Ikea mostra unidade de arquitetura alimentícia

Poderia ser apenas um espaço de encontro numa feira de design. Mas é uma usina viva o protótipo de 4 metros de altura mostrado pela empresa de origem sueca Ikea na feira Chart, em Copenhague, Dinamarca, no começo de setembro. Atados à sua estrutura de madeira estão 320 metros de tubulações onde corre um sangue verde com potencial para gerar uma revolução alimentar.

O sangue verde é composto por microalgas. Elas são fotossintéticas – usam a luz solar para converter dióxido de carbono e água em oxigênio, gerando energia de quebra. Podem crescer em água não potável e em solo não cultivável. São rápidas: algumas espécies duplicam de volume em seis horas. Têm mais proteína que a carne, mais ferro que o espinafre e mais betacaroteno que a cenoura, informam os idealizadores do batizado Domo de Algas.

Todas essas qualidades fazem das microalgas elemento chave da alimentação do futuro. Uma “safra sustentável e verde” fora da agricultura tradicional e de seu sistema de distribuição oneroso e poluente está no horizonte de pesquisadores de várias disciplinas.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2017/09/1922861-ikea-mostra-unidade-de-arquitetura-alimenticia.shtml

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Caravana conecta produtores da agroecologia

Para promover trocas de experiências diretas entre cultivadores da agricultura ecológica, produtores, estudantes e técnicos, começa em 17 de maio a quarta caravana do projeto Comboio Agroecológico, passando por várias unidades de plantio de frutas, legumes, hortaliças e ervas medicinais.

Serão visitados comunidades de agricultura familiar, assentamentos, cooperativas e quilombos que são adeptos do cultivo sem agrotóxicos ou sementes modificadas. As experiências anteriores partiram dos Estados Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, em 2015.

O objetivo da caravana é possibilitar intercâmbio e troca de sementes, informações técnicas, conhecimentos regionais e histórias das famílias e das comunidades produtoras. E defender a necessidade da agroecologia como forma de restaurar a saúde e proporcionar novas práticas na agricultura, na organização social e econômica da  produção, na distribuição, na comercialização e no consumo de alimentos.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/05/1768297-caravana-conecta-produtores-da-agroecologia.shtml

Orgânico é caro no supermercado, mas compensa em grupos de consumo

Você não come alimentos orgânicos por causa do preço? Pois, então, vai aí uma boa notícia.

Uma pesquisa inédita apresentada na última terça (12) em São Paulo e feita em cinco cidades brasileiras mostrou que o preço dos alimentos sem agrotóxico depende fundamentalmente do canal de comercialização. Eles são mais caros nos supermercados, mas podem ter preço equivalente ao preço dos não orgânicos se comprados em circuitos mais curtos, como feiras e grupos de consumo.

A pesquisa foi idealizada pela Rede Brasileira de Grupos de Consumo Responsável e foi feita entre julho de 2014 e junho de 2015 nas cidades de São Paulo e Piracicaba (SP), Salvador (BA), Rio (RJ) e Alta Floresta (MT). Faz parte do projeto “Produção e consumo responsável nas redes territoriais”, realizado pelo Instituto Kairós em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2016/04/1761014-organico-e-caro-no-supermercado-mas-compensa-em-grupos-de-consumo.shtml

Lixo: “Resíduo orgânico não deve nem sair de casa”, diz professor de SC

Sem pás, sem enxadas, com pouco espaço. Fácil de manter e de ensinar. Entram sobras de comida, capim e folhas secas e saem flores, temperos, verduras e legumes. Essas são algumas das vantagens do sistema inovador e, ao que tudo indica, único no país, idealizado pelo agrônomo e professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) Germano Guttler e batizado de Mini Compostagem Ecológica (MCE).

Implantado com sucesso nas escolas da cidade de Lages (SC) para criação de hortas e cultivo de flores e jardins a partir de 2012, o projeto foi chancelado pelo selo Educare, do Ministério do Meio Ambiente, que indica as ações ambientais mais destacadas no tratamento de resíduos no país.

“A diferença do nosso projeto foi o desenvolvimento de uma técnica simples que permitiu, em apenas dois anos de trabalho, alcançar mais de 80 escolas públicas e também cerca de uma em cada cinco famílias de Lages, de 160 mil habitantes”, conta Guttler.

http://folha.com/no1677716

Municípios têm de usar os orgânicos em compostagem e biodigestão

A maior parte dos municípios brasileiros tem menos de 50 mil habitantes. Das 5.570 cidades, 3.915 estão nessa faixa. Os cinturões verdes, áreas ao redor dos centros urbanos formadas de pequenos sítios, chácaras, reservas, pomares são de grande importância para a manutenção da qualidade de vida dos cidadãos. Usar os resíduos orgânicos dessas cidades na agricultura ou na geração e energia ou combustível é a melhor solução.

Além de manterem o microclima regional, nos cinturões verdes são em geral cultivados frutas e hortaliças, para abastecer os mercados urbanos e evitar grandes viagens desses produtos de caminhão, o que significa economia de combustível, diminuição da poluição e melhor condição de consumo –produtos mais frescos na mesa do consumidor.

Pois esses mesmos municípios, os menores, são os que têm mais dificuldades para construir aterros sanitários e conseguir destinar corretamente seus resíduos. A falta de aterros adequados faz com que muitas prefeituras tenham de exportar lixo para outros municípios vizinhos, criando uma rota rodoviária completamente nefasta. Viagens e viagens de resíduos cruzando o país.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/04/1620557-municipios-tem-de-usar-os-organicos-em-compostagem-e-biodigestao.shtml

Cidade canadense faz horta orgânica em aterro

A pequena e gelada cidade de Fort McMurray, com 60 mil habitantes, na região canadense de Alberta, ficou conhecida por seus graves problemas ambientais, decorrentes da exploração de petróleo. Agora, um programa que está em fase de teste cultiva verduras e legumes em um contêiner de transporte transformado em estufa, no aterro sanitário da cidade. Ele faz parte do projeto municipal lixo zero.

Próxima ao rio Athabasca, o maior depósito de areias betuminosas do mundo, Fort McMurray teve sua primeira mina comercial perfurada no fim dos anos 1960, pela empresa Great Canadian Oil Sands, hoje Suncor. Apesar das reservas enormes de petróleo nas areias, a cidade quer mudar de perfil e se tornar mais verde. Distante de grandes centros de produção de alimentos, ela paga caro por legumes, peixes e carnes que compra dos vizinhos e tem de transportar. O projeto da horta de resíduos pretende amenizar a dependência de outras cidades.

Nessa fase de testes do projeto dos contêineres, a fotossíntese das plantas é garantida por iluminação artificial. O cultivo é hidropônico (sem terra), como na maior parte das fazendas verticais japonesas, americanas e europeias.

Mais em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/03/1605542-lixo-cidade-canadense-testa-horta-organica-em-aterro.shtml

Cortar 50% do desperdício de comida pode economizar US$ 300 bi/ano

Um terço dos alimentos produzidos no mundo vai para o lixo. O custo total do desperdício pode chegar a US$ 400 milhões por ano. A comida descartada nos países ricos seria suficiente para sustentar os 870 milhões de pessoas com fome no planeta, se houvesse uma maneira de distribuição eficaz desses alimentos.

De acordo com a organização britância Wrap (Waste & Resources Action Programme), o problema tende a piorar devido à expansão global das classes médias. O mais recente relatório da Wrap indica que, em 2030, o desperdício de alimentos pode custar cerca de US$ 600 bilhões/ano.

Além do problema social, em geral, o alimento não consumido vai para aterros sanitários, onde se decompõe e gera gás metano. De acordo com a Wrap, 7% das emissões globais de gases do efeito de estufa (GEE) são decorrentes desse ciclo. O índice coloca os aterros em terceiro lugar entre os maiores emissores, atrás da China e dos Estados Unidos.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2015/03/1602243-cortar-50-do-desperdicio-de-comida-pode-economizar-us-300-biano.shtml