netherlands Architecture Institute – NAI) e do Museu de Arte de Cincinnati (EUA).

A mostra terá instalações realizadas especialmente para o local (site specific), manifestos de intenções, cenários utópicos, trabalhos esperimentais de jovens arquitetos e de cinco “Mestres da Experimentação”: Frank Gehry, Herzog & de Meuron, Morphosis, Madelon Vriesendorp, Zaha Hadid e Coop Himmelb(l)au.

Além da mostra principial, há 56 representações nacionais com areas expositivas, entre elas a do Brasil.

Segundo o Betsky, a mostra pretende revelar que a arquitetura não é apenas o ato de construir, mas o modo de pensar e falar sobre os edifícios, representá-los e realizá-los, dar forma e oferecer alternativas críticas para o ambiente humano.

“Na verdade, os edifícios não são o bastante. São o túmulo da arquitetura, o que resta do desejo de construir um outro mundo, melhor e aberto a outras possibilidades diferentes das cotidianas. Concretamente, a arquitetura é aquilo que nos permite sentir ‘em casa’ no mundo”, disse Betsky, na Aula Magna que lançou a 11ª Mostra na Universidade La Sapienza, de Roma.

Segundo Betsky, a mostra “não quer apresentar edifícios já existentes ou propor soluções abstratas para problemas sociais, mas quer ver se a arquitetura, experimenando na e sobre a realidade, pode oferecer formas concretas e imagens sedutoras”.

No sábado, 13, serão entregues quatro Leões de Ouro:  melhor projeto da mostra “Out There”, melhor projeto para arquiteto jovem da mostra “out There”, melhor projeto nas participações nacionais e um Leão de Ouro para conjunto da obra.

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